O blog da Maria Filó

Cidades para mulheres

Já se foi o tempo que pensar em tecnologia era sinônimo de universo masculino. Cada vez mais, as mulheres mostram serviço e provam que podem, sim, fazer acontecer.

E, mais que isso, conseguem usar ferramentas digitais para ajudar outras mulheres. O resultado é uma grande corrente de sororidade, crescimento profissional e melhoria da qualidade de vida de muita gente.

Para ilustrar, hoje vamos falar sobre iniciativas voltadas para o bem-estar e segurança do público feminino em suas cidades.

Cidades inclusivas

Andar com segurança pelas ruas de qualquer grande cidade é um desafio. Afinal, a sensação de medo causada pela violência é um verdadeiro incômodo para a maior parte das mulheres.

Pensando em como deixar cidades mais inclusivas, 2 mulheres brasileiras usaram a tecnologia para projetar rotas onde outras mulheres se sintam mais protegidas.

Lais Leão e Priscila Gama são as protagonistas destas ações. Cada uma com sua história e motivação, mas trabalhando com um único objetivo: tornarem os caminhos mais seguros para mulheres.

InCities

Lais Leão, 26 anos, é arquiteta e urbanista, formada pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná. A partir de sua própria vivência como mulher, começou a pesquisar a temática que mais tarde se transformaria em um grande projeto. Em 2016, iniciou seu trabalho em cima do tema ‘Cidades Seguras para Mulheres’. Dois anos depois, foi a única representante brasileira no Programa de Jovens Líderes do European Development Days na Bélgica.

Como resultado de todos esses insights e pesquisas, surgiu o inCities, lançado em 2019. O objetivo da ferramenta é conectar projetos e pessoas em prol de cidades mais seguras. Tudo isso através de uma rede colaborativa. Somar forças para tornar os lugares inclusivos não só para as mulheres, mas também para quem se sinta vulnerável no dia a dia.

Tecnologia para segurança pessoal

Priscila Gama, 36 anos, é arquiteta e mineira de Ponte Nova. Ela é a criadora de um aplicativo mais do que útil para a segurança e tranquilidade de uma mulher ao andar pela rua. Malalai é uma plataforma que indica trajetos mais seguros para as mulheres.

Dois insights foram muito importantes para que o projeto tomasse forma. O primeiro foi quando a ONG Think Olga lançou a campanha “Meu primeiro assédio”. Já o segundo foi o momento em que escutou uma mulher gritando por socorro em sua rua às 4h da manhã.

Malalai é um app gratuito para iOS e Android que sinaliza em seus mapas tópicos importantes para saber se um caminho é um seguro. São eles: ruas movimentadas, estabelecimentos abertos, além de prédios com porteiro e segurança e policiamento fixo nas proximidades. Ele também exibe pontos negativos como trechos mal iluminados e locais com ocorrências anteriores de assédio.

Além da ferramenta, o Malalai também conta com um acessório que ajuda em uma situação desconfortável e de risco. O item é um anel com tecnologia Bluetooth e GPS. Quando sua parte superior é pressionada, ele envia automaticamente um SMS com informações exatas de localização. Dessa forma, 3 números cadastrados no aplicativo recebem um aviso.

Mulheres e tecnologia

Existem ainda mais mulheres conquistando seu espaço no meio da tecnologia. Nós, que celebramos o protagonismo feminino em várias áreas, já contamos algumas histórias onde elas estão no topo do mundo tech.

Compartilhamos o trabalho de Luanna Teofilo, criadora do Painel BAP, o primeiro especializados em consumidores afro. Camila Achutti e seu Mulheres na Computação são destaques quando falamos de mulher e programação no Brasil. Por fim, falamos também sobre o projeto de Luisa Ribeiro, o Recode, uma iniciativa de empoderamento digital para jovens de baixa renda.

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