Como tingir roupa em casa

Fotos: modefica.com.br

Que elas são lindas, já estamos cansadas de saber. Mas você sabia que as plantas, flores e frutos, além de dar cor aos nossos dias, colorem roupas? O poder e a diversidade da flora brasileira proporcionam a arte milenar de aplicar pigmentos botânicos de algumas plantas, temperos, cascas e caroços de alimentos para tingir fibras têxteis.

Reunimos alguns exemplos de corantes botânicos de fácil acesso (sem o compromisso das espécies nativas), para você experimentar em casa.

Como tingir roupa em casa

Foto: negociosdamoda.com

O processo é simples:

1 – Escolha o seu tecido: lã e seda apresentam melhor aderência da cor, mas nada impede de usar outra fibra. Tecidos velhos também são mais indicados, uma vez que já passaram por muitas lavagens. Se o seu tecido é novo, lave-o antes do tingimento – use bicarbonato de sódio para algodão e linho. Já lã e seda deve ser lavado com lã e seda.

2 – Em uma panela com água e sal (fixador natural), mergulhe o tecido e deixe de molho na solução fervente durante 30 minutos. Este processo vai garantir uma melhor aderência do pigmento e cores mais saturadas;

3 – Prepare o banho de corante: nesta fase, opte por uma panela grande, que comporte água suficiente para cobrir todo o tecido a ser tingido. Adicione o ingrediente que contenha o pigmento botânico da cor desejada. Deixe ferver por cerca de 30 minutos, ou até que a solução se apresente com a coloração bem forte e retire os pedaços sólidos com um coador;

4 –  Adicione um fixador à solução: sal grosso, vinagre ou alumén de potássio (este último pode ser encontrado em farmácias);

5 – Mergulhe o tecido no banho de corante já com o fixador e ferva por mais 30 minutos, mexendo para que o tingimento seja feito de forma homogênea;

Como tingir roupa em casa

Foto: food52.com

6 – Deixe o tecido em descanso no banho de corante por até 24 horas. O ideal é ir controlando, quanto mais tempo de banho, mais escura a tonalidade obtida;

7 – Lave em água corrente para retirar o excesso de tinta, até que não haja mais libertação de cor na água;

8 – Torça e deixe secar na sombra;

9 – Na primeira lavagem é possível que o tecido ainda solte tinta, por isso é importante que ela seja feita separadamente e com água fria.

Hoje vamos apostar nos legumes e frutas – sem sair da cozinha é possível eleger um dos corantes seguintes. Adicionando água fervente, qualquer pedaço de tecido branco ganha nova vida.

Como tingir roupa em casa

Foto: flaviaaranha.com

Paleta botânica:

Tons de verde – espinafre, alcachofra, etc

Tons de amarelo – açafrão-da-terra, casca de cebola, casca de romã, folhas de eucalipto, urucum, etc

Tons de laranja – casca de cebola, cenoura, urucum, casca de abacate, etc

Tons de marrom – casca de nozes, cebola roxa, café e chá-preto, casca de romã, etc

Como tingir roupa em casa

Fotos: flaviaaranha.com

Tons de magenta– beterraba, flores de hibisco, etc

Tons de rosa – caroço de abacate, etc

Roxo e lilás – casca de açaí, repolho roxo, etc

Tons de azul – repolho roxo e amora, etc

Preto – casca de abóbora.

Como tingir roupa em casa

Foto: flaviaaranha.com

As tonalidades vão variar de acordo com a concentração do ingrediente na água e o tempo de exposição. O mais bacana é que a única forma de obter “aquela” cor que você tanto quer é tentando.

Está na hora da cozinha virar laboratório!

 

Foto: travellerspoint.com

Se por aqui o sol toma conta da maior parte do ano, alguns países, como os de clima mediterrâneo, apresentam as 4 estações bem marcadas. E a Itália não foge à regra, por isso suas frutas mudam de acordo com a época do ano, colorindo as árvores, perfumando os pratos e deixando as feiras fartas de belas opções.

Foto: mimithorisson.com

A oferta de cada fruta é quase sempre restrita à sua sazonalidade. Claro que também podemos encontrar versões importadas o tempo todo, mas as da estação ganham em frescura e preço. Além disso, elas garantem uma alimentação variada e sempre renovando os sabores, hummm…

Fica o convite para uma viagem ao calendário das frutas italianas:

Com o fim dos dias longos e quentes do verão europeu, foi-se a ameixa, a amora, o damasco, o figo, a framboesa, a melancia, o melão, o mirtilo, o pêssego e a uva. Permanece a avelã e as amêndoas secas, que finalmente são colhidas do pé.

Foto: ichigoshortcake.com

Com a chegada do outono, chegam as cores quentes e, com elas, as nozes, que ficam até dezembro. As peras também ficam prontas e daqui para a frente podem ser encontradas durante boa parte do ano, pelo menos até ao início do verão. O outono também é a época da romã, do caqui e, claro, da laranja e da maça que ficam até à primavera.

Foto: halfbakedharvest.com

O frio do inverno traz os melhores aliados contra os resfriados, carregados de vitamina C. Chegam o kiwi e a tangerina, que se juntam à romã, à laranja, à maça e às nozes.

Finalmente, com a primavera, chegam a deliciosa nêspera, a tão esperada cereja e o morango, que atiçam o paladar para o que virá na próxima estação, a mais farta de todas, o verão.

Foto: Flickr sdhaddow

Mas como pensar em Itália sem lembrar do limão? A notícia boa é que ele frutifica praticamente o ano inteiro!

 

 

Ilhas italianas

Imagem: Toda Matéria

Do fundo do Mar Mediterrâneo emergem dezenas de ilhas e ilhotas italianas, entre vulcânicas e continentais. Águas quentes e cristalinas, interessantes sistemas montanhosos, vilas pitorescas, sol e um constante perfume de maresia no ar são os ingredientes-chave das paisagens insulares na Itália.

Ilhas italianas

Imagem: wwwf.imperial.ac.uk

Reconhece-se internacionalmente o esforço italiano quando o assunto é preservação, o país tem um importante trabalho de proteção das áreas naturais costeiras. Entretanto, a baixa densidade populacional e o isolamento gráfico de grande parte dessas ilhas também contribuiu para que, em alguns casos, a diversidade da fauna e da flora locais fosse preservada.

Ilhas italianas

Imagem: www.first-nature.com

Nestas ilhas, predomina a vegetação mediterrânea típica, formada por árvores esparsas, arbustos e pela prevalência de plantas herbáceas que são organizadas de duas formas: “garrigue” (formação vegetal aberta) e “maquis” (densa e fechada). 

Imagens: capri.com | weleda.com.br | visitelba.co.uk | villedegliulivi.it | iselba.it | ciao.citalia.com | chilledmagazine.com

Ambos os sistemas abrigam um importante número de espécies de animais, entre as quais se destacam mamíferos (veados, coelhos, lebres, lobos, raposas, javalis e pequenos roedores), aves (corvos, tentilhões, águias, corujas e falcões), répteis (lagartos, cobras e víboras), além de uma abundante quantidade de insetos.

Ilhas italianas

Imagem: www.iselba.it

Na paisagem antrópica de algumas das ilhas, podemos encontrar exemplos de espécies não-nativas, mas consideradas naturalizadas e com importância cultural e econômica às vezes superior à maioria das nativas. É o caso da romãzeira e do limoeiro, marca registrada da paisagem da ilha de Capri. Com sua cor pincelando toda a ilha, seu aroma em meio ao perfume do mar e seu sabor degustado nos quatro cantos do mundo.

Ilhas italianas

Imagem: www.earthbelowgirls.com

De encher os olhos!

Perfume do fundo do mar

Foto: Australian Geographic

Hoje o convite tem o perfume do mar. Corais, anêmonas, esponjas-do-mar e flores marinhas são o cenário. A proposta é entrar na corrente para explorar paisagens tão ricas quanto profundas.

Perfume do fundo do mar

Foto: Commons Wikimedia

Por estarem longe do nosso olhar, quase nunca nos lembramos que estas incríveis paisagens existem, são tão vivas, coloridas e diversas – verdadeiros jardins marinhos, com direito a “abelhas do mar” e tudo. Sim, a polonização, que até há muito pouco tempo se acreditava ser feita apenas pelas correntes oceânicas, é auxiliada por pequenos crustáceos que assim contribuem para a promoção da biodiversidade marinha. Não é fascinante?

Perfume do fundo do mar

Fotos: The Culture Trip

Acho que podemos assumir que recifes, nada mais do que extensas colônias de corais, são os maiores “jardins do mar”, albergando ecossistemas de enorme biodiversidade e altamente produtivos.

Perfume do fundo do mar

Foto: Sanackas/hdrcreme

Acho até que podemos ir mais longe e afirmar que eles são também os maiores jardins da terra. Parece justo, se considerarmos que a grande barreira de coral, na costa Queensland, Austrália, é o maior indivíduo vivo do planeta.

Fotos: NY Times/ The Culture Trip / This is Colossal / Biospace / Wikipedia/ Detetives do Meio Ambiente/ Seeker/ News First 

Mas atenção: beleza e perigo andam de mãos dadas até no fundo do mar. Onde há incríveis corais coloridos e lindas anêmonas dançantes, também abriga temidas águas-vivas e outras criaturas tão atraentes quanto fatais.

Perfume do fundo do mar

Pronta para este mergulho?

Abelhas e borboletas

Fotos: feel-planet.com | maladviagem.blogspot.com.br

A primavera chegou e lá estão elas, as eternas aliadas das flores, rainhas da estação: as abelhas e borboletas.

Infelizmente, estação após estação, esses insetos tão indispensáveis para a natureza são cada vez mais raros. Foi isso que concluiu o estudo divulgado em relatório o ano passado pela ONU, que vem alertando para as graves consequências desse declínio.

Abelhas e borboletas

Foto: weekendesk.es

Abelhas e borboletas são importantes polinizadores. Um mundo sem elas significa um mundo sem as flores que tanto nos inspiram. Mais do que isso, a anunciada redução nas populações de ambas apresenta um sério risco para a produção global de alimentos.

Abelhas e borboletas

Foto: nomadesdigitais.com

No mesmo relatório a ONU destacou a importância de proteger espécies polinizadoras para garantir a produção de frutos, grãos, leguminosas e outros vegetais, sobretudo frente ao desafio de alimentar a crescente população global.

Abelhas e borboletas

Fotos: maladviagem.blogspot.com.br

Acredita-se que este declínio registado, em maior ou menor escala, em várias regiões ao redor do mundo pode incluir causas como a perda de habitat, pesticidas, poluição, espécies invasoras, doenças e mudanças climáticas.

Abelhas e borboletas

Foto: holidayme.com

Por isso cabe a todos nós assegurar que o mundo não seja menos colorido amanhã e garantir um futuro sempre florido. Por isso, lançamos o desafio: nesta primavera, na hora de comprar mais um vaso para a varanda, privilegie a escolha de plantas melíferas e/ou nectaríferas.

Abelhas e borboletas

Foto: hongkiat.com

Para te ajudar nessa missão, você pode conferir aqui quais são essas espécies e as borboletas que elas atraem.

Por primaveras cada vez mais floridas!