Dieta mediterrânea

Foto: Foco em Vida Saudável

Você sabia que a dieta mediterrânea é considerada uma das mais saudáveis do mundo? Estudos mostram que o efeito anti-inflamatório da alimentação dos países banhados pelo mar Mediterrâneo na saúde humana vai além do controle do peso. Ela também é capaz de proteger o coração, cérebro e pele, além de prevenir contra diversos tipos de câncer, diabetes e doenças neurológicas como Parkinson, Alzheimer e demência. Ou seja, uma alimentação livre de industrializados e rica em azeite de oliva, peixes, vegetais, frutas, oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas), leguminosas (grão de bico, lentilha), temperos e ervas naturais, laticínios magros (queijos e iogurte), cereais integrais e vinho (com moderação) garantem saúde e longevidade.

Você pode concluir que todos os benefícios acima são pelo fato de a dieta mediterrânea ser tão “limpa” e natural. Em parte é bem verdade. Além de priorizar os alimentos saudáveis, a dieta mediterrânea defende um baixo consumo de carnes vermelhas, açúcar, farinhas, gorduras animais (manteiga, bacon, banha) e alimentos gordurosos (queijos gordos, frituras). Ou seja, além de natural, é uma alimentação livre de “alimentos problema” que nos inflamam e pesam na digestão. A consequência é um corpo leve, energético e livre de questões digestivas como distensão abdominal, refluxo, azia, dor e intestino irregular.

Dieta mediterrânea

Fotos: Pinteresr Meal Prep On Fleek | The Cozy Apron

Para beber, deve-se priorizar a água (2 litros por dia) e chás naturais. Café também pode, mas com moderação (no máximo 2 xícaras ao dia).

A meu ver, uma das únicas desvantagens da dieta do Mediterrâneo está relacionada à ingestão do vinho. É comum a ingestão de pelo menos 1 taça por dia, mas eu recomendo não ultrapassar 1 taça 3 vezes por semana, afinal os efeitos do álcool a longo prazo no organismo são viciantes e prejudiciais à saúde. Outro cuidado importante tem ver com quantidades.  A dieta mediterrânea visa uma alimentação equilibrada:

Imagem: fitnessx19

Ao permitir o consumo de cereais (mesmo que integrais como pães e massas), azeite, lentilha, grão de bico e oleaginosas, algumas pessoas  podem “perder a mão” e comer grandes quantidades. A longo prazo, exagerar na quantidade, mesmo que de alimentos saudáveis, vai ter o efeito contrário do desejado, ou seja, engordar, inflamar, diminuir a longevidade e ser um risco para doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão. Por isso, muita atenção na hora de comer! Pare assim que se sentir saciada. Para ajudar a comer apenas o suficiente, experimente seguir a proposta da dieta mediterrânea de fazer 5 refeições diárias (desjejum, colação, almoço, lanche e jantar). Desta forma a fome estará sempre sob o seu controle.

A mediterrânea é a dieta mais rica em antioxidantes e fibras (frutas frescas e secas, verduras, legumes) e gorduras boas (ômegas 3 e 9 – peixes, azeite, castanhas) que reduzem o colesterol ruim no sangue. Além disso, é uma alimentação capaz de gerenciar o peso através da oferta equilibrada de nutrientes em que as gorduras nocivas são excluídas e as boas priorizadas.