A arte de resistir

Foto: Beth Moon

Mais do que belas imagens, a fotógrafa americana Beth Moon viajou por aí captando alguns dos habitantes mais antigos e importantes da terra. Depois de uma longa pesquisa, ela encontrou e fotografou algumas das árvores mais velhas e imponentes que ainda restam, sábias e majestosas, em alguns dos lugares mais remotos do mundo.

Foto: Beth Moon

Foram 14 anos mapeando e procurando essas belíssimas árvores ancestrais, entre desertos e florestas da China, Índia, diversos países da África, Europa e Américas. Algumas chamaram atenção pela força e beleza, outra pela idade, outras pela magnitude, mas todas elas, sem nenhuma dúvida, encantam pela potência do que representam.

Beth Moon

Foto: Beth Moon

São árvores que resistem por séculos, assistindo os efeitos do homem sobre a natureza e todas as mudanças que acompanham nossa história, sem dúvida uma experiência única estar perto delas. “Uso basicamente três critérios para escolher determinadas árvores: idade, um tamanho muito grande ou história notável. Eu pesquiso as localizações por uma série de métodos: livros de história, livros botânicos, registros e árvores, matérias de jornais e informações de amigos e de viajantes”, diz a fotógrafa.

As fotos lindas estão reunidas no livro “Ancient Trees: Portraits of Time” e, além de encantar, mostram que essas árvores têm muito para nos ensinar sobre resistência e preservação da nossa natureza e história.

Próxima parada:  paraíso

Próxima parada

Foto: Ir ou não ir

Nossa viagem segue, de cara para o vento, pela Costa Amalfitana. Desta vez, a vezpa fica estacionada porque o resto do percurso vai ser com o pé no chão, algures entre as localidades de Bomerano e Nocelle, e pertinho, muito pertinho, das nuvens.

Próxima parada

Foto: Ir ou não ir

E, já que nossa aventura começa em Bomerano, um vilarejo de Agerola, não vamos partir sem antes entrar em uma salumeria para comprar focaccia, presunto parma e um pouco de mozzarella fior di latte, um tipo de mussarela fresca famosa por estas bandas. Com o melhor sanduíche na mochila e achada a sombra da azinheira mais generosa da trilha, o almoço não será mais uma preocupação.

Próxima parada

Foto: Ir ou não ir

Agora, encha o peito e prepare o coração porque o Caminho dos Deuses – ou originalmente, Il Sentiero degli Dei – é entre subidas e descidas e a paisagem vai te deixar sem fôlego.

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Foto: Ir ou não ir

O cenário, que na primeira metade do percurso é de caráter mais rural e se desenrola em infinitos sucalcos repletos de vinhedos, hortas, plantações de limoeiros e pastos pontuados de ovelhas e cabras se transforma, na segunda metade do percurso, na típica “mancha mediterrânea” repleta de azinheiras, medronheiros, éricas e alecrins.

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Foto: Ir ou não ir

Quase 8 quilômetros de pura poesia – a cada nova perspectiva um brinde à beleza da costa italiana; Capri no horizonte do Mediterrâneo; morros sobrepostos a morros; terraços de plantações e pastagens que se desdobram em mil retalhos; conventos antigos perdidos em encostas verdejantes; vilarejos empoleirados em colinas, que ora se escondem ora se mostram entre as rugas nas montanhas; cheirinho a medronho, limão e mar.

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Foto: Ir ou não ir

Verde sobre azul

Ravello

Imagens: The Ravello Coastline, 1926 – Peder Mork Monsted | wikitravel.org

Na nossa mais recente coleção – Cocktail Stravaganza – , convidamos você a embarcar conosco em uma incrível viagem pela Itália.

Aqui, no Além das Flores, achamos que esta jornada não estaria completa sem aquela bela passeggiata por Ravello e seus jardins, que diferentemente de outros vilarejos ao longo da costa, não impressiona pelas suas praias, mas pelo “mar inteiro”.

Ravello

Foto: slowitaly.yourguidetoitaly.com

Entre o céu e o mar, a mais de 350m de altura se debruçam os jardins e terraços das Villa Cimbrone e Villa Rufolo, dois daqueles lugares que assim que você pisa logo entende o porquê de já terem inspirado o trabalho de tantos artistas relevantes na música, pintura e literatura.

Fotos: Slow Italy | Benvenuto Limos

Com origem que remonta ao séc XI, Villa Cibrone – a coroa de Ravello – teve seus jardins amplamente renovados pelo nobre britânico Lord Grimthorpe no início do século XX. A Villa é hoje um hotel privado de cinco estrelas, mas os jardins estão abertos ao público e são eles, junto com os jardins da Villa Rufolo, que oferecem a vista mais memorável da Costa Amalfitana.  O espetáculo acontece também dentro dos jardins, principalmente no verão, quando as glicínias da passagem principal – Viale dell’Immenso – estão em plena floração.

Fotos: robyketti.tumblr.com | Belle Italy

A Villa se estende como um longo parque onde é possível deambular pelos seus amplos jardins adornados por estátuas, fontes e pequenos templos, adentrar suas grutas artificiais, se perder no roseiral e finalmente desembocar no Belvedere, a Terrazza dell’Infinito, com sua  dramática vista sobre o Mediterrâneo se desenrolando aos pés.

Fotos: Poesias Preferidas | Design Nack

Dona de uma vista igualmente impressionante, a Villa Rufolo foi construída por uma abastada família de comerciantes no século XIII, tendo sido recuperada no século XIX, após longo período de negligência, pelo botânico escocês Sir Francis Neville Reid, que se apaixonou pelas torres mouriscas e pelas suas surpreendentes e inigualáveis vistas.

Ravello

Fotos: Slow Italy | My Italy Trip

Magníficos jardins se desdobram em diferentes níveis e configuram, junto à vista para o mar, o ponto alto da Villa. Mar e céu servem de pano de fundo a enormes pinheiros mansos e a jardins de numerosas flores. Ao panorama do azul do Mediterrâneo, por si só inspirador, somam-se assim as infinitas cores do jardim. Essa paisagem pode ser ainda mais arrebatadora quando observada de uma das duas grandes torres da Villa.

Fotos: Pinterest I love Ravello | 2.bp.blogspot.com

A experiência fica completa se a todo este cenário juntarmos música. Não raras vezes os terraços de Villa Rufolo são palco de concertos de música de câmara e clássica, incluindo o famoso Ravello Festival. Apesar do acompanhamento imprevisível de ruídos estranhos, qualquer imperfeição para o ouvido é mais do que recompensada pelo espetáculo que confronta o olhos, quando o palco tem como cenários o Golfo de Salerno e a costa escarpada de Amalfi.

Fotos: ciaoamalfi.com | Home Sweet World

Agora, suba na garupa da Vespa porque a viagem continua. Até a próxima parada!

Vitória-régia à flor da pele

Vitória-régia

I Love Flores

Impossível não ficar encantada com a beleza efêmera das flores que perfumam todo ano as vitórias-régias (Victoria amazônica) desde março até este mês. Durante esse período, elas pincelam de branco e rosa as águas amazônicas e alguns raros lagos e espelhos d’água urbanos e privados Brasil afora.


(Fotos: Indulgy | Pinterest)

Mas não é preciso estarem floridas para despertarem admiração. Mesmo durante todos os outros meses, elas nos deixam boquiabertas com sua magnitude e exotismo.

Vitória-régia

Imagens: Pinterest

Fotos: Indulgy | Pinterest

Singulares, com suas enormes folhas circulares de bordas elevadas, as vitórias-régias apresentam uma intrincada rede de canais na face superior da folha para a drenagem da água. Suas particularidades vão muito além do que revelam à superfície. A parte inferior é espinhenta, avermelhada e com uma gama de grossas e escultóricas nervuras.

Vitória-régia

Foto: Cultura Mix

As flores nascem num final de tarde para seduzirem besouros polonizadores, que atraídos por seu doce aroma ficam aprisionados em duas flores fechadas até à manhã seguinte, quando voltam a se abrir. Grandes, exibem-se brancas no primeiro dia de floração para se tornarem rosadas no segundo, quando após a polinização voltam a submergir na água para formarem o fruto.

Imagens: Pinterest

Por serem tão especiais, estas gigantes aquáticas desde sempre motivaram crenças, inspiraram lendas indígenas e fascinaram artistas.

E por sua aparência absolutamente única, mentes criativas e olhares aguçados, insistem em retratá-las com seus cliques geniais, ou no mínimo curiosos, desde que a fotografia ainda não podia compreender as suas cores.

Fotos: In Times Gone By | Wikimedia

Agora só falta viajar até a Amazônia para sentir esse perfume de perto, imagina?

 

Muito além do décor

Arquitetura sustentável

Imagens: Casa Vogue

É difícil não fazer o exercício de imaginar como serão as cidades do futuro. Apaixonadas por verde e natureza que somos, é comum torcer o nariz para o que se esperava sobre o amanhã, megametrópoles metálicas, com carros por todos os lugares, até mesmo no céu.

Por isso nos encantamos com o projeto que está em desenvolvimento em Liuzhou, na China, já com data marcada para virar realidade. Em 2020 a primeira cidade-floresta do mundo vai estar de portas abertas, pronta para acomodar 30 mil pessoas com estrutura completa que inclui casas, hotéis, escritórios, hospitais, escolas e tudo mais que comporta uma cidade tradicional.

Arquitetura sustentável

Imagens: Casa Vogue

Com algumas diferenças dos sonhos, a cidade criada pelo arquiteto italiano Stefano Boeri receberá 40 mil árvores e um milhão de plantas de mais de 100 espécies diferentes, que estarão presentes em todos os prédios em grandes jardins verticais e servirão não só para embelezar o projeto, mas também diminuir a temperatura média da cidade, criar barreiras naturais contra os ruídos, e melhorar a qualidade do ar.

Segundo o arquiteto, a cidade será capaz de gerar 900 toneladas de oxigênio por ano, além de absorver quase 10 mil toneladas de dióxido de carbono e 57 toneladas de poluentes. O projeto é impressionante e promete ser uma revolução na maneira que vivenciamos a natureza, além do deleite visual, aproveitando tudo que ela pode oferecer para nossa qualidade de vida. Uma forma de habitar mais saudável e em comunhão com valores que não deveríamos nunca ter deixado para trás.

Enquanto isso, vale fazer a nossa parte e encher nossa casa de plantas que purificam o ar e melhoram o entorno!