O poder transformador da poesia e da amizade marca outro filme inesquecível do cinema italiano, daqueles que com certeza contam na lista de qualquer cinéfilo. O Carteiro e o Poeta é uma obra cujo o lirismo extrapola os limites da tela e acabam nos deixando tão envolvidos que torna-se impossível esquecer.

Numa pequena ilha italiana, um homem semianalfabeto, frágil e inseguro muda sua forma de ver a vida ao conhecer um icônico poeta, personagem idealizado por ele como aquele capaz de feitos heroicos, como conquistar belas mulheres. Ao se candidatar para vaga de carteiro oficial do poeta estrangeiro, Mario começa a ver seu universo expandir com a relação de amizade e admiração que faz surgir entre os dois.

O poeta em questão, o chileno Pablo Neruda, exilado por questões políticas no vilarejo, também é tocado pela nova companhia, ganhando um ouvinte interessado em suas velhas histórias, contos, casos e, claro, sua poesia, que vai aos poucos fazendo do tímido Mario também um poeta capaz de conquistar seu grande amor.

Neruda é interpretado com grandiosidade pelo ator francês Philippe Noiret, o mesmo que já tinha nos arrancado lágrimas como Alfredo em Cinema Paradiso, enquanto o carteiro é vivido pelo italiano Massimo Troisi, também responsável por parte do roteiro, em seu último papel. O ator se recusou a fazer uma operação importante que interromperia as filmagens, morrendo de um ataque cardíaco fulminante no dia seguinte do fim das filmagens.

Poesia e amor à arte do começo ao fim, com vocês, O Carteiro e o Poeta: