Personagens da literatura infantil

Imagens: style.com

Não só de Peter Pan, Pinóquio ou fadas e princesas vive a literatura infantil, é preciso lembrar de grandes personagens femininas para incentivar as nossas meninas a se encantarem pela leitura, mas também a entender todo potencial que existe em ser mulher.

Personagens como a inesquecível Emília, a boneca de pano astuta e falante que aparece pela vez no livro As Reinações de Narizinho, e que diz sem papa nas línguas muito do que nem homens e nem mulheres podiam dizer. Criada por Monteiro Lobato na Era Vargas, Emília destilava ideias transgressoras e empoderadas escondidas atrás de frases absurdas, não é a toa que ainda somos apaixonadas por ela.

Personagens da literatura infantil

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Enquanto isso, na Suécia, uma outra garotinha independente e louquinha mexia com a imaginação das meninas, era Píppi Långstrump, a orfã que se virava sozinha, se livrara de valentões e recusava conselhos de adultos enquanto descobria o mundo acompanhada por um cavalo e um macaquinho.

Criada em 1945, a personagem foi um sucesso ao trazer uma visão nova sobre a infância e principalmente sobre a igualdade de gêneros. Já mais recentemente, Luna Clara e Apollo Onze, de Adriana Falcão, traz uma aventura diferente. Forte, esperta e decidida, Luna parte em busca de seu pai por um universo dominado por lirismo e fantasia, enquanto desconstrói um ideal de fragilidade e delicadeza que continua se vincular ao imaginário de como deve ser uma menina.

Personagens da literatura infantil

Imagens: style.com

E para fechar o pacote: a inesquecível Alice, que há 150 anos decidia seguir um coelho branco e mergulhar num tal mundo das maravilhas. Além de trazer uma menina como a curiosa, corajosa e inventiva protagonista, o livro também marca uma mudança no conceito de livros infantis, trazendo uma criança questionadora e astuta viajando sozinha por um ambiente de liberdade e fantasia.

Inspiração para muito pensamento e boa leitura, porque afinal são grandes meninas que se tornarão grandes mulheres!

 

Mulheres do Oscar

O cinema americano continua relacionado à juventude e beleza, a grande fábrica de sonhos que eleva mulheres ao papel de divas, belíssimas e algumas ainda atrizes geniais.

Mas nesse ano, numa festa embalada pela voz dessas grandes mulheres, que vêm lutando por mais representatividade, igualdade e respeito na indústria cinematográfica, foi uma imagem diferente que ficou no ar.

Entre as mulheres mais estilosas e carismáticas, com maior presença de palco, estão figuras femininas muito distante dos padrões.

Mulheres do Oscar

É claro que lá estavam as beldades de sempre, mas o que deu mesmo o que falar foram atrizes como a divina Jane Fonda, de 80 anos, que surgiu bela, radiante e chiquérrima, ou Rita Moreno, que apareceu bailando aos 86 anos. E o mais incrível: usando o mesmo modelito usado na festa em 1962.

A idade está deixando de ser um tabu em Hollywood. O que mais vemos são mulheres mais velhas e reais vivendo o auge de suas carreiras, como as grandes vencedoras da noite, as atrizes Frances McDormand e Alisson Janney, além de Viola Davis, Helen Mirren e Meryl Streep.

Mulheres do Oscar

Mas o momento mais marcante foi a subida ao palco da atriz Eva Marie Saint, superelegante e cheia de vitalidade aos 93 anos, uma inspiração e tanto.

Um belo momento para celebrar o talento de toda mulher, de qualquer idade e em qualquer ambiente de trabalho!

Um dos filmes mais emblemáticos sobre o universo da moda se passa em Londres e envolve um grande suspense, o que parece bem distante da temática italiana, suas curvas suntuosas e paisagens idílicas. Mas por trás de Blow-up, existe o olhar estético inconfundível de um dos maiores mestres do cinema italiano.

Em seu primeiro filme em inglês, Michelangelo Antonioni levou enquadramentos perfeitos, recorte minimalista do mundo e visão preciosa sobre a beleza para Inglaterra, revelando a vida de um fotógrafo de moda que se torna testemunho de um crime misterioso.

Entre belas modelos, roupas e parques, o filme explora o glamour do Swinging London que vivia seu auge em 1966, e provocou frisson pelas cenas eróticas que exaltavam o hedonismo, como o diretor já havia mostrado em A Noite, outra de suas obras-primas.

Entre algumas das beldades da época, Veruschka, Jane Birkin e Vanessa Redgrave desfilam pelo filme, que oscila entre o lúdico e o suspense, imperdível.

O rei

Freddie Mercury

Foto: divulgação

Não é de hoje que o mundo do cinema flerta com um dos cantores mais emblemáticos da história. Já faz um tempo que uma versão cinematográfica da vida de Freddie Mercury anda nos rascunhos, mas dessa vez é oficial.

Freddie Mercury

Foto: divulgação

Uma primeira imagem foi liberada para a imprensa mostrando o ator americano de origem egípcia Rami Malek como o cantor nascido na Tasmânia, que se consagrou como um dos mais importantes artistas ingleses de todos os tempos.

Freddie Mercury

Foto: divulgação

O filme Bohemian Rhapsody retrata os anos de glória de Mercury à frente do Queen, entre a década de 70 e 1985, 6 anos antes do mundo perder o cantor para a AIDS. É comentado por entre ouvidos que o diretor preferiu focar sua lente na música e no sucesso da banda, abrindo mão de assuntos mais polêmicos da vida pessoal do cantor, o que deixando alguns fãs um tanto chateados, mas nós estamos felizes de ver uma das bandas mais legais do mundo ter sua história contada de qualquer jeito.

Freddie Mercury

Foto: divulgação

E o melhor, ter a chance de ouvir todos aqueles hits incríveis na tela do cinema. O filme só chega às telas no ano que vem, mas já estamos animadas e vamos passar o fim de semana curtindo as musicas eternamente maravilhosas do Queen.

Freddie Mercury

Foto: divulgação

O Leopardo

O Leopardo

Imagem: reprodução

Entre os mais diferentes estilos, do barroco exagerado de Fellini ao minimalismo chique de Antonioni, o cinema italiano em seus anos de ouro representava sempre um deleite visual inigualável. E um dos filmes mais inesquecíveis nesse sentido é O Leopardo.

Obra-prima de Luchino Visconti, baseado no romance Il Gattopardo, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa, o filme de 1963 conta com um estrelado elenco que inclui Burt Lancaster, Claudia Cardinale e Alain Delon, e foi o grande vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes daquele ano.

O Leopardo

Imagem: reprodução

Pudera, o épico traçava a decadência da aristocracia italiana baseada nas ilhas da Sicília no século XVIII. Além da beleza de seu elenco e da história de amor que cruza a alternância de poder entre a nobreza e a burguesia, o filme tem o olhar brilhante do diretor.

A visão grandiosa e teatral de Visconti era pautada não só pela sua memória e vivência pessoal, mas também pela sua experiência na criação de grandes peças e óperas, muitas estreladas por Maria Callas.

O Leopardo

Imagem: reprodução

O Leopardo ficaria para sempre conhecida como a obra mais memorável do seu diretor, também responsável por grandes filmes como Rocco e seus irmãos e Morte em Veneza. Entre os “detalhes” luxuosos do filme estão a beleza deslumbrante da Sicília, as cenas filmadas no Palácio Gangi San Lorenzo e uma música exclusiva do compositor Giuseppe Verdi para uma das cenas mais emblemáticas.

Luz, câmera, ação: