Fisgada pela moda

Adriana Rabello

Como John Lennon sabiamente cantou em “Beautiful boy”, a vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos. Prova disso é Adriana Rabello, que caiu na rede da moda quando planejava juntar dinheiro para viajar além oceano e visitar uma antiga paixão.

Na época, estudava Direito. Foi da linguagem jurídica à visual e, no lugar de interpretar leis e compor palavras, começou a montar produções afinadas como vendedora, em 2005. Três anos depois veio para o escritório da Maria Filó e, há um ano, tornou-se nossa produtora de moda, dedicando-se a ler estilos e tendências.

Hoje, é como uma pintora, que pensa na harmonia das roupas, misturando traços e cores de maneira criativa, original e com personalidade.

Nada como as reviravoltas que a vida dá!

Adriana Rabello

Você cursou Direito, como foi parar na moda?
Fui parar por acaso. Percebi que não seria feliz no Direito e que não era o queria fazer na minha vida. Nessa época eu que ajudava as amigas e as amigas das amigas a comprar roupa, a escolher o que usar. Um dia decidi largar tudo e correr atrás desse universo. 

O que traz dessa época para a atual carreira?
Ter paciência e prever mudanças de comportamento, principalmente.

E na Maria Filó, como veio parar?
Tudo começou com uma paixão de Carnaval que morava fora do Brasil. Eu já sabia com toda a certeza de que não seria feliz na carreira jurídica. Um belo dia no meu caminho vi um tapume da Maria Filó no Centro anunciando a abertura de vagas. Pensei: “gosto de moda, sou comunicativa e preciso de dinheiro para viajar e realizar minha paixão”. Mandei meu currículo. A paixão esfriou e eu não fui, mas acabei encontrando o meu destino e felicidade profissionais.

Então você começou como vendedora? Passou por outros cargos depois?
Fui vendedora e trabalhei no Comercial antes de me tornar produtora de moda.

Conta um pouco sobre sua relação com a moda. Como você a vê? Qual é o papel dela na sua vida?
Eu vejo a moda como a personificação do tempo atual. Ela mostra o retrato do que se passa no momento em que vivemos de forma subjetiva e objetiva. Ela está na minha vida a todo o instante e traduz mesmo que inconscientemente o que estou sentindo. 

Sua paixão pelo universo visual se estende a outros campos imagéticos/estéticos? Design, artes plásticas?
Sim. Adoro arte, principalmente pintura e escultura. Arte é transformadora. Muda o dia, inspira E traz um sorriso espontâneo no meu rosto.

Adriana Rabello

Quais são suas principais referências e inspirações?
Na moda são infinitas e incontáveis. Quase uma salada. Mas a minha inspiração de vida é a minha mãe e por todos os valores fortes e ilibados que ela me transmite até hoje.

Como você define seu estilo?
Arrojado e confortável.

O que é mais importante na hora do compor um look?
Saber escolher peças que favoreçam seu biotipo. Conhecer o próprio corpo é fundamental para um resultado final incrível.

Qual dica você dá para quem sonha em trabalhar na área?
Se atualizar sempre.

O que você mais gosta no que faz?
O dinamismo e saber que tudo vai mudar sempre.

E fora da Maria Filó, o que você gosta de fazer?
Muitas coisas, mas no topo da lista está viajar!

Pingue-pongue:

Poderosa ou emponderada? Empoderada
O mundo é seu ou você é do mundo? O mundo é meu
Mídi ou longo? Mídi
Preto ou branco? Preto e branco 
Nova Iorque ou Novo México? Nova Iorque 
Calor do deserto ou frio da neve? Frio da neve
Cacto ou flor? Cacto
Jazz ou blues? Jazz 
Salto ou solto? Solto
Art Déco ou Art Nouveau? Art Déco
Real ou surreal? Surreal
Eu mudo a moda ou a moda me muda? Eu mudo a moda 
Sem dor ou sem pudor? Sem dor
Meu lugar no mundo é… Coladinha nas  pessoas que eu amo
Instagram ou Facebook? Instagram 
Liso ou estampado? Liso
Cara lavada ou maquiada? Pouca maquiagem, mas presente
Listras ou poá? Listras

Colocando as asinhas de fora

Renata Estamparia 2

Ela caminha pelos corredores da Maria Filó sempre com roupas confortáveis, nada que a incomode, aperte. Essa liberdade é um reflexo sutil da forma como a designer Renata Machado enxerga o mundo, de asas e coração abertos. Apaixonada pela natureza e pelos animais – principalmente pássaros –, ela solta a mão em belos desenhos.

Os traços, inspirados pela riqueza da fauna e da flora, se estendem às nossas estampas. Para ela, deixar a criatividade fluir numa folha de papel é um ato terapêutico, assim como viajar. Seu próximo destino, aliás, já está escolhido: Austrália. Mas essa experiência será ainda mais especial. A designer está indo para lá sem passagem de volta.

Enquanto as próxima aventura não chega, ela sai do lugar inventando e desconstruindo formas.  Colocando o próprio olhar, recheado de empatia, em contornos livres, leves e soltos. Fica aqui nossa despedida – ou quem sabe “até breve”-  para a designer. Ganha o céu, Renata!

Renata Estamparia 1

Confira a entrevista:

Como foi parar na estamparia? Sempre quis isso ou aconteceu por acaso?
Acho que nem uma coisa nem outra. Desde antes da faculdade eu curtia muito adorava compor colagens. Na faculdade comecei a fazer colagens usando desenhos meus. Acho que alguma coisa na “composição”, equilíbrio de elementos e cores é o que me atrai. Durante a faculdade de Design Gráfico eu tive uma marca de roupas feitas com reuso de matérias-primas para onde eu direcionada a maior arte do meu tempo. Comecei a sentir falta de artes visuais durante esse período. Deixei a marca quando me formei e comecei a buscar algum rumo que me devolvesse ao mercado de trabalho, mas que atendesse a esses interesses ao mesmo tempo. Foi um período difícil, mas, enfim, me matriculei na pós-graduação em Design de Estampas do Senai Cetiqt.

Há quanto tempo trabalha na Maria Filó?
Há 1 ano e 7 meses.

Conta um pouco sobre sua paixão por pássaros. Como começou?
Acho que as formas da natureza me interessam de forma geral e sou muito ligada aos animais, mas realmente sinto uma conexão mais especial com pássaros. Não canso de me impressionar com a variedade de formas e paletas de cores que eles trazem. Acho que os desenhos que curto fazer estimularam isso. Tive um problema de saúde durante um período da minha vida, quando fiquei sem trabalhar. Nessa época busquei fazer aulas de desenho e praticar um desenho mais técnico, mas não conseguia ficar estimulada com esse estudo. Voltei a olhar para desenhos que fazia, por prazer, durante a faculdade, buscando amadurecê-los. Naturalmente, escolhi a forma do pássaro e comecei a desconstruí-la. Surgiram ilustrações estilizadas, um pouco irreais, muito prazerosas de criar. Isso me ajudou bastante naquele momento.

Renata Estamparia 4

Gosta de desenhar o que além de pássaros? Outros animais?
Sim, gosto de desenhar outros animais, assim como plantas e flores, especialmente quando posso colocar meu próprio olhar e desconstruir suas formas. Quando entrei na Maria Filó tive a oportunidade de exercitar bastante meu desenho, pois criamos cada elemento de uma estampa e cada uma delas traz uma proposta diferente. Os elementos, a escolha do traço, dos materiais e da técnica de desenho precisam variar de acordo com a proposta da estampa e do tema da coleção. A cada coleção, o desafio é trazer variedade, mas também um equilíbrio dentro desta variedade e, para isso, precisamos nos reinventar constantemente.

Me conta um pouco sobre sua personalidade, suas principais características…
Sou uma carioca muito pouco carioca. Não gosto do verão, prefiro o inverno, os dias frios e até uma chuvinha. Sou super noturna, fico super ligada à noite e odeio acordar cedo. Dizem que tenho o humor “um pouco” ácido. Sou meio detalhista e já fui bem perfeccionista, o que, pessoalmente, não considero uma qualidade. Procuro ser mais prática hoje em dia. O bem-estar animal é um tema que me afeta bastante. Tenho mudado a minha alimentação já há alguns anos, mas ainda tenho muitas mudanças em mente.

Renata Estamparia 5

O que você gosta de fazer nas horas vagas? Qual é a sua praia?
Gosto de um boteco e uma boa cerveja com os amigos. Mas gosto igualmente de ficar em casa e dormir até tarde. Curto ir à praia quando não está aquele calor infernal. Praia de fim de tarde é a melhor. Adoro comer fora, mas economizo para poder viajar nas férias. Sempre topo viajar, mesmo que seja só o final de semana.

Tem algum sonho?
Que as pessoas se tornem mais conscientes em relação aos animais. Mais empatia no futuro.

Pingue-pongue:

Renata EstampariaPoderosa ou emponderada? Emponderada
O mundo é seu ou você é do mundo? Os dois
Mídi ou longo? Mídi
Preto ou branco? Preto
Nova Iorque ou Novo México? NY
Calor do deserto ou frio da neve? Frio da neve
Cacto ou flor? Flor
Jazz ou blues? Jazz
Salto ou solto? Solto
Art Déco ou Art Nouveau? Déco
Real ou surreal? Surreal
Eu mudo a moda ou a moda me muda? Mudo a moda
Sem dor ou sem pudor? Sem dor
Instagram ou Facebook? Instagram
The Beatles ou Rolling Stones? Beatles
Liso ou estampado? Estampado
Cara lavada ou maquiada? Lavada
Ella Fitzgerald ou Billie Holiday? Billie Holiday
Listras ou poá? Listras

Costurando amor

Hildete 1

Feito maestro com a sua partitura, Dona Hildete rege uma orquestra composta por tecidos mil. No lugar da batuta em mãos, a máquina de costura. Como cordas do violão que vibram, as linhas seguem um movimento fluido, cadenciado pela agulha ritmada. Nessa dança que segue há quase 50 anos, a costureira mostra que sabe exatamente para o que nasceu.

Se está triste, costura. Se está alegre, costura. A vida, para ela, é compor peças repletas de detalhes, amor e dedicação. Dona Hildete transforma trabalho em lazer e faz da Maria Filó sua segunda família, com a qual compartilha seus dias há quase 16 anos.

Feliz Dia da Costureira para a nossa querida Hildete e para todas as outras costureiras que fazem toda a diferença no nosso dia a dia!

Hildete 2

Como você começou a costurar?
Eu comecei com 16 anos, sempre trabalhei com costura, é a minha vocação. Quem me trouxe para cá foi o filho da dona Célia (criadora da marca). Gosto da Maria Filó, é a minha segunda família. Me sinto em casa. É um lugar muito bom para trabalhar. Todo mundo é amigo, todo mundo fala comigo. Quando eu comecei, a Maria Filó era pequena. Umas 4 lojas, tinha só uma máquina de costura caseira. Agora temos muitas máquinas industriais. Não tinha pilotista, modelista, era só eu mesma.

O que mais gosta na arte da costura?
Gosto de tudo. Teve uma época que pilotei. Sou pilotista, modelista e costureira.

Se não fosse costureira, seria o quê?
Nada. Se estou alegre, me divirto com a costura. Se estou triste, me divirto com a costura. Costuro aqui e, quando estou em casa, me distraio com a costura. Me sinto bem. Meu trabalho é lazer. Tenho paciência e dedicação.

O que é mais importante para ser uma boa costureira?
Muita paciência e gostar do que faz.

Qual é a o maior aprendizado que teve nesses anos?
Aprendi muita coisa. A convivência com as pessoas, a educação. Todo mundo gosta de mim, me trata bem, eu gosto de todo mundo. Eu sou comunicativa e adoro esse contato com as pessoas.

O que gosta de fazer nas horas vagas?
Costura! Se não tenho nada para fazer, eu costuro. Tenho que costurar. É o dom da pessoa. Minha família toda é dessa área. Meu pai era alfaiate. Minhas 7 tias eram costureiras.

Você faz as próprias roupas?
Faço camisa e calça para o meu filho. Já fiz vestido de casamento, de madrinha. Eu brinco com a tesoura, com a máquina, eu gosto de trabalhar. Domino a costura.

A arte da empatia

Dizem que o segredo da vida é alcançar o equilíbrio entre razão e emoção. Se depender do Edu Loureiro, nosso coordenador de Design, esse meio-termo está cada dia mais próximo. Não é para menos: rodeado de mulheres há 4 anos na Filó, o designer tem se conectado com seu lado mais sensível.

Quando o assunto é emoção, o ponto fraco – que na verdade está mais para forte – é a música. Apaixonado por rock, o coordenador deposita toda a sua sensibilidade nas cordas do violão e da guitarra. As melodias tomam conta dele de corpo e alma. Isso porque quem o conhece, sabe que Edu é o rei de qualquer pista de dança.

Para ele, fica aqui nosso obrigada pelas risadas, boas ideias e esforço de entender nosso rico mundo feminino.

Edu 4

Confira a entrevista: 

Design foi sua primeira faculdade?
Eu comecei fazendo comunicação. Na época não sabia o que queria cursar, fiz orientação profissional e deu publicidade. Na faculdade, queria direção de arte. Fiz um curso na área e percebi que queria design gráfico. Desde adolescente já mexia em programas gráficos, de computação e de som. Terminei a faculdade e depois fiz design. Eu estagiava na época em comunicação interna, por isso fiz um curso noturno. Queria trabalhar em agência, mas fugi dessa “obrigação”, percebi que havia muito mais opções. Comecei a trabalhar com web design durante 4 anos e vim para cá. Já estou há 4 anos.

E como é trabalhar com moda para você?
Para ser um bom designer, você tem que saber trabalhar com públicos muito variados. O mais importante é desenvolver empatia pelo seu cliente. Acho limitador escolher demais, quero viver novas experiências, não quero ter a cabeça fechada. Só de ser design, já me deixa muito feliz. A moda em si é uma expressão visual, então tem tudo a ver. É um trabalho muito diversificado, é importante para o crescimento profissional.

O que é design para você?
O que vem antes do produto final. A pesquisa de inspirações, testes com o público, experimentar o que funciona. É o processo. E está sempre evoluindo.

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O que é mais importante na hora de desenvolver uma arte gráfica?
O contexto em que esta arte vai existir, pensando sempre no usuário. Se você cria sempre para o mesmo meio, você já sabe o que funciona. Mas nosso trabalho aqui é pulverizado e diversificado, por isso o mais importante é entender o contexto. Qual o tamanho da arte, onde vai ficar, se vai ser vista de perto ou de longe, se vão tocar, a textura, a resistência, se vai ser transportado, vai abrir a embalagem, vai fechar, qual o objetivo da arte, o que ela vai transmitir. Muitos caminhos a serem seguidos que dependem do contexto. Por já estar aqui há um tempo, o DNA da marca já está enraizado em mim. Bato o olho e sei se tem a ver com a gente. É bem natural.

Como é trabalhar entre tantas mulheres? O que você aprende conosco?
Foi a primeira vez que trabalhei num ambiente assim. Não é bom se fechar, ficar só na sua zona de conforto. Com o tempo passei a me abrir mais para todos os assuntos, faço brincadeira. Saí da bolha. Tem a ver com meu amadurecimento também. Mulher é mais sentimento, menos razão. Aprendi a ser mais sentimento e menos razão. É bom ter um equilíbrio, acho que encontrei o meu trabalhando aqui.

Qual é o seu lado feminino?
Tentar entender o outro, apesar de várias vezes achar que estou entendendo tudo, mas não percebo as coisas.

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Conta mais sobre a sua banda.
Meus pais sempre ouviram muita música, comecei a aprender violão e guitarra aos 12 anos. Com 15, 16, eu, meu irmão e mais dois amigos formamos uma banda, a Atom Zoso. “Atom” vem do disco do Pink Floyd, o “Atom Heart Mother” e “Zoso” vem de um símbolo que o Jimmy Page, guitarrista do Led Zeppelin, usou no 4º álbum da banda. A gente tocava só rock antigo nos saraus do colégio, da faculdade. Ensaiávamos juntos na garagem dos meus avós, fizemos um estúdio simples lá. Até hoje meu irmão trabalha com música. Durou 6 anos a banda. Parei por falta de tempo. Voltei a tocar lá para 2010, chegou uma época que voltei a fazer coisas que gostava, jogar bola também. Decidi criar tempo para fazer as coisas que me davam prazer.

Falando em música, o que você tem escutado ultimamente?
Sou do rock, mas gosto de blues, jazz, MPB ultimamente. Sou velho com música.

O último show que você foi…
Baleia.

E último filme que te marcou?
“Na Natureza Selvagem”, me fez pensar na importância que a gente dá para os bens materiais, para as nossas relações. Mostra também a importância de encontrar nossa essência e nosso caminho.

Me fala um pouco sobre você. Quais são suas principais características?
Tranquilo, até demais às vezes. Cético, racional. Tento ser menos. Sou engraçado. Não, sou divertido. Não, espera…

Bem-humorado?
Isso.

O que te deixa feliz?
Estar em paz. A gente tem muita preocupação na vida, qualquer coisa que você esteja envolvido, tudo isso você pode encarar de maneira tranquila, que vai te trazer paz. Pode ter um relacionamento ótimo, ter dinheiro e viajar, um emprego ótimo, mas essas experiências podem ser ruins se você não estiver em paz.

Conta sobre um dia especial na sua vida.
A vitória do Brasil na Copa de 94. Eu tinha 8 anos.


EduTrabalhar com moda é…
 Encantar.
Para me inspirar… Tem que ser incrível e verdadeiro.
Mania… Mexer na barba.
Admiro… Humildade.
Marca registrada… Ironia.
Superpoder… Queria voar.
Tocar guitarra é… Esquecer o mundo.
Não pode faltar na mochila… Guarda-chuva.
Peça-coringa… Calça jeans.
Na tela… Game of Thrones.
Brindo com… Cerveja.
Na mesa… Molho pesto.
Nas paredes… Arte abstrata.
Favorito na cabeceira… Rubem Fonseca.

Nas alturas

Mulher de sorte e da serra, Bettina coleciona belas memórias no alto do Rio de Janeiro, em meio à natureza da Região Serrana, onde sua mãe tem uma pousada. Parte dessas lembranças inclui cavalos, animais que a encantam desde a infância por sua elegância. O que mais nossa compradora de 1,79m adora? Fins de tarde no boteco, vendo o sol se pôr, e ficar agarrada ao Antonio, seu enteado de 2 anos.

Noiva há 4 meses, ela encontra no passado algumas das suas referências. Se pudesse viver em outra época, escolheria os anos 70, quando Barry White – um dos seus cantores favoritos – lançou vários hits. A década de 90 não ficam de fora: Bettina adoraria ser amiga do Prince of Bel-Air, eternizado nas telas por Will Smith.

Mas ela só olha para trás na hora de buscar inspiração. Se tem um conselho que a compradora costuma dar para quem ama, é não se apegar ao passado. Seguir em frente, com a cabeça erguida e coração leve.

Grande Bettina!

Trio ternura

No que você se formou? Conta um pouco sobre sua trajetória profissional.
Fiz Design de Moda e trabalhei como vendedora em loja, até que me interessei por uma vaga de assistente de compras. No começo não fazia ideia de como seria, mas acabei me encantando e aqui estou há 5 anos.

E aí? Como foi chegar aqui?
A gente costuma achar que trabalhar com moda é glamour, mas vi que não era nada disso. Aos poucos fui me apaixonando e já estou aqui há 5 anos.

O que é importante na sua personalidade para exercer sua função?
Eu sou muito prática e rápida. Não postergo, quero resolver logo. Estou sempre pesquisando, não fico só parada na parte de sistema. Quero cada vez ter uma bagagem melhor.

O que te encantou na profissão?
A criação do produto. Ver o produto no papel, depois vem o primeiro piloto, a transformação desse esqueleto, dar vida a ele. Eu sou responsável do momento que a peça começou a existir até a loja. Chegar lá e olhar os produtos prontos não tem preço.

Qual é o seu programa favorito?
Sentar num botequim, pedir uma cerveja e ver aquele dia acabando. Não tem igual. Assistir a um filme também.

O que te emociona?
A evolução do Antonio, meu enteado de 2 anos e meio. Nossa relação é muito forte. A carreira que estou criando também me emociona, estou sendo cada vez mais reconhecida e me envolvendo mais.

O Antonio está te dando vontade de ser mãe?
Muita. Eu não tinha, nunca tive relação com criança. Hoje em dia gosto muito delas. Por causa do Antonio.

Quais são suas inspirações diárias?
Minha mãe e minha avó. Duas mulheres fortes. Minha mãe deu uma reviravolta na vida aos 40. Também adoro acordar cedo antes de vir trabalhar e ir correr, curtir o dia e agradecer.

Bettina, mãe e avó

Ouvimos falar que você é apaixonada por cavalos. Como e quando nasceu essa paixão?
Tenho vídeos meus montando a cavalo desde pequena, com 2 anos. Minha mãe é apaixonada e tem um cavalo. Hoje em dia não monto tanto, fico toda dolorida, mas me apaixono toda vez que subo. Dou uma cenoura, um beijinho ou faço um carinho neles.

O que mais te encanta neles?
A elegância. Eles nunca pedem, não ficam em cima de você.

O que mais você adora na serra?
Fui para Itaipava aos 14 anos. Morava no Rio e minha casa foi assaltada duas vezes. Adoro serra, eu subia sempre que possível. Morei lá até os 18 anos, quando vim fazer faculdade. Minha mãe e irmão moram lá até hoje. Nunca gostei de praia, meu canto sempre foi a serra, é muita tranquilidade. Aproveitar o dia lindo, o cheiro é bom, o barulho… dá uma paz de espírito. Volto renovada.

Bettina, Antonio e cavalo

Se você pudesse ser uma outra pessoa durante um dia, quem você seria?
Michelle Obama. Ela é uma mulher incrível, forte, familiar, defende os direitos dela. Uma personalidade única.

Se você tivesse uma máquina do tempo, para que época você iria?
Anos 70, meu sonho. Festivais ao ar livre.

Qual foi último show que você foi?
Los Hermanos. Adoro “Morena”.

Como seria um dia perfeito para você?
Um dia com minha família na Itália. Um piquenique num campo aberto, em Capri.

Qual é o seu conselho em comum que você daria para todas as pessoas que ama?
Siga em frente, bota a cabeça para cima e vai. Não desiste, vai dar certo. Não fique preso em passado, não olhe para trás.

O que mais te anima quando você está desanimada?
Uma boa música. Black music, música de mãe dos anos 90. Toni Braxton, Barry White. 

Qual personagem (filme, livro, desenho, seriado) você gostaria de ser amiga?
Fresh Prince of Bel-Air.

CavaloPoderosa ou emponderada? Poderosa.
O mundo é seu ou você é do mundo? Eu sou do mundo.
Mídi ou longo? Mídi.
Preto ou branco? Preto e branco.
Nova Iorque ou Novo México?
Nova Iorque.
Calor do deserto ou frio da neve? Frio da neve.
Cacto ou flor? Cacto.
Jazz ou blues? Blues.
Salto ou solto? Solto.
Art Déco ou Art Nouveau? Déco.
Real ou surreal? Surreal.
Eu mudo a moda ou a moda me muda? Eu mudo a moda.
Sem dor ou sem pudor? Sem pudor.
Meu lugar no mundo é… Na liberdade.
Instagram ou Facebook? Instagram.
The Beatles ou Rolling Stones? The Beatles.
Liso ou estampado? Estou numa fase lisa.
Cara lavada ou maquiada? Lavada.
Listras ou poá? Poá.