Uma mulher singular, com dons manuais que podem ser percebidos num piscar de olhos. Prova disso é que na hora de responder as perguntas dessa entrevista, a Luciana preferiu que fosse por escrito. Até aí, tudo dentro do script. Quando esperávamos um e-mail, recebemos papéis com as respostas dela à mão. E isso diz muito sobre a nossa designer de estamparia: é através das mãos que ela se expressa.

Há 3 anos emprestando tamanho talento para contornos lúdicos que ornam nossas peças, a Lu descobriu sua aptidão para o desenho ainda criança e, anos mais tarde, formou-se em Belas Artes. “Desenhar é tudo na minha vida, meu alicerce. Não consigo imaginar diferente”, revela.

Não para por aí: se no Carnaval você precisa de um adereço especial, a Lu ajuda a criar. Em busca de um lettering bonito? A primeira pessoa em quem pensamos aqui na Filó é ela. Quando o assunto envolve criatividade e beleza, recorremos à nossa designer, que prefere expressar sua essência a imprimir tendências. Seja na forma de se vestir ou ao enviar um texto escrito à mão, o que importa, para ela, é a expressão mais pura de si.

E se a Lu inveja o voo livre das libélulas, acaba encontrando a liberdade na criação, entre tintas e Nina Simone no som. E, claro, os latidos do cão Budah!

Confira a entrevista:

Conta um pouco sobre sua trajetória.
Minha trajetória profissional começou realmente quando ingressei na Escola de Belas Artes, que abriu meus olhos para o infinito leque de possibilidades no campo artístico. Comecei lá no Design de Interiores, mas quando cheguei na parte do desenho técnico, vi que não era a minha praia e pedi transferência para Pintura. Depois fiz inúmeros cursos (joalheria, ourivesaria, ilustração), até chegar na pós-graduação em Design de Estamparia. Apaixonei!

Como é seu dia a dia na Maria Filó?
O meu dia a dia consiste na criação, desenho e concepção de estampas para a marca.

O que você mais gosta no seu trabalho?
O processo inteiro me encanta, desde a concepção do tema da coleção à criação da cartela de cor, até a finalização das artes.

Como e quando você começou a desenhar?
Tenho a arte e o desenho na minha vida desde pequena. Sempre fui incentivada e estimulada pela minha família. Fazia cursos de pintura quando era criança.

O que te inspira?
Tudo ao meu redor. Na realidade, aquela faísca surge de onde menos espero. É preciso estar sempre atenta e curiosa.

Conta uma curiosidade sobre você que só quem te conhece sabe.
Hum… Meu humor! Pela manhã sou rabugenta (risos). E sou muito sensível. Às vezes me pego chorando com uma simples propaganda.

O que você mais gosta de desenhar? Tem alguma preferência?
Difícil mensurar o que mais curto, mas além das criações que faço aqui, tenho uma série de pinturas que intitulei “Espécies”, pinturas que retratam mulheres interagindo com animais de diferentes espécies. Minha intenção nessa série é mostrar que somos todos iguais, com sentimentos, sejamos animais racionais ou não. Estou começando uma nova série, mais profunda e com cunho sensual.

O que desenhar representa para você? O que você sente enquanto está desenhando?
Desenhar é tudo na minha vida. Não consigo imaginar diferente. É meu alicerce.

Se você fosse um desenho/estampa/ilustração, qual seria? Por que ele representaria você?
Acho que seria uma libélula. Invejo um pouco a delicadeza da sua forma e a liberdade de voar que elas têm.

E se esse desenho ganhasse movimento e virasse uma história, qual seria a trilha sonora?
Difícil, mas pensei em “Feeling Good”, da Nina Simone, “No Surprises”, do Radiohead, “Satellite”, da Dave Matthews Band. Tem os sambas também.

Quais são suas principais referências estéticas? Movimento artístico/designers favoritos?
Uma infinidade. Amo um pintor chamado Hundertwasser. Os clássicos, que todo mundo conhece, como Frida, Gauguin, Van Gogh, Jenny Saville, Dorielle Caimi. E por aí vai uma lista enorme.

Tem alguma estampa que mais tenha gostado de fazer? Por quê?
Amo todas, mas uma que me marcou foi a Trilha, uma das primeiras que fiz para cá.

Qual é a sua relação com a moda? Como você descreve seu estilo?
Na minha opinião, estar na moda é se sentir bem e bonita. Não necessariamente acompanhar tendências. Gosto de me sentir bem sob minha pele. Não acho que possuo estilo específico.

Pingue-pongue:

Poderosa ou empoderada? Poderosa.
O mundo é seu ou você é do mundo? Um pouco dos dois.
Mídi ou longo? Mídi e jeans.
Preto ou branco?
Os dois.
Salto ou solto? Solto.
Real ou surreal? Surreal.
Flor ou cacto?
Os dois, contrastes são importantes na vida.
Palha ou pilha?
Pilha.
Mente ou corpo quente?
Os dois.
Eu mudo a moda ou a moda me eu muda? Nenhum dos dois.
Sem dor ou sem pudor? Os dois.
Cara lavada ou maquiada?  Depende do dia e do humor.
Poá ou listras? Poá.
Cachorro ou gato?
Cachorro, o meu principalmente, Budah.
Mar ou montanha? Os dois.

Sabe aquelas pessoas que estão sempre prontas para ajudar? A Bel é assim. Mesmo com a agenda cheia, ela vai encontrar um tempo para contribuir, cuidar e olhar com tato e apuro para quem a cerca. Não à toa, nossa coordenadora de Endomarketing tem a missão de encantar diariamente nosso time, torná-lo mais unido e engajado, assim como a Maria Filó, que fica mais integrada e com sua cultura disseminada entre a equipe.

Responsável pela comunicação interna há 1 ano, ela deixa nossa rotina mais colorida e gostosa. Mas a história da Bel com a Maria Filó é bem mais antiga. Há mais de uma década trabalhando na empresa, ela compartilha do nosso jeito afetuoso, que foi aflorado depois de se tornar mãe. Hoje, nada a faz mais feliz do que brincar com o filhote de 2 anos.

Não podia ser diferente, afinal nossa coordenadora é de uma grande e unida família descendente de italianos que adora uma bela bagunça. E não é que completamos 20 anos de história com uma linda coleção inspirada na Itália? Sintonia pura!

Para a Bel fica aqui nosso desejo de muitos dias deliciosos ao lado do filho e mais anos ao nosso lado deixando nosso cotidiano repleto de lindas surpresas.

2ª foto: Léo Prado

Confira a entrevista:

Para começar, conta um pouco da sua trajetória.
Comecei a trabalhar em loja aos 18 anos, antes de entrar na faculdade. Na época, era muito tímida e esse emprego foi essencial para trabalhar isso em mim. Lá, descobri que lidar diretamente com pessoas era muito gostoso e poderia ser um caminho para minha vida profissional. Na faculdade, me apaixonei pela aula de Endomarketing e logo fui estagiar na área numa grande empresa. Me encantei por esse universo que na época não era tão conhecido e fiz minha monografia sobre esse tema. Um tempo depois, voltei para o varejo e entrei na Maria Filó como extra natal. Quando surgiu a oportunidade de vir para o marketing, agarrei com unhas e dentes e lá se vão 11 anos.

Você criou a área de Endomarketing da Maria Filó. Qual é a importância dela e o que trouxe de novo para a marca?
Quando entrei no Marketing, éramos só eu e um gerente. Tudo era muito menor. Na época, vi a oportunidade de implementar um pouco das coisas que tinha vivido e inseri o Endomarketing no meu escopo de trabalho. Como sou apaixonada pelo tema, fiz com que ele crescesse aos poucos no dia a dia da empresa. Até que, no ano passado, surgiu a oportunidade de me dedicar 100% ao Endo e ele virou um departamento na Maria Filó. Ele traz um novo olhar para os colaboradores. Trabalha com foco em motivação e engajamento o tempo todo. Uma empresa pode ser feita por pessoas que se juntam somente para fazer negócio ou pode ser feita por um grupo de pessoas que se juntam sabendo de que são parte de um coletivo maior e que cada uma das coisas que fazem vai causar um impacto. Dizemos aqui que criamos ações que renovam o amor dos nossos colaboradores pela marca diariamente.

Qual é o seu papel aqui? Conta um pouco sobre seu dia a dia de trabalho.
Eu cuido de todas as ações internas da marca, seja na matriz ou em nossas lojas. Hoje o foco é a campanha de comunicação integrada que criamos para disseminar os valores, princípios e cultura da marca. Criamos um programa de relacionamento em que os colaboradores acumulam trevos, a “moeda” da Maria Filó, na medida em que vão se engajando. É muito legal ver todo mundo buscando conhecer melhor a empresa. Também cuido da parte de responsabilidade social. Temos parcerias com algumas instituições e doamos tecidos e roupas para algumas delas. É tudo muito novo e rico. Temos um lindo caminho pela frente.

Já são 11 anos na Maria Filó. Uau! Quais os momentos mais marcantes?
Nossa! São tantos. O primeiro desfile foi muito emocionante. Lembro até hoje da sensação que tive quando vi tudo acontecendo. As festas de fim de ano e convenções também me marcam muito. Cada uma da sua maneira. Adoro ficar observando as reações das pessoas com cada surpresa que a gente faz.

O que você mais gosta na Maria Filó?
Sem dúvida, das pessoas. O clima aqui é muito bom. Fiz amigos aqui que extrapolam as barreiras do trabalho e vou levar para sempre na minha vida.

 

Você mudou junto com a marca. O que aprendeu de mais precioso nesse tempo?
Aprendi muitas coisas, afinal, são 11 anos dessa parceria. Mas vale dizer que aprendi a lutar pelas coisas que acredito. Como esse tema é novo, é um jogo de acerto e erro. Precisamos testar, ver se cada ação funcionou e se vale seguir em frente. Cada dia é um dia.

Se a Maria Filó fosse um lugar, qual seria?
Acho que seria uma cidade florida e muito colorida, onde todos têm uma vida mais leve e apreciam cada detalhe do dia a dia.

O que você e a Maria Filó têm em comum?
Acho que, assim como a Maria Filó, sou afetuosa e muito detalhista.

Foto: Léo Prado

O que você gosta de fazer nas horas vagas?
Gosto de curtir meu filho. Sou mãe babona e muito presente. Vamos juntos à praia, pracinha, brincamos muito, viro criança quando estou com ele. Amo também ficar com minha família. Sempre que dá, estamos juntos, seja num almoco de domingo ou viajando para Serra.

O que mudou na sua vida depois que você foi mãe?
Nossa! Ser mãe me virou do avesso. Se por um lado sou uma pessoa mais sensível, por outro, me tornei muito mais forte. Depois da maternidade, passei a pensar muito mais no próximo e em como posso deixar um mundo melhor para ele. O Be, meu filho, me ensinou na marra que as coisas são como são que não posso programar nem planejar tudo como fazia antes. Ele veio quebrando todos os paradigmas que eu tinha. Menino incrível esse meu filho.

Quais são algumas das suas principais características?
Difícil falar de mim (risos). Sou bem discreta e não gosto muito de chamar atenção. Como boa capricorniana, sou teimosa e leal às pessoas próximas de mim.

Aproveitando que nossa coleção é inspirada na Itália, como é fazer parte de uma grande família descendente de italianos?
Ah! É uma loucura deliciosa. Todos falando alto e ao mesmo tempo e o pior (ou melhor) é que todo mundo se entende. Gostamos de mesa farta e de toda a família reunida. Nem sei imaginar como seria a Bel sem essa bagunça toda.

Poderosa ou empoderada? Empoderada
O mundo é seu ou você é do mundo? O mundo é meu
Mídi ou longo? Longo
Preto ou branco? Preto e branco
Salto ou solto? Solto
Real ou surreal? Surreal
Eu mudo a moda ou a moda me eu muda? A moda me muda
Sem dor ou sem pudor? Sem dor
Cara lavada ou maquiada? Depois de virar mãe, só maquiada (risos).
Poá ou listras? Os dois muito
Brindo com.. Caipisakê
Cachorro ou gato? Cachorro
Mar ou montanha? Montanha

Se depender de Marcelo Rêgo, o samba jamais morrerá. Bom sujeito que é, nada doente do pé, nosso gerente do time de Logística encontra no surdo e na caixa os instrumentos perfeitos para renovar o espírito e trazer um novo significado aos seus dias.

Hoje o vício dele é levar o corpo junto com o samba, ano após ano, todo Carnaval. Quando entra na avenida com o tambor, Marcelo lava a alma.

A cadência do samba não é o única que inspira o percussionista. O ritmo acelerado da área de Logística, que encara o desafio de distribuir nossas peças para as lojas com eficiência, embala o cotidiano de Marcelo há quase 12 anos. A dica dele para ter sucesso? Gostar do que faz.

Apesar de se considerar um cara calmo, a agitação do dia a dia se estende à casa do gerente: com 3 filhos, todos meninos, ele se desdobra para dar conta de tantas atividades. Ufa! E é na busca por equilíbrio e nesse compasso delicioso que seu coração pulsa, repleto de emoção e amor.

Conta um pouco da sua formação/trajetória profissional e como veio parar na Maria Filó.
Fui oficial do exército por quase 10 anos. Sou formado em Ciências Contábeis, pós-graduado em Administração e Especializado em Logística e Supply Chain. Cheguei na Maria Filó há quase 12 anos e encarei um grande desafio de estruturar a área de logística e processos para acompanhar o crescimento da marca. Gosto de desafios! (Risos).

Como é o dia a dia do seu trabalho? Como você contribui para a marca?
Nosso dia a dia é bastante intenso. Administrar pessoas é uma arte. Tem que gostar do que faz para ter sucesso. Falo sempre para os colaboradores que trabalham comigo serem os melhores no que fazem. Tem que vir trabalhar inspirado. Nós temos que operacionalizar o recebimento e a distribuição de todos os produtos movimentados na empresa até o destino com baixo custo, rapidez e eficiência. Quanto melhor a nossa operação, mais rápido o produto desejado estará nas lojas. Essa é a nossa meta e assim contribuímos para a marca.

O que você mais gosta na Maria Filó?
Gosto das pessoas e das pessoas que gostam do que fazem.

Quando você começou a tocar surdo?
Sempre gostei de percussão. Já tive uma bateria em casa, mas quando me mudei para apartamento, vendi, achei que não iriam me aguentar (risos). Em 2011 conheci a Oficina de Percussão do Empolga às 9, escolhi o surdo para tocar e não larguei mais. O surdo é o coração da bateria. Tocar num bloco no Carnaval era minha meta, ainda mais nas areias de Copa e Ipanema. Sensacional!

Com que frequência você toca?
Depois do Empolga, já toquei no Turbilhão Carioca, Multibloco, Tamborim Sensação e outros. Nos últimos anos desfilei em escola de samba no Carnaval e agora virou vício. Saio na Paraíso do Tuiuti (aqui de São Cristóvão), que no ano passado desfilou no grupo especial. Em 2018 estarei lá de novo. Começamos a ensaiar em setembro, quase seis meses antes do Carnaval. Tem que gostar!

Por que escolheu o surdo?
Surdo de marcação é o meu favorito, mas toco caixa e agogô também.

O que você sente quando está tocando?
A maior sensação é desfilar na Marquês de Sapucaí, fazendo parte da bateria. É indescritível ver aquele lugar cheio de gente. É para lavar a alma.

O que o Carnaval representa para você?
O Carnaval representa para mim uma das maiores marcas do carioca. As pessoas do samba são extremamente educadas e respeitosas. Vale a pena conhecer.

Fala um pouco sobre sua relação com o samba. É uma das suas maiores paixões?
Sim, fazer parte do Carnaval é uma das minhas maiores paixões. Tocar um instrumento musical faz desopilar, distrair a mente. Penso que sempre precisamos extravasar para mexer com a rotina.

O que mais você gosta de fazer nas horas vagas? O que mais te move, inspira, renova?
Nas horas vagas encontro amigos, tomo chope e jogo um futebol de vez em quando. Minha família me inspira todos os dias, me renova, me faz respirar. Por eles dou a volta ao mundo se precisar.

Como é conciliar a carreira com os filhos? São 3 meninos, deve ser uma agitação só!
Quando soube da gravidez dos gêmeos (já tínhamos o Bruno, o 1º), fiquei mudo por 1 dia com minha esposa (risos). Tive que fazer a matemática. “Vezes 3? “E agora?” Mas tudo é uma questão de equilíbrio. E é maravilhosa essa agitação. Lá em casa nunca se faz silêncio. Me divido entre as aulas do basquete, os campeonatos deles, além de futebol, videogame… Sempre perco (risos). Mas nada disso seria administrável sem a minha esposa.

Quando você não está nos seus melhores dias, basta esbarrar com a Thais, que sem dúvida vai abrir um sorrisão contagiante. É como uma injeção de ânimo, impossível de resistir. Nossa coordenadora de distribuição é leveza pura, sempre enxergando o lado bom da vida. Apaixonada pelo Carnaval desde criança, ela adora se banhar de purpurina e cair na folia.

Se por fora Thais brilha, por dentro não é diferente. E a ioga tem grande influência nisso. Adepta da filosofia há 2 anos, agora ela está fazendo curso profissionalizante, que a tem ajudado a ganhar mais força e vitalidade. O que mais a ajuda a se alegrar? Seus cachorros, Zuka e Elvis, além de dias de belos dias de sol na praia.

Por aqui desejamos que a Thais cada dia evolua mais na ioga, encontre sempre motivos para sorrir e viva muitos Carnavais inesquecíveis. Namastê!

Thais Drummond

Conta um pouco da sua trajetória para a gente.
Eu fazia faculdade de moda e comecei a trabalhar em loja como vendedora, me tornei VR (vendedora responsável), gerente e depois supervisora. Tranquei o curso e resolvi estudar gestão comercial para dominar essa área. Acabei indo trabalhar com distribuição e remanejamento. Fui crescendo passo a passo, foi bem legal.

Quais são suas funções na MF?
Eu sou coordenadora de distribuição e remanejamento de coleção e da linha off. Minha função é manter as coberturas do estoque das lojas saudáveis. Com a ajuda do planejamento, que nos dá os estudos e projeções futuras, eu e minha equipe fazemos a distribuição das peças e as adequações dos estoques das lojas com base no potencial de cada uma delas. Acompanhamos a venda e ficamos estudando todos os dias os grupos que precisamos movimentar.

O que é mais bacana na sua profissão?
Eu adoro fazer vender, ver que acertamos a distribuição, que o produto está girando, que batemos a meta, é muito bom! A rotina de receber produto novo e de acompanhar cada coleção bastante estimulante.

Thais Drummond

Como a ioga entrou na sua vida?
Eu sou muito alérgica, depois de muitos médicos e medicamentos sem sucesso me falaram que a yoga ajudava muito nessas alergias respiratórias e comecei assim, fui me apaixonando e vendo o resultado disso, aí pronto. Me apaixonei.

Você pratica todos os dias, né? Qual a importância da prática para você?
Às vezes pratico mais, outras menos. Agora ando acordando cedo e praticando bastante, seja sozinha, em aula ou com alguns grupos de amigos. A prática acaba se tornando inevitável para a evolução nos asanas (posturas), quanto mais a gente pratica, mais vai ganhando força, vitalidade e  alongamento. Acabo recebendo tanto benefício em troca que estou preferindo fazer ioga a muitas outras coisas, virou prioridade.

E esse curso que você está fazendo de formação em ioga, pretende dar aula?
Eu comecei o curso para melhorar a prática pessoal, não tinha a intenção de dar aula, somente de aprender um pouco mais sobre essa ciência que me faz tão bem. Mas agora comecei a ter vontade de disseminar um pouco desse conhecimento. Ainda não sei bem, talvez dê aula em algum projeto social, quero muito mesmo que mais pessoas tenham contato e experimentem a ioga. Ela ensina uma relação diferente com a vida, mais equilibrada. Ainda vejo muita gente falando “Ah! Não consigo ficar sentada lá meditando”, mas a ioga não é isso. Acredito que posso ter muita troca dando aula, seria gratificante ver pessoas evoluindo como aconteceu comigo.

Thais Drummond

Você está sempre com esse sorrisão estampado no rosto. O que te ajuda a alegrar seus dias?
(Risos). Nunca pensei nisso. Acho que estar viva mesmo, com saúde, poder aproveitar meu namorado, meus cachorros, meus amigos. Dou carona para um grupo que já vem rindo comigo para o trabalho. As dificuldades da vida ficam piores se levarmos a sério, né?

Thais Drummond

O que mais te inspira?
Que difícil, acho que muitas coisas. Minha família, meu namorado, meus cachorros, meus amigos, meu trabalho, a praia do fim de semana. A pedalada pelo RJ é bem inspiradora também, apesar dos problemas da cidade, vivo muito bem aqui.

Thais Drummond

E quer dizer que você é assistente de fotógrafo nas horas vagas?
Meu namorido é fotógrafo. Sempre fui daquelas que viajavam com as amigas e fotografava tudo, imprimia e fazia álbum. Quando conheci o Bruno, fiquei mais curiosa ainda e fiz vários cursos de fotografia, aí já viu, né? Se o assistente dele falta, eu ajudo. Ou seja, trato fotos, faço iluminação, um pouco de tudo. Claro que sempre fora do meu horário de trabalho.

Thais Drummond

Sua imitação da Maria Bethânia é maravilhosa. Como ela surgiu? Faz outras imitações?
Eu tenho um amigo que também sai de Bethânia no Carnaval, ele me inspirou, passo mal de rir. Eu amo a Bethânia, acho até que somos um pouco parecidas, essa é minha singela homenagem para ela. Um dia eu estava na casa da minha mãe e ela desencavou os discos de vinil que estavam guardados. O Carnaval estava chegando, peguei o disco da Bethânia, pedi uma bata emprestada da minha mãe e comecei a imitar. Minha mãe chorou de rir. Eu pensei: é isso! Não faço outras imitações ainda, estou desenvolvendo algumas, em breve vocês verão…

Thais Drummond

Dá para ver que seu coração é de Carnaval. O que mais encanta você nos dias de folia?
Nem me fala. O Carnaval me arrepia. É lindo ver todo mundo brincando, dançando, cantando. O maior barato. Quando ele se aproxima, começo a pensar na fantasia, nos adereços, na purpurina. Muitas coisas me encantam. Eu amo marchinhas, acho que é coisa de outras vidas mesmo. Sair atrás da Pérola da Guanabara, dançar com o Boitatá, correr atrás do Boitolo infinito, as brincadeiras do Céu na Terra. Acordo as 5h da manhã, tomo banho de purpurina e vou ser feliz. Chega logo!

Moda, uma paixão escultural

Matheus Costa

Matheus cresceu rodeado pelas linhas, tramas e recortes. Filho de costureira e apaixonado por desenhar, o designer sempre soube que seguiria carreira com viés artístico, mas ainda não tinha certeza se seria arquitetura ou moda. Quando chegou a hora de escolher em qual profissão embarcaria, o dom passado de mãe para filho falou mais alto.

Hoje integrante do nosso time de Estilo, ele consegue trazer suas referências estéticas da arquitetura para as linhas Suite e Noite. Entre formas, geometrias, estruturas e proporções, Matheus ajuda a criar visuais esculturais que transformam qualquer estado de espírito. Além do processo de criação, é isso que mais o encanta: ver uma pessoa se sentindo maravilhosa ao vestir as roupas desenvolvidas por sua equipe.

Matheus Costa

Confira a entrevista:

Conta um pouco sobre sua trajetória. Como veio parar na Maria Filó?
Primeiro eu fiz Belas Artes e me formei em figurino. Estava na metade do curso, participei de um concurso e ganhei uma bolsa para estudar moda. Encarei o desafio de fazer as duas faculdades ao mesmo tempo. Me formei e trabalhei com figurino de ópera, teatro. Sempre fui muito artístico, tenho aptidão para desenho. Entrei aqui há 2 anos e meio como estagiário, fui promovido e agora estou como assistente nas linhas Suite e Noite.

O que você mais gosta na sua profissão?
Desenhar, criar. Trazer referências para a nossa realidade. Atingir expectativa de quem veste, desenvolver uma peça que faça a mulher se sentir bonita, atender as necessidades dela. Criar uma peça e depois ver alguém usando, se sentindo maravilhosa.

Como você começou a desenhar?
Sempre desenhei. Sabia que ia estudar artes, arquitetura ou moda. Gosto muito de arquitetura. Mas acho que a herança da minha mãe gritou mais forte. Ela é costureira há 20 anos, tem uma confecção. Não tinha como não ser isso, sempre tive contato com a criação de roupas. Sou o único dos 3 filhos que seguiu o mesmo caminho que ela.

Matheus Costa

Vocês são muito próximos, né?
Unha e carne. A gente faz tudo junto.

Você consegue trazer a arquitetura para a moda?
A moda bebe muito da arquitetura como referência, tanto estética, quanto de proporções e modelagem. São áreas correlativas, consigo trazer essas inspirações da arquitetura para a moda.

Além de comer um docinho todo dia, o que mais você faz para adoçar a vida?
Trabalhar com o que a gente sempre quis é muito bom. Uma das coisas que mais gosto é falar que sou designer. Trabalhar com o que se gosta é 80% de um bom trabalho. É fundamental para ter um dia legal, passamos tanto tempo trabalhando. E sair no final de semana, viajar, fazer passeios culturais.

Matheus Costa

Como é a sua relação com a moda? O que ela significa para você?
A moda é fundamental para o cotidiano, para as relações interpessoais. A roupa diz muito sobre o que você é, suas ideias, seu humor. Uma maneira de você se expressar. Expresso não só meu jeito, mas transponho toda a minha visão quando desenvolvo produtos. Tem um pouquinho de mim, é um apanhado de referências que trago de toda a minha vida. Moda é acumular um monte de coisa e criar.

Como você descreve seu estilo?
Sou básico, minimalista, moderno, clássico. Jaqueta com corte de alfaiataria, uma perfecto, uma calça mais seca.

Você tem 2 irmãs e 2 sobrinhas, é o único homem da sua família. No Estilo da Maria Filó, você trabalha com muitas mulheres. Como é estar rodeado por nós?
Muito fácil. Passei muito tempo da minha vida com minha mãe, uma figura feminina que topa tudo e corre atrás de tudo comigo. Mulher é muito guerreira, múltipla, faz acontecer, é forte, tem um jogo de cintura maior. Sabe se expressar muito bem. É muito mais fácil para uma mulher se expor, falar.

Matheus Costa

O que é mais bacana entre suas atividades?
A criação, desenhar. Minha chefe me dá total liberdade, ela sempre me incentivou. Temos uma relação incrível. Adoro buscar inspiração, desenvolver o produto dentro da nossa linha.

Se você tivesse uma máquina do tempo, para que época você iria?
Anos 20. A moda seguiu um novo caminho, houve mudança de silhueta, artística, de pensamento. Eu gosto muito de arquitetura modernista, tudo era novo, devia ser bom para criar. Hoje é mais difícil criar algo novo.

Uma viagem inspiradora e por quê.
França. Sempre tive o sonho de conhecer, é um país referência para a moda. Você consegue ter acesso a todas as referências criativas que você viu na vida. O tema do meu projeto de graduação é a Villa Savoye, do arquiteto francês Le Corbusier, que tive a oportunidade de conhecer nessa viagem. Foi muito inspirador, voltei outra pessoa.

Matheus Costa | Villa Savoye

A Villa Savoye, criada em 1928 por Le Corbusier, serve de inspiração para Matheus

O mundo é seu ou você é do mundo? Eu sou do mundo.
Camisa ou camiseta?  Camiseta.
Preto ou branco?  Preto.
Real ou surreal? Surreal.
Eu mudo a moda ou a moda me eu muda?  Eu mudo a moda.
Sem dor ou sem pudor? Sem dor.
Poá ou listras? Listras.
Mente ou corpo quente? Corpo quente.
Mar ou montanha? Mar.