Para olhos e ouvidos

O Grande Gatsby

Foto: divulgação/reprodução

Que tal ficar de pés para cima aproveitando duas grandes paixões, jazz e cinema? Pois o site Um Jazz por Dia fez uma listinha preciosa de vários filmes que combinam a sonoridade que embala nossa coleção e estão disponíveis na Netflix. Nós separamos alguns aqui:

Começamos com um filme que mistura não só o som, mas o clima jazzy dos anos 20. “O Grande Gatsby” é um deleite visual completo, com a história criada por F. Scott Fitzgerald e roteiro criado por ele e Francis Ford Coppola, além das beldades Robert Redford e Mia Farrow no elenco.

B.B. King

Fotos: divulgação/reprodução

O filme “B.B. King: The Life of Riley” tem a narração de Morgan Freeman para contar a trajetória do ícone B.B. King, das plantações de algodão do Mississipi, em meio a todo preconceito e segregação racial, até se tornar o Rei do Blues nos Estados Unidos.

Woody Allen

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Woody Allen é um grande apaixonado e inclusive costuma dar shows com uma banda de jazz nas horas vagas, então é claro que o assunto não podia faltar no seu repertório. No filme “Poucas e Boas”, o ator Sean Penn interpreta o músico Emmet Ray num falso documentário para lá de divertido.

Nina Simone

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Já “What Happened, Miss Simone?” é um documentário imperdível para os amantes de jazz, fãs da cantora e quem se interessa por personagens emblemáticos. O filme segue a trajetória de cantora como ativista política e mostra o quanto isso influenciou na sua carreira. Sem contar que é uma ótima oportunidade de ouvir suas músicas!

Chicago

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O musical “Chicago” é outra maravilha que, além de mostrar o gênero musical, ainda mergulha no clima da época que nos inspiramos. O filme combina intrigas, escândalos, crimes e muito glamour para retratar a cena musical da cidade americana anos 20, com Catherine Zeta-Jones, Renée Zellweger e Richard Gere estonteantes.

Agora é só preparar a pipoca!

Sarah Vaughan

Sarah Vaughan

Fotos: divulgação

Como muitas cantoras de sua geração, Sarah Vaughan ensaiou os primeiros acordes na igreja que frequentava com sua mãe em Newark, Nova Jersey. Ainda na infância se apaixonou pela música popular americana, que chegava aos seus ouvidos através da forte cena musical local.

Antes dos 18 anos “Sassy”, como ficou conhecida, já dava suas escapulidas para tocar em clubes e viajava para NY com um grupo de amigos para assistir aos concertos de jazz no Harlem. Ousada e talentosa que era, nessa época ganhou um concurso como cantora numa importante casa de shows na big apple e começou a carreira com o pé direito, abrindo um show para a já grande Ella Fitzgerald.

Sarah Vaughan

Foto: divulgação

Não demorou um segundo para a cantora de voz cristalina, sorriso carismático e olhar sapeca ganhar a América, tornando-se em pouco tempo famosa por suas baladas românticas e versões ainda mais doces de músicas que nunca nos cansaremos de escutar, como “Tenderly”, “My funny valentine”, “I’m in the mood for love” e “Body and Soul”.

No fim da década de 70, já um standard do jazz mundial, Sarah descobriu o Brasil. Entre os últimos grandes sucessos de sua carreira, estiveram discos gravados aqui com parcerias lindas: os duos contavam com ninguém menos que Tom Jobim, Dorival Caymmi e Milton Nascimento. A musa também regravou canções dos Beatles, emprestando um novo olhar aos clássicos que (quase) todo mundo ama. E, assim, mostrou as múltiplas facetas do jazz.

Com vocês, Sarah Vaughan!

https://www.youtube.com/watch?v=KVTxN7reN4k

Nina Simone

Nina Simone

Fotos: divulgação

Depois da doçura de Ella Fitzgerald e da intensidade de Billie Holiday, nosso Lady Sings the Blues dessa semana conta a história de uma mulher potente e virtuosa, que usou sua voz não só para encantar, mas também como importante ferramenta social.

Eunice Kathleen Waymon foi apresentada à música aos 3 anos na igreja frequentada por sua mãe na Carolina do Norte, chegando a receber uma educação musical formal através de aulas particulares, tornando-se uma exímia pianista. Na juventude em busca de ampliar seus estudos, a cantora se mudou para NY e, apesar de seu talento incontestável, não foi aceita na faculdade por ser negra.

Nina Simone

Fotos: divulgação

Nascia então Nina Simone, o codinome criado por ela para se apresentar em bares e conseguir financiar seus estudos como pianista clássica. Mas ela foi além. A musa também começou a cantar, criando imediatamente um público fiel, que se mostrava cada vez mais impressionado com seu talento.

Uma verdadeira força da natureza, sua carreira deslanchou com velocidade espantosa, mas no fundo Nina parecia nunca satisfeita. A cantora não se sentia confortável com todo seu sucesso enquanto os negros sofriam com a segregação racial, que ela mesmo havia sentido tantas vezes na pele.

Nina Simone

Fotos: divulgação

Nina Simone se tornou então ativista e porta-voz da luta pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, além de amiga pessoal de Martin Luther King. Ela chegou a cantar hinos do movimento, como Mississippi Goddamn, To Be Young e Gifted and Black.

A partir de seu engajamento social, sua carreira sofreu um forte boicote que a levou a deixar para sempre os EUA, história muito bem contada no documentário “What Happened, Miss Simone?”, imperdível para quem é fã da cantora. E quem não é?

Com vocês, Nina Simone:

Billie Holiday

Billie Holiday

Fotos: divulgação/reprodução

Foi com uma flor no cabelo, um coração rasgado e uma voz avassaladora que Eleanora Fagan se eternizou como Billie Holiday, uma das mais brilhantes cantoras da história, que revisitamos nesse mergulho pela Era do Jazz.

A Lady Day, como se tornou conhecida, teve uma vida pessoal tempestuosa, que parece ter acrescentado intensidade ao seu canto, um dos mais potentes e comoventes do jazz americano. Com uma infância difícil, Billie foi descoberta cantando no Harlem aos 17 anos, no começo dos anos 30, e assim começou uma carreira meteórica e mais curta do que ela merecia.

Billie Holiday

Fotos: divulgação/reprodução

A cantora teve uma relação intensa com as drogas e com o álcool. Desde a infância foi presa diversas vezes, sendo a última aos 44 anos já no hospital, onde faleceu em seguida. A trágica história da cantora, assim como seu talento indescritível, foram contados no filme “Lady sings the blues”, de 1972, em que ela é interpretada por ninguém menos que Diana Ross.

Impossível permanecer indiferente a sua voz, que transforma em beleza toda a dor que ela viveu. Com vocês, Billie Holiday:

Ninguém igual a Ella

Ella

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Inspirada pela trajetória da americana Georgia O’Keeffe, nossa coleção revisita a Era do Jazz que despontou nos anos 20, época em que a pintora dava os mais importantes passos de sua linda e longa carreira. E nenhuma outra, mas a “primeira dama da canção”, Ella Fitzgerald é a primeira a embalar nossos dias com a batida que como nenhuma outra soube cantar igual a ela.

Conhecida pelo timbre que beirava a perfeição, “Lady Ella” esbanjava voz cristalina, dicção perfeita e uma timidez charmosa que a acompanharam por 59 anos de carreira. Tudo começou por acaso, nascida na Virgínia, ainda menina sonhava mesmo em ser dançarina, mas para nossa sorte aos 17 anos encontrou o microfone, iniciando uma grande paixão.

Ella 2

Fotos: divulgação

Por anos Ella acompanhou como cantora principal em big bands, forma popular de apresentação de jazz pelos EUA, cantando grandes clássicos da época. Mas não demorou muito pra que tivesse sua própria banda e começasse a rodar o país com suas canções.

Atenta ao seu tempo, soube dançar conforme a música e agregou ao repertório canções de bebop e scat, ritmos que começavam a se destacar nos anos 40. Assim revitalizou sua carreira, que atingiu o ponto máximo regravando os maiores compositores americanos na série de Songbooks, considerados os primeiros álbuns pop da história, numa bela homenagem a Cole Porter, Duke Ellington, Gershwin e até o nosso Tom Jobim.

Brilhante e inesquecível, ela é a primeira entre grandes mulheres do jazz que marcaram para sempre a história da música. E que teremos muito prazer em relembrar.

Com vocês, Ella: