Imagem: divulgação/reprodução

No ano 2000 o diretor Giuseppe Tornatore se reúne novamente ao músico Ennio Morricone para mais um filme daqueles que conseguem unir música e imagem de um jeito que deixam os pelinhos dos nossos braços todos em pé, como já haviam feito em Cinema Paradiso.

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Mais uma vez a dupla narra a história de um menino, mas dessa vez ele alcança a maturidade através de um amor. Se antes era o cinema em si, agora o alvo da paixão é a misteriosa e belíssima Malena, personagem da diva italiana Monica Bellucci.

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Nos anos 40, em meio a Segunda Guerra Mundial, Renato, de 12 anos, passa os dias preguiçosos na Sicília sonhando com a viúva Malena, uma mulher cuja a beleza assustadora hipnotiza os homens e gera ciúmes e reações violentas nas mulheres da pequena cidade. Instigado e encantado, o menino narra a trajetória da mulher solitária, que ao mesmo tempo que ostenta uma beleza potente, passa uma fragilidade comovente com seu olhar de devoção.

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A trilha de Enrio Morricone, as paisagens do Sul da Itália e as curvas, o olhar e o figurino de Monica Bellucci fazem do filme uma viagem ainda mais poética por uma época dura, mostrando a transformação de um menino em um homem, além dos preconceitos e as dores que a beleza podem trazer a uma mulher.

Para se encantar, ver e rever… Malena:

A Vida é Bela

No finalzinho dos anos 90, o cinema italiano voltou a fazer mágica com nossos corações, lançando mais uma fábula irresistível de amor, dor e poesia.

A Vida é Bela

Quem não se lembra do italiano Guido saudando sua esposa, sempre com doçura e humor em A Vida é Bela, filme de 1997, estrelado e dirigido por Roberto Benigni, que acabou levando o Oscar de melhor filme estrangeiro, no mesmo ano quando jurávamos de pés juntos o Central do Brasil seria o vencedor.

A Vida é Bela

Mas A Vida é Bela é no final das contas uma das obras mais comoventes de todos os tempos, pelo talento único de Benigni que consegue aliar comédia e drama de forma perfeita, em cada gesto, em cada olhar.

A Vida é Bela

O filme conta a história de um pai transformando o dia a dia num campo de concentração nazista num grande faz de conta para que seu filho não perceba os horrores que os cercam. Fantasiando e criando em cima das situações de dor e perigo, Guido faz com que seu filho não entenda a situação real que os cerca, achando que tudo se trata de um esquisito jogo, uma brincadeira.

A Vida é Bela

A obra ainda tem uma lindíssima trilha sonora, que também acabou levando uma estatueta dourada para casa, com uma música que promete não sair da cabeça, assim como o filme. Belo é pouco!

Sophia Lauren

Foto: divulgação/reprodução

Enquanto voltamos nossos olhos para a Itália, suas cores, sabores e texturas, essa semana o país celebrou um de seus maiores e mais belos tesouros, o respeitado monumento nacional chamado Sophia Loren.

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A atriz completou 83 anos com o mesmo charme de todos os anteriores, mantendo intacta a mesma áurea impressionante que a tornou um dos maiores símbolos de beleza do mundo. Descoberta num concurso de beleza aos 14 anos, a napolitana iniciou uma das carreiras mais marcantes do cinema. Foi a primeira atriz italiana a levar para casa um Oscar e a primeira mulher a ostentar um cachê de um milhão, um feito e tanto nos anos 50.

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Além da beleza impressionante e do talento incontestável, Sophia Loren também é famosa por sua inteligência, ela guarda uma coleção de arte respeitável que juntou ao longo de toda a vida. Vida, aliás, que conheceu um só grande amor, o cineasta Carlos Ponti, o mesmo que a descobriu no concurso de beleza e a levou ao estrelato.

Sophia Loren

Foto: divulgação/reprodução

Mãe de dois filhos, Sophia Loren hoje em dia se divide entre sua casa em Geneva, Roma e sua querida Nápoles. A musa mantém intacta sua dieta, também dita como a receita de sua beleza: um bom espaguete.

Sophia Loren

Foto: divulgação/reprodução

Ah, e para passar o fim de semana de pés para cima, que tal uma maratona de filmes da bela? Nossas escolhas de Sophia são Matrimônio à Italiana, Duas Mulheres, Um Dia Muito Especial, Prét-a-Porter, Girassóis da Rússia e Nine?

E viva Sophia!

Amarcord | Fellini

Imagem: reprodução

Uma coisa não se pode negar, a Itália sabe rir de si. E transformar suas próprias sombras numa saborosa comédia recheada de cores e personagens fortes, como foi feito no filme Amarcord, mais uma pérola do cinema italiano.

Amarcord | Fellini

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Defendido como o filme mais autobiográfico de Frederico Fellini, Amarcord narra a chegada do fascismo em uma pacata cidade do litoral italiano, muito parecida com a Rimini onde nasceu o diretor, entre personas extravagantes e estereótipos culturais do país, numa mistura deliciosa de drama e humor que é a cara da Itália. A história é contada através dos olhos de Titta, um menino que começa a ver sua cidade mudar com a ordem e a moral impostas pelo novo regime.

Amarcord | Fellini

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Ele espia a vida fluir e se transformar, em meio a pilares italianos como religião, educação, sexo e política, entre os moradores da cidade, o cotidiano e os sonhos que chegam junto com turistas num grande navio.

O filme ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1975 e se eternizou como mais uma grande obra do mestre Fellini, que colocou nos olhos de Titta um pouco de sua infância, de sua criação e de suas fantasias, como bem diz o título, Amarcord, uma abreviação de io me ricordo no dialeto de Rimini… Eu me lembro!

Luz, câmera… e beleza: