A liberdade mora nas pequenas coisas, às vezes em pequenos detalhes que a gente não valoriza tanto, até perder. Pois uma geração de mulheres incríveis está disposta a tomar de volta um direito simples que lhe foi retirado, e está fazendo isso com beleza e união.

Tudo começou com a iraniana Masih Alinejad, que de tão acostumada a usar o véu, o sentia como parte do próprio corpo. Pela lei islâmica, assim como outras mulheres do Irã, Masih usava o véu até para dormir, e chegou a um ponto de nem se lembrar mais como era o próprio cabelo.

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As coisas começaram a mudar quando viu uma foto sua de cabelos ao vento, tirada secretamente pelo marido. Ela se sentiu tão forte, bonita e segura, que resolveu transformar a imagem em um movimento.

Já morando em Londres, Masih começou uma conta no Instagram, encorajando mulheres muçulmanas a postarem fotos de seus cabelos, soltos e livres, como deveria sempre ser.

A partir daí o que se viu foi uma pequena revolução, com muitas mulheres arriscando a própria liberdade pelo simples desejo de se libertarem, mesmo que por alguns minutos, das amarras do véu.

“My Stealthy Freedom” virou além de um meio de libertação e empoderamento feminino, uma amostrinha de que uma coisa que parece tão pequena pode fazer tanta diferença.

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E a prova definitiva de que juntas, somos sempre mais!

Modernas e centenárias

Femininas, feministas, recatadas, desbocadas, do lar, do mar, do bar… A verdade é que as mulheres nunca pareceram tão livres como nos anos 20.

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Depois do fim da Primeira Guerra Mundial as mulheres e os homens começaram a viver novos dias de alegria, liberdade e esperança, e isso foi imediatamente traduzido nas roupas, com mulheres pela primeira vez mostrando as canelas, usando cabelos curtos e vestindo calças.

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Mulheres sendo incrivelmente belas, fortes e sedutoras depois de séculos escondendo seus corpos e suas personalidades embaixo de camadas e mais camadas.

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A mulher dos ano 20 sem dúvidas ajudou a moldar a nossa forma de vestir, logo, o que somos hoje. É ou não é muita inspiração?

A globalização trouxe centenas de vantagens ao mundo moderno, é pra lá de delicioso fazer uma compra on-line naquela lojinha americana, comprar logo na esquina um queijo francês, sem falar na infinidade de cremes, vinhos, perfumes…

Mas entre as desvantagens podemos citar uma certa pasteurização da beleza, de algum maneira, a globalização ameaçou nos deixar todas iguais.

Loiras pintadas, cabelos alisados, olhos claros com lentes de farmácia, bronzeamento artifícial e até clareamento de pele foram afastando uma pluralidade que era bonita que só.

Prova disso são uma série de postais de mulheres fotografadas entre 1900 e 1910 que acabaram de ser encontrados e mostram como eram lindas todas as mulheres do mundo, cada uma com sua beleza típica, característica da raça ou nacionalidade, completamente naturais.

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A musa inglesa, a japonesa, a cigana, a espanhola, uma americana, uma nepalêsa, a filipina e uma indiana, todas belíssimas representantes de suas etnias, cada uma, a seu jeito, super especial.

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Para celebrar a beleza única de toda mulher, hoje e todos os dias!

Sempre elas

Todo dia é o dia de quem se equilibra na corda bamba entre a razão e sensibilidade, força e delicadeza, corpo e a alma, de quem domina o mundo de cima de um salto alto, ou com os pés bem no chão, das donas do próprio umbigo, do próprio corpo, do lar ou não.

Todo dia é o dia de quem enfrenta dores do parto, cargos de lideranças, estereótipos, e vence – todos os dias.

Todo dia é o dia de todas as mulheres, mas hoje, é o dia de nos celebrar, de lembrar de outras grandes brasileiras que marcaram a história, além de muitas outras que vão marcar.

Dia de falar da pintora Tarsila do Amaral, que levou as cores do Brasil para todo o mundo como uma das maiores expressões do nosso modernismo.

Da pequena grande notável Carmen Miranda, que levou um pouquinho do nosso tempero, do nosso samba e do nosso carisma para muito além de nossas fronteiras.

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Da estilista guerreira Zuzu Angel, que além de vestidos incríveis mostrou durante a ditadura a força da luta de uma mãe.

Das palavras de Clarice Lispector, ah Clarice, que traduziu nossa alma em prosa e reina soberana entre os maiores escritores do mundo.

E de Lygia Fagundes Telles, que escreveu tão belamente sobre o feminino, e esse ano pode se tornar a primeira pessoa a trazer um prémio Nobel para o Brasil.

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Grandes mulheres, como eu, como você… que sejamos felizes todos os dias!

Sabe aquele legume esquisito que não te enche os olhos na feira e nem entra no carrinho de supermercado? Pois ele é a estrela da casa em uma empresa inovadora em Berlin. O Culinary Misfits, das berlinenses Lea Brumsack e Tanja Krakowsk, surgiu para “salvar” cenouras de duas pernas, batatas tortas, beterrabas estranhas e muitas outras delícias que a gente ignora porque não seguem exatamente um padrão de beleza, ops!

Lea e Tanja preparam comes para eventos de pequeno e médio porte e feiras livres com todos esses alimentos que seriam descartados em armazéns, feiras e supermercados. O objetivo do Culinary Misfits é não apenas mostrar a beleza desses “excêntricos notáveis”, como também estimular nas pessoas uma mudança de comportamento.

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Porque a verdade é que mesmos feios por fora, os legumes rejeitados continuam com o mesmo recheio, deliciosos, nutritivos e prontinhos para deixar qualquer receita mais saborosa, como qualquer outro legume bonitinho e “normal”. Para realçar esse fato, o Culinary Misfits também promove workshops onde ensinam suas receitas e ministram palestras e consultorias em locais voltados para a culinária.

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Além de mostrar a beleza fora do comum dos alimentos rejeitados, eles também estimulam uma mudança de comportamento, mostrando quanto o natural é belo em sua essência, e sendo assim, beleza põe mesa sim, é ou não é?