A Vida é Bela

No finalzinho dos anos 90, o cinema italiano voltou a fazer mágica com nossos corações, lançando mais uma fábula irresistível de amor, dor e poesia.

A Vida é Bela

Quem não se lembra do italiano Guido saudando sua esposa, sempre com doçura e humor em A Vida é Bela, filme de 1997, estrelado e dirigido por Roberto Benigni, que acabou levando o Oscar de melhor filme estrangeiro, no mesmo ano quando jurávamos de pés juntos o Central do Brasil seria o vencedor.

A Vida é Bela

Mas A Vida é Bela é no final das contas uma das obras mais comoventes de todos os tempos, pelo talento único de Benigni que consegue aliar comédia e drama de forma perfeita, em cada gesto, em cada olhar.

A Vida é Bela

O filme conta a história de um pai transformando o dia a dia num campo de concentração nazista num grande faz de conta para que seu filho não perceba os horrores que os cercam. Fantasiando e criando em cima das situações de dor e perigo, Guido faz com que seu filho não entenda a situação real que os cerca, achando que tudo se trata de um esquisito jogo, uma brincadeira.

A Vida é Bela

A obra ainda tem uma lindíssima trilha sonora, que também acabou levando uma estatueta dourada para casa, com uma música que promete não sair da cabeça, assim como o filme. Belo é pouco!

Amarcord | Fellini

Imagem: reprodução

Uma coisa não se pode negar, a Itália sabe rir de si. E transformar suas próprias sombras numa saborosa comédia recheada de cores e personagens fortes, como foi feito no filme Amarcord, mais uma pérola do cinema italiano.

Amarcord | Fellini

Imagem: reprodução

Defendido como o filme mais autobiográfico de Frederico Fellini, Amarcord narra a chegada do fascismo em uma pacata cidade do litoral italiano, muito parecida com a Rimini onde nasceu o diretor, entre personas extravagantes e estereótipos culturais do país, numa mistura deliciosa de drama e humor que é a cara da Itália. A história é contada através dos olhos de Titta, um menino que começa a ver sua cidade mudar com a ordem e a moral impostas pelo novo regime.

Amarcord | Fellini

Imagem: reprodução

Ele espia a vida fluir e se transformar, em meio a pilares italianos como religião, educação, sexo e política, entre os moradores da cidade, o cotidiano e os sonhos que chegam junto com turistas num grande navio.

O filme ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1975 e se eternizou como mais uma grande obra do mestre Fellini, que colocou nos olhos de Titta um pouco de sua infância, de sua criação e de suas fantasias, como bem diz o título, Amarcord, uma abreviação de io me ricordo no dialeto de Rimini… Eu me lembro!

Luz, câmera… e beleza: