O blog da Maria Filó

Sob nova direção

A liberdade é o combustível que move a Rosana, nossa diretora de operações desde fevereiro. Apaixonada por trilhas de moto, ela coloca freio no medo e se revitaliza sobre 2 rodas, acelerando emoções e sentindo a adrenalina vibrar. Onde mais ela deposita sua energia? Na pintura, em quadros que expressam toda a sua vitalidade. Não à toa, elege cores vivas na sua arte, potentes como ela.

Dona de si e da própria caminhada, nossa diretora traçou seu percurso colocando os estudos em 1º lugar. Com sede por livros, a Rosana sabe que o conhecimento liberta e ajuda a conquistar a autonomia que ela tanto valoriza. “Cresci numa época em que não existia o Google, então criei o hábito da pesquisa nos livros. Sabe aquela pessoa que ganhava todos os jogos de perguntas? Era eu (risos)”, conta.

Que ela continue sempre curiosa, independente e sensível, desbravando novas rotas e traços repletos de cor e vida. Obrigada, Rosana, por superar barreiras e mostrar para o mundo que nós, mulheres, podemos ser e fazer o que quisermos!

Confira a entrevista:

Conta um pouco sobre sua trajetória até chegar à Maria Filó.
Sou formada em Comunicação Visual, tenho MBA em Marketing e em Marketing Executivo. Amo estudar. Sou uma compulsiva voraz por conhecimento e adoro passá-lo adiante. Comecei trabalhando como professora primária voluntária numa escola pública, aos 16 anos. Meus alunos estavam na pré-alfabetização. A gente se virava de forma criativa, transformando embalagens em brinquedos, instalações, pastas… Foi uma fase de muito aprendizado e amadurecimento. Um ano depois, dei aula em um condomínio luxuoso de BH e vivenciei uma experiência oposta.  No 2º ano de faculdade, decidi me juntar a 2 colegas de sala para montar um escritório de programação visual. Todos os trabalhos de moda que entravam eram separados para mim. Eu comecei desenvolvendo estampas e, no 3º ano de faculdade, fui estagiar numa empresa de vestuário feminino. Passei por várias empresas cariocas, alternando entre o setor de desenvolvimento de produtos e o de produção. Após formada, me tornei compradora e, depois, gerente de compras de uma grande empresa. Foi a minha grande escola de varejo. Tive outras experiências como diretora. Já namorava a Maria Filó há bastante tempo e, em fevereiro deste ano, vim trabalhar aqui.

Sorte a nossa! Como é seu dia a dia na Maria Filó?
Meu dia a dia é bastante intenso, não existe um dia igual ao outro. É claro que existem as reuniões de trabalho e as atividades diárias, mas, nos setores em que trabalho, a gente mata um leão por dia. Tem que manter o bom humor para essa gincana diária.

O que é mais bacana entre as suas atividades?
O contato com as pessoas. Eu gosto de me movimentar entre os setores com os quais eu trabalho e outros que temos interface. Gosto de ir até a equipe, falar com as pessoas, estar próxima, ver o que estão fazendo, trocar ideias para melhorar. Acho importante não substituir esse contato pessoal por e-mails. Uma parte da minha realização vem de ver o time crescer, se fortalecer, construir junto. É muito gratificante saber que sou responsável pelo desenvolvimento das pessoas e que isso é uma via de mão dupla, aprendo muito também.

Como e quando você começou a pintar?
Eu sempre gostei de desenhar. Sou daquelas pessoas que falam ao telefone desenhando ou rabiscando algo. Tenho vários cadernos antigos, da época de adolescência, com poemas e desenhos (risos). Eu adoro material de pintura, tenho verdadeiro fascínio por tintas, caixas de lápis de cor, canetas hidrográficas, papéis coloridos… Comecei a pintar na época da faculdade. Testei várias técnicas, fiz alguns cursos, mas a que uso com mais frequência é a pintura acrílica sobre tela.

Fala um pouco sobre suas pinturas. No que você se inspira? Como é seu processo criativo?
Gosto de colagens, de intervenções, de pintura e grafite. Quando observo os meus quadros, consigo ver as minhas fases, como os críticos de arte fazem com os pintores famosos (risos). Dá para ver a tendência da expressão, o sentimento que estava presente e, claro, a evolução. Pintar é uma terapia! Não consigo pintar quando não estou bem, porque não gosto do resultado. Prefiro cores vivas, então é como se não combinassem com a minha forma de expressão artística. Me inspiro em quadros que vejo, fotografias, músicas. Muitas vezes começo a pintar e pronto, sai um quadro abstrato. Consigo ver arte em quase tudo. Sou daquelas que desmonta coisas e remonta diferente. Que customiza fotos, que faz interferências em paredes e móveis. Agora estou numa fase mais tranquila e ando com pouquíssimo tempo para dar asas à minha imaginação.

O que o ato de pintar representa para você?
Pintar, antes de mais nada, é uma grande diversão para mim. Eu me divirto pintando, canto e danço. Por algum tempo, eu fiz aula de pintura para melhorar a técnica. Sou dedicada e me provoco o tempo todo a dar o melhor de mim. Já fui muito perfeccionista e, nessa fase, eu era minha pior crítica de arte. Com o tempo, a gente entende que não é para levar tão a sério, que pode ser mais divertido. Resolvi dar férias vitalícias para essa parte chata que habitava em mim e fiquei mais leve e feliz.

E as trilhas de moto, conta mais sobre esse seu hobby.
Quando tirei a carteira, era muito difícil conseguir que meu pai emprestasse o carro. Isso me incomodava muito porque sempre gostei de ter liberdade. Então pedi para um amigo da faculdade me ensinar a andar de moto. 3 meses depois comprei a minha primeira moto, uma DT-180, branca, que apelidei de Gertrudes. Depois tive uma XLX-250. Eu convivia com algumas pessoas que faziam trilha, aí comecei a praticar e gostar. Naquela época, eu era a única mulher fazendo trilha num universo genuinamente masculino. Uma única vez participei de um Enduro em BH. Foi uma sensação maravilhosa e única.

Durante quanto tempo você fez as trilhas? Parou por causa dos filhos?
Fiz trilhas durante 2 anos e meio, durante o tempo em que morei em BH. Não era uma atividade regular, fazia quando tinha vontade. Me divertia andando no asfalto também. Quando vim para o Rio, parei de andar de moto por causa do trânsito. Achei uma verdadeira loucura, perdi o prazer de andar de moto. Um tempo depois, quando estava acostumada com o ritmo da cidade, pensei em voltar, mas casei e, com o nascimento da minha primeira filha, aposentei este plano. Em 2014, comprei uma scooter.

Qual é a sensação de fazer uma trilha de moto?
É de pura adrenalina, de superação, de coragem. É de sentir uma liberdade sem limites. É um momento de conexão com o ambiente, com a natureza. Como se a moto fosse uma extensão do próprio corpo. É viver uma ciranda de emoções que se alternam em intensidade. No fim de uma trilha, a gente se sente exausto, suado, imundo, com barro por todos os lados, mas com a alma plena e feliz. Dependendo do dia, você escolhe a adrenalina ou a tranquilidade. Dá para fazer trilhas mais leves, curtir mais o passeio, com aquela sensação de câmera lenta, como se estivesse num filme, com o vento batendo no rosto e a estrada passando rente aos pés. Para ilustrar, imagina uma cena do filme Sob o Sol da Toscana, andando por aquelas vias, com os campos de girassóis ao fundo…

Você se considera destemida? Quais são suas principais características?
Ao pé da letra, eu tenho medo, mas é como se não desse bola para minha voz interna que manda parar. Gosto muito de uma frase que diz “Courage is fear walking”. É simples assim, o medo está lá, tem que botar para andar. Já senti medos paralisantes, mas testei meus limites. Sou persistente, movida a desafios. Gosto de independência, de autonomia, de liberdade. Sou muito curiosa, capaz de virar uma noite lendo algo que me interessa. Sou estudiosa e compulsiva por conhecimento.

Pingue-pongue:

– Uma moto…
As que são off road e a Iron 883 da HD.
– Uma aventura inesquecível… Uma trilha que dava numa cachoeira, em Macacos, BH.  Decidi descer pelas pedras da cachoeira de moto. Até hoje eu não sei como eu consegui fazer o que fiz.
– Um pintor/pintora… Paul Klee, Minjae Lee e Frida Kahlo.
– Uma obra que você gostaria de ter em casa… O quadro Noite Estrelada, de Van Gogh.
– Uma trilha-sonora para pintar… Evanescence e qualquer música dos anos 80.
– Uma trilha sonora para suas aventuras de moto… Into the wild, do Eddie Vedder.

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