Especial Outubro Rosa

Depois da nutricionista Patrícia Augstroze dar dicas de alimentação para prevenir o câncer de mama e de contarmos aqui sobre um documentário que será lançado sobre o assunto, hoje conversamos com a Dra. Patrícia Alves, médica oncologista da São Carlos Saúde Oncológica, hospital especializado no tratamento oncológico completo.

Aqui ela dá dicas preciosas para o cuidado contra a doença. Afinal, a informação é nossa maior aliada contra o câncer de mama.

Quais produtos evitar para se prevenir?
Muito se diz acerca da associação entre o uso de sutiã e desodorante com a ocorrência do câncer de mama, mas vale a ressaltar que não houve comprovação científica. Há também questionamentos quanto ao implante da prótese de silicone, porém em estudo realizado anteriormente não foi constatado aumento da incidência nessas mulheres com prótese.

Quais alimentos evitar para se prevenir?
Nunca houve tanta preocupação com a qualidade da alimentação quanto nos últimos tempos. Ter uma dieta equilibrada é uma maneira de prevenir o câncer de mama. Deve-se evitar principalmente o consumo excessivo de carnes vermelhas e gordura saturada (geralmente de origem animal) e não abusar de bebidas alcoólicas.

Quem faz parte do grupo de risco?

  • As mulheres são pelo menos 100 vezes mais suscetíveis ao câncer de mama do que os homens, mas é possível que este tipo de câncer se desenvolva também entre eles;
  • Apesar de ser mais comum nas mulheres a partir dos 30 anos, nos últimos anos a incidência do câncer de mama em jovens tem crescido. Assim, quanto maior a idade, maior o risco;
  • A obesidade é um fator que aumenta o risco, principalmente após a menopausa;
  • Mulheres que não tiveram filhos e não amamentaram ou com primeira gravidez tardia;
  • Mutações genéticas;
  • Reposição hormonal em mulheres que já tiveram câncer de mama ou com histórico familiar;
  • Exposição à radioterapia prévia.

Esse grupo deve tomar precauções especiais?
Sim, é importante manter consultas periódicas com o mastologista e realizar os exames de rastreamento.

Qual frequência considera ideal para fazer exame?
A recomendação médica no Brasil é que a mamografia seja realizada anualmente a partir dos 40 anos, para auxiliar o diagnóstico precoce do câncer de mama. Caso haja algum fator de risco, deve-se iniciar mais precocemente ou reduzir este intervalo, sempre com orientação médica.

Qual o período do mês é mais indicado para realizar o autoexame?
O autoexame é, na verdade, apenas o autoconhecimento das mamas; é importante frisar que não pode ser utilizado como exame de rastreamento para o câncer de mama. Ele pode ser feito 1 semana após a menstruação e, em mulheres que não menstruam, sempre na mesma data do mês. Assim, as mulheres devem ficar alertas a qualquer alteração nas mamas e não deixar de fazer o acompanhamento com o ginecologista e os exames de rotina.

A mamografia são os únicos exames que detectam?
O autoexame é apenas uma forma da mulher tentar identificar alguma alteração nas mamas. Ele não pode ser utilizado como exame de rastreamento. O principal exame para detecção é a mamografia e, em alguns casos, são solicitados exames complementares como ultrassonografia e ressonância das mamas.

Dicas de bem-estar para quem enfrenta o câncer de mama.
Manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos com regularidade e desenvolver atividades que lhe causem bem-estar e tranquilidade são algumas dicas para quem está em tratamento de câncer. Manter uma rede de apoio sócio-familiar também é importante para que a paciente se sinta confiante em encarar este desafio de frente. A São Carlos Saúde Oncológica conta com uma equipe multidisciplinar que atua nas áreas de Serviço Social, Psico-oncologia, Nutrição, Fisioterapia, Fonoaudiologia, entre outros serviços. Tudo para oferecer todo o suporte que nossos pacientes necessitam durante o tratamento.

A mama deve ser a única área de preocupação das mulheres?
A mama, normalmente, é o local primário deste tipo de câncer. Em alguns casos, o câncer pode também acometer as axilas e enviar metástase para outros órgãos, podendo espalhar a doença para diversas áreas do corpo. Assim, é importante que a mulher fique atenta a qualquer sinal de alteração na região das mamas.