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Há quem diga que panela velha é que faz comida boa. Mas você sabia que para ser bom de verdade, um prato deve conter muito mais que sabor? Isso mesmo, os utensílios que usamos para preparar os alimentos podem influenciar na nossa saúde, a escolha do recipiente onde cozinhamos pode mudar tudo.

Dependendo do material que é feita, o calor pode provocar a liberação de substâncias químicas e metais pesados que vão migrar da panela para o alimento. O alumínio, por exemplo, tem afinidade com células adiposas (gordura) e acaba indo mais facilmente para o cérebro (que é formado por gordura) e para tecido adiposo (aquelas nossas gordurinhas).

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Resultado: quanto mais metais pesados ingerimos, mais riscos de desenvolver a curto prazo irritabilidade, nervosismo, ansiedade, depressão, hiperatividade e déficit de atenção nas crianças. A longo prazo, podem se desenvolver doenças sérias como Alzheimer, Parkinson e câncer.

Nesse contexto, as melhores panelas são aquelas que não liberam substâncias químicas nos alimentos como as de vidro temperado, cerâmica, ferro e titânio. Vamos aos detalhes:

1) Panelas de alumínio – Mais usadas pelo valor baixo, leveza e por distribuir bem o calor, mas é a menos indicada para a saúde por causa o alumínio que é absorvido pelo alimento.

2) Panelas de inox – Não oxidam, são resistentes e distribuem o calor de forma igual por toda a superfície. Entretanto, contém níquel em sua composição, metal tóxico para a nossa saúde.

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3) Panelas de cobre – São boas condutoras de calor, mas não servem para cozinhar todos os alimentos. Em contato com o sal e alimentos ácidos (tomate, limão, vinagre), o cobre se desprende da panela. A  intoxicação pode causar dores abdominais, náuseas, danos aos rins e ao fígado.

4) Panelas de ferro – Apesar do ferro passar para os alimentos, essas panelas podem ser grandes aliadas no combate à anemia. Só não pode deixar enferrujar (passe uma camada de óleo após lavar e secar, antes de guardar). Pessoas com excesso de ferro no organismo devem evitar as panelas de ferro, claro.

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5) Panelas de cerâmica – Apesar de mais caras, o investimento vale a pena. Elas são antiaderentes, fáceis de limpar e conservam bem o calor. Atenção para a certificação que garanta a utilização de materiais atóxicos na fabricação, as tintas das panelas não certificadas podem conter metais como cádmio e chumbo.

6) Panelas antiaderentes – Esse é o mais controverso tipo de panela. As pessoas acreditam ser uma boa opção, mas em sua composição estão substâncias extremamente problemáticas que adoecem e podem causar câncer, problemas no fígado, rim, tireoide e coração.

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7) Panelas de vidro temperado – As mais indicadas e seguras para a saúde. São fáceis de limpar e não passam nenhuma substância para os alimentos durante o preparo, apesar de serem pesadas e frágeis.

8) Panelas de barro – Assim como as de cerâmica, demoram para esquentar, porém conservam bem o calor. Apesar de serem seguras para a saúde, alimentos com baixo teor de água podem ficar ressecados quando preparados nelas.

9) Panelas de titânio – São as mais modernas, resistentes e não fazem mal à saúde, porém costumam ser caras.

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10) Formas de silicone – Para assar, não existem melhores: são baratas, não derretem, não liberam substâncias tóxicas e evitam o uso de gordura no preparo dos alimentos.

As opções de vidro, cerâmica e titânio são as que trazem menor risco à saúde, seguidas pelas panelas de cobre e ferro quando utilizadas da maneira correta.