Aplicativo do bem | Síndrome de Down

Imagens: divulgação/reprodução

Está se formando um elo, forte e bonito que só, que promete unir ainda mais mães, pacientes e profissionais de saúde que convivem com crianças com Síndrome de Down. É o Elo21, um aplicativo que mobiliza profissionais como médicos, professores e terapeutas para aprimorar as pesquisas e compartilhar descobertas científicas na área.

Aplicativo do bem | Síndrome de Down

Imagens: divulgação/reprodução

Uma equipe multidisciplinar, além de uma teia carinhosa de suporte e troca de informação entre famílias, para promover a socialização e estimular o pleno desenvolvimento do paciente Down, com conhecimento e zelo.

Aplicativo do bem | Síndrome de Down

Imagem: divulgação/reprodução

Por lá dá para montar grupos de estudo e encontrar bate-papos de acordo com a idade e interesses. Uma forma de usar a tecnologia para fazer o bem e unir a comunidade, gostamos de ver!

Robótica a serviço da transformação social

Engana-se quem pensa que a robótica é feita apenas de inteligência artificial. Pelo menos ao se tratar da ROBÔLIVRE, start-up que leva a ciência para escolas públicas do Recife e pessoas leigas no assunto, estimulando a criatividade, a curiosidade e perspectiva de futuro dos jovens. O resultado é lindo de ver.

A plataforma foi criada por Henrique Foresti, mestre em Engenharia Mecânica que diz ser fascinado por esse universo desde pequeno. Para ele, a robótica é multidisciplinar e se manisfesta, antes de tudo, nas artes e no comportamento das pessoas. Foi com inteligência emocional que o engenheiro decidiu difundir seus conhecimentos e mostrar que a tecnologia não é tão complicada assim.

Hoje é dia de ter uma Conversa Afinada com Henrique, que revela como criou o projeto e conta histórias emocionantes. Fica aqui nosso desejo que a ROBÔLIVRE continue a transformar vidas, construindo robôs e desconstruindo a ideia de que essa é uma ciência para poucos. Se depender dele, pode apostar que não!

Robótica a serviço da transformação social

Confira a entrevista:

Como e quando começou o projeto Robô Livre?
Em 2005 divulguei na internet o projeto do robô que desenvolvi durante o mestrado. Era o MNeRim, um bípede de 320 mm de altura capaz de andar e fazer movimentos, como chutar. Meu intuito era que outras pessoas pudessem construir seus próprios robôs e melhorar o projeto. Até 2011, como pouca gente havia acessado a plataforma, construí um laboratório de robótica numa escola estadual e comecei a dar aulas para os estudantes. No ano seguinte, mais pessoas se interessaram pela iniciativa, então construímos um negócio social para ampliá-la. Em um projeto financiado pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), desenvolvemos nossa metodologia de ensino em parceria com o Centro de Educação, o colégio de Aplicação da UFPE e a Universidade da República do Uruguai. Ainda em 2012 lançamos nossa rede de desenvolvimento colaborativo, que permite qualquer pessoa compartilhar seus projetos de robótica. A start-up ROBÔLIVRE foi fundada em 2016 e, além de manter a infraestrutura da plataforma, oferece produtos ligados à iniciativa.

Robótica a serviço da transformação social

Como o projeto funciona hoje em dia?
O nosso propósito é realizar transformação social com a robótica. Para isso, precisamos chegar às comunidades, convencer as pessoas que é fácil fazer robótica, realizar formação com aqueles que se interessam e criar oportunidades para eles. Conduzimos encontros semanais com os estudantes, que constroem robôs, aprendem a lidar com a tecnologia e se interessam por seguir carreiras na área. Através de parcerias com empresas, executamos ações que envolvem eventos e palestras de desmistificação de tecnologia (levamos robôs e apresentamos a robótica para a comunidade), projetos de experimentação (aulas semanais em escolas e institutos) e formação de centros de desenvolvimento colaborativo (espaços onde acontece pesquisa aplicada em robótica). Também realizamos eventos em shoppings centers, executamos programas de experimentação em escolas privadas e no laboratório da nossa sede, desenvolvemos e comercializamos produtos de tecnologia e apoiamos projetos de pesquisas em universidades.

Quantos jovens já aprenderam com vocês?
Atualmente temos mais de 6 mil pessoas compartilhando projetos na plataforma. Também já impactamos cerca de 10 mil pessoas em nossas palestras e oficinas pontuais. Já formamos mais de 600 jovens.

Robótica a serviço da transformação social

Quantos são os técnicos e alunos de robótica do projeto hoje?
Temos 7 multiplicadores trabalhando diretamente e nos programas permanentes estamos atendendo cerca de 300 jovens atualmente.

Alguma história específica que gostaria de nos contar? Sobre algum aluno que tenha entrado no projeto e mudado de vida?
A gente tem muitas histórias lindas. Vimos várias pessoas participarem conosco e se encaminharem na vida, mas gosto de contar uma em especial. Clécio concluiu o Ensino Médio participando de nossa formação. Dissemos a ele que continuasse estudando e assim conseguiríamos um estágio ou uma bolsa de pesquisas. Após um tempo nos encontramos, Clécio disse que estava trabalhando com serviços gerais e que havia se matriculado numa faculdade. Alguns dias depois nos vimos novamente e ele contou que seu chefe não o havia liberado para sair meia hora mais cedo para conseguir assistir às aulas. Naquele momento tínhamos acabado de fundar o Robolivre e o convidamos a ser o 1º colaborador da start-up. Ele iniciou a faculdade e se tornou um multiplicador da plataforma.

 O que seus alunos criaram de mais bacana após passar pelo curso? Gostaria de destacar algum projeto?
Vou destacar o Cérebro. A partir de um infográfico que os meninos estavam estudando em ciências, que identificava por cores as áreas do cérebro responsáveis por cada sentido (tato, audição, olfato e visão), eles construíram um artefato composto por sensores e luzes led que representavam com intensidade de brilho cada um dos sentidos. Como resultado, além do desenvolvimento pessoal dos estudantes em cada tecnologia que foi necessária para a construção do artefato, foi criado um objeto artístico que fortalece a ideia de que a robótica não está relacionada apenas às áreas de estudos das engenharias e ciências exatas, mas às artes e às ciências humanas.

Quais características são importantes para um bom especialista em robótica?
Vontade e curiosidade de saber como as coisas funcionam, disposição para desconstruir e ressignificar objetos e organização para conduzir projetos e pesquisas.

Como é fazer parte de um projeto tão transformador?
Sinto gratidão por poder atuar com o nosso time e imaginar que podemos contribuir para o aumento das experiências na área da robótica e na decisão de algumas pessoas em dedicarem seu tempo à pesquisa e multiplicação de conhecimento.

Qual é o impacto do ROBÔLIVRE na sua vida?
O ROBÔLIVRE me permite trabalhar com o que eu gosto, faz com que me sinta útil ao impactar a vida de várias pessoas e permite que eu me divirta interagindo com os colaboradores que são grandes amigos.

Pretende levar para mais lugares além de Recife?
Atualmente, executamos projetos de transformação social no Recife e no interior de Pernambuco, como Belo Jardim, no Agreste. Já rodamos todo o país com eventos, palestras e fazendo parcerias com grupos de pesquisas. Temos gente para iniciar projetos em vários estados e pretendemos viabilizar em breve.

Tecnologia do bem

Moda sustentável para crianças

Foto: divulgação

A ideia nasceu da maneira mais simples do mundo. O estudante Ryan Mario Yasin, que faz mestrado em  Innovation Design Engineering no Royal College of Arts de Londres, percebeu que em poucos meses as roupas que deu de presente para o seu sobrinho não cabiam mais. Foi então que ele teve um insight.

Moda sustentável para crianças

Foto: divulgação

O mestrando resolveu unir o aprendizado como designer com sua formação original em engenharia aeronáutica para criar a Petit Pli, uma marca de peças que acompanham o desenvolvimento da criança, podendo ser usadas dos 6 meses aos 3 anos. O projeto também promete uma baita economia ao bolso dos pais e protege o meio-ambiente do excesso de peças infantis que acabam sendo jogadas fora sem uso com o tempo, quem é mãe sabe bem!

Moda sustentável para crianças

Foto: divulgação

O mais legal é que o resultado além de prático e sustentável, ficou para lá de charmoso, lembrando um pouco a técnica de dobraduras e plissados criada pelo estilista japonês Issey Miyake nos anos 80. E se não bastasse, todas as roupas criadas por Yasin usam tecidos tecnológicos à prova d’água e de vento, garantindo não só a vida longa das peças, mas também a proteção dos pequenos.

Moda sustentável para crianças

Foto: divulgação

O projeto do estudante encantou e acaba de levar o James Dyson Award, que premia as invenções mais inovadoras entre estudantes do Reino Unido, e promete ser mais um incentivo para Petit Pli chegar ao mercado. Quem mais adorou a ideia?

Moda sustentável para crianças

Fotos: the-rosenrot.com