Chuva de verão

Foto: Visual Therapy

Quantas vezes olhamos para os céus pedindo um pouquinho de chuva para refrescar durante os dias muito quentes de verão? E quando cai aquele pé d’água tudo que queremos é ficar em casa com um filme gostoso e uma boa xícara de chá ou uma tacinha de vinho, não é mesmo?

Chuva de verão

Fotos: Maria Filó | Elle UK

Mas a verdade é que os dias de chuva também são dias de trabalho, de vestir uma roupa que te mantenha sequinha e, claro, estilosa o dia inteiro. Os dias chuvosos por aqui podem não ter aquele clima europeu, mas o charme tropical não deixam nada a desejar. E o melhor, ainda nos permitem usar uma roupa leve e confortável, basta jogar uma capa de chuva, um trench coat fininho ou um tricô esperto por cima.

Chuva de verão

Fotos: Nylon | Maria Filó

Só é preciso deixar de lado as sandálias, afinal ninguém quer ficar com os pés frios, mas escolher um tênis clássico, uma bota de cano curto ou até uma galocha irreverente. A boa notícia é que a chuva vai passar, ela sempre passa e, quando o sol voltar a brilhar, ela vai deixar até um pouco de saudade!

Num momento em que relações começam por aplicativos e se dissolvem pelas redes sociais, a Inglaterra celebra o casamento mais sólido da história de sua monarquia. Essa semana se comemorou 70 anos da união entre a Rainha Elizabeth e o príncipe Philip, e o Palácio de Buckingham divulgou cliques inéditos do “casal real” na celebração de suas bodas de platina.

Bodas de platina

E quem assiste a série The Crown (e quem não assiste deve já começar!), sabe que nem tudo são flores na história dos dois, que teve um começo difícil, quando a então princesa teve que enfrentar com pulso firme a oposição da monarquia e principalmente de seu pai para se casar com o primo com quem a anos se correspondia apaixonadamente.

Dado o enlace, a rainha ainda teve que enfrentar o orgulho do marido, que acabou reivindicando de sua carreira militar para acompanhá-la nas formalidades reais, além de outras barreiras enfrentadas pelo casal, como mostra The Crown.

Bodas de platina

O fato é que o casal segue firme e forte, unido e companheiro, ele aos 96 anos e ela aos 91, um feito e tanto. Vida longa à rainha!

O Dia da Consciência Negra está chegando e, com ele, temos a oportunidade de refletir sobre um tema tão importante como a igualdade racial. Montamos aqui um roteiro especial, com eventos e locais que contam a história dos africanos e afrodescendentes, celebram a negritude e provocam o pensamento crítico.

  • Rio de Janeiro

Cais do Valongo: localizado na zona portuária, recebeu o título de Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO por ser o único vestígio material do desembarque dos africanos escravizados nas Américas.

Dia da Consciência Negra

Foto: Divulgação/Marcelo Mena

Instituto dos Pretos Novos: hoje na Rua Pedro Ernesto, 32, o IPN é considerado o maior cemitério de escravos das Américas. Os “pretos novos” eram os africanos recém-chegados ao Brasil, que não resistiam aos maus tratos da viagem e morriam pouco depois de desembarcar. Hoje a casa funciona como centro cultural para o resgate da história da cultura africana e oferece cursos e oficinas, além de uma biblioteca sobre a temática negra. Terças, quartas, quintas e sextas das 13h às 19h, sábados das 11h às 15h30. Não funciona aos domingos e segundas (inclusive no feriado).

Dia da Consciência Negra

Foto: Halley Pacheco de Oliveira

Pedra do Sal: fica no Morro da Conceição, parte da região conhecida historicamente como “Pequena África”. Era lá que os africanos festejavam, dando vida anos depois ao samba urbano carioca e aos antigos ranchos carnavalescos. Hoje a região continua sendo palco de muita música e eventos culturais, como teatro, videoprojeções, etc. Toda segunda é dia de roda de samba das 18h às 22h.

Madrugada do Centro: evento especial com 72 horas de programação cultural na área externa do CCBB Rio em comemoração ao Dia da Consciência Negra.
Além da tradicional festa com shows e DJs, terá feira com comida de rua, moda, design, artesanato, oficinas, aulas de dança para crianças e batalhas de MCs.

Veja detalhes aqui.

  • São Paulo

Museu Afro Brasil: localizado no Parque Ibirapuera, abriga mais de 6 mil obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, documentos e peças etnológicas, de autores brasileiros e estrangeiros, que mostram diversas facetas dos universos culturais africanos e afro-brasileiros. Todos os dias, das 11h às 17h, com exceção das segundas. Não abre no feriado.

Dia da Consciência Negra

Foto: Museu Afro Brasil/Nelson Kon

Museu da Imagem e do Som: Entre os dias 20 e 22 de novembro, o MIS ganha diversas atrações em comemoração ao Dia da Consciência Negra. A programação abrange shows, comidas típicas brasileiras e espetáculo sobre samba. Gratuito. Saiba mais aqui.

  • Recife

Museu da Abolição: o espaço tem como missão institucional preservar, pesquisar, divulgar, valorizar e difundir a memória, os valores históricos, artísticos e culturais, o patrimônio material e imaterial dos afro-descendentes, por meio de estímulo à reflexão e ao pensamento crítico. Aberto todos os dias das 9h às 17h, com exceção dos domingos. Sábado abre às 13h.  Saiba mais aqui.

  • Salvador

Concha Negra: o evento recebe no dia 18, às 18h, o bloco afro Ilê Aiyê, que convida os cantores Daniela Mercury e Criolo. A abertura fica por conta do Bando de Teatro Olodum. Local: Concha Acústica do Teatro Castro Alves. R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

Foto: Andre Frutuoso

Afro Fashion Day: 40 marcas baianas de acessórios, turbantes, roupas e calçados, que serão apresentadas por cerca de 90 modelos na passarela. Sábado (18), em Porto Salvador, no Comércio, às 9h. A entrada é 1 kg de alimento não-perecível e está sujeita à lotação do espaço. As doações serão destinadas ao Mesa Brasil Sesc.

Rolé Brasil: roteiro percorrerá ruas da Calçada à Igreja do Bonfim no dia 18, ressaltando legado dos negros. Gratuito.

Mulher Com a Palavra: Camila Pitanga é convidada da edição que tem como tema Negra, Sim! e acontece no dia 23, às 20h, no Teatro Castro Alves. Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5.

Áfricas na Gente: projeto recebe nomes do cenário cultural baiano para rodas de conversa em escolas de Cajazeiras. Gratuito.

Traga-me a Cabeça de Lima Barreto: monólogo celebra vida e obra do escritor negro. Estreia será dia 30, no Teatro Vila Velha. Quintas (R$20), sextas, sábados e domingos (R$30). Às 20h (domingos às 19h).

Negra É A Voz – Toda Mulher É Meio Chica da Silva: as Ganhadeiras de Itapuã estrelam o espetáculo que será apresentado em 4 sessões, entre os dias 23 e 26 de novembro, na Caixa Cultural de Salvador. A cada dia, o grupo recebe como convidadas outras cantoras negras, como Larissa Luz, Juliana Ribeiro, Anelis Assumpção e Virgínia Rodrigues. R$ 10 e R$ 5.

Dia da Consciência Negra

Foto: Ricardo Prado/Divulgação

  • Minas Gerais

Novembro Preto: BH sem racismo: um evento com programação que abrange debates, oficina, show, etc.

Confira programação completa aqui.

Foto: divulgação

Pode ser difícil se colocar no lugar do outro, mas ter empatia é a chave para termos um mundo melhor, mais solidário, onde consigamos exercitar a nossa generosidade e realmente ajudar a melhorar a vida do outro. Esse é um assunto que deve estar em pauta na nossa casa, nas escolas e também em museus, por que não?

Foto: divulgação

Foi assim que nasceu em Londres o Museu da Empatia, um projeto itinerante que busca entender um pouco melhor o que o outro vê e sente, se colocando no lugar. Ou como dizem na Inglaterra, “in your shoes”, andar com os sapatos do outro, se colocar na pele do outro, para estar de fato junto, compreender, transformar e aprender com o que a experiência do outro tem a ensinar.

Foto: divulgação

E esse museu bacanérrimo agora anda por aqui, a partir desse fim de semana quem estiver por SP pode experimentar “vestir” os sapatos e a vida de outras pessoas, de uma forma para lá de bonita e simbólica. Ao entrar no museu, que tem forma de uma caixa de sapato, você escolhe um par de sapatos e passa a caminhar pelo espaço ouvindo a história de vida do seu dono.

Foto: divulgação

São relatos de superação, que abordam temas como diversidade, violência social e direitos humanos, LGBTfobia, gordofobia, educação, cultura, acessibilidade e direito à cidade, todos essenciais. O Museu da Empatia e o projeto Caminhando em seus sapatos ficam no Parque Ibirapuera até o dia 17 de dezembro. Quem estiver pela área não pode perder essa experiência para lá de especial.

Água com gás gratuita em Paris

Foto: Budget Participatif  Paris

Parece piada, tem perfume de “fake news”, podia estar em um site de sensacionalismo, mas é a mais pura e deliciosa verdade: a prefeitura de Paris anunciou que vai disponibilizar pontos com água com gás gratuita pela cidade. Très chic.

Água com gás gratuita em Paris

Foto: Budget Participatif Paris

Adoraríamos imaginar que alguns parques terão água com gás jorrando de suas fontes, mas são pontos de distribuição que funcionam em todos os arrondissements da cidade, o que significa que em que em qualquer bairro por onde você estiver passeando, é só ter uma garrafinha a tiracolo para poder beber água com gás fresquinha e gratuita e ficar de pés para cima, só curtindo as luzes da cidade.

Água com gás gratuita em Paris

Foto: Parigi Online

Trata-se de um programa de incentivo para que os parisienses consumam mais água e usem menos copos e garrafas de plástico. O novo e maravilhoso projeto chamado Fontaine Pétillante já funciona, é possível encontrar a água gasosa disponível em 8 lugares da cidade, mas a prefeitura promete criar mais 20 locais com a bebida disponível.

Estamos agora aguardando ansiosas pela fonte de vinho!