O blog da Maria Filó

O mapa da mina

A astrologia entrou na vida de Isabella Heine como um “passaporte para um novo mundo”. Sagitariana com ascendentes em Áries e muitos planetas na casa 9 – a de Sagitário – ela vive em busca de conhecimento. E foi através da leitura do céu que ela encontrou seu lugar para desvendar as pessoas e o universo.

Com Netuno, o regente de Peixes, muito presente no seu mapa, Isabella vive em contato com os sentimentos e a psicologia do mundo. “Eu percebo que me conecto com a alma das pessoas”, explica a astróloga, que mergulhou de vez na profissão há cerca de 4 anos, apesar de estudar os astros há 18.

Hoje, na nossa série de entrevistas com figuras femininas incríveis que se aventuram em diferentes profissões, Isabella conversa conosco sobre a arte de ler mapas e desbravar seres com sua sensibilidade ímpar.

E vamos combinar: esse olhar é de uma riqueza única. Vale ouro!

Conta um pouco sobre sua trajetória até chegar à astrologia.
Eu estudo astrologia desde os 17 anos. Mas antes da astrologia virar minha profissão, eu estudei jornalismo. Trabalhei em uma galeria de arte, em um jornal, abri um e-commerce… Tive dois filhos, a Olivia, de 7, e o Gabriel, de 4 anos. Quando estava grávida do Gabriel, entendi que a astrologia seria minha profissão.

Sempre flertou com os astros? Quando e por que decidiu se tornar astróloga?
Sempre. Mesmo quando não entendia nada sobre signos. Quando tinha 17 anos (hoje eu tenho 35) resolvi fazer meu primeiro mapa astral. Era uma quinta-feira à tarde. A astróloga Claudia Lisboa, que estava fazendo meu mapa, disse que justamente naquele dia estava iniciando um curso. O mais incrível é que ela costumava abrir curso de 5 em 5 anos. Eu voltei lá para aula e nunca mais fiquei longe da astrologia. Mas até virar astróloga demorou um tempo. O estudo da astrologia sempre me ajudou a refletir sobre os mistérios do cosmos e da nossa relação com o todo. Inicialmente a astrologia me ajudou a me conhecer e a entender melhor as outras pessoas. Ela me ensinou a entender as diferenças e, consequentemente, a não julgar. Mas eu a assumi como profissão quando estava grávida do meu segundo filho, o Gabriel. Na época estava fechando um e-commerce que eu tinha. Foi quando fiz um mapa e cobrei pela primeira vez. Essa primeira cliente acabou voltando um ano depois para fazer a revolução solar. Ali ficou claro para mim que eu queria viver disso. Ela e a família são meus clientes até hoje.

Para ser uma boa astróloga, você precisa…
Eu não acredito em nenhuma receita, mas o que eu acho que me ajuda é a sensibilidade de me conectar com as pessoas e ser cuidadosa na forma de me comunicar. As palavras vindas de uma astróloga são poderosas, podem curar ou traumatizar.

Como seu mapa astral te ajudou a se tornar astróloga? Há algo nele que tenha te influenciado a seguir essa carreira?
Eu não acredito na astrologia como determinista. Acho que eu poderia ser muitas coisas, mas realmente a astrologia faz sentido no meu mapa, assim como ser professora. Eu sou muito sagitariana, com muitos planetas na casa 9, que é a casa de Sagitário. Isso significa que meu mapa fala do amor ao conhecimento, aos estudos, a romper as fronteiras do saber. Foi assim que a astrologia entrou na minha vida, como um passaporte para um novo mundo. Netuno também é um planeta forte no meu mapa. Netuno rege Peixes e fala sobre o contato com o universo sensível, com a espiritualidade, com a psicologia do mundo. As pessoas sempre pensavam que eu era psicóloga, mas eu nunca fiz psicologia. Hoje fazendo mapa essa potência fica muito clara. Eu percebo que me conecto com a alma das pessoas.

Tudo está no mapa ou há uma parte mais sensitiva, que você capta sobre a pessoa analisada?
Nosso mapa é um guia para a gente entender melhor nossos processos, nossos ciclos e assim se entender melhor. As informações estão ali, mas o mapa não é sozinho. Existem as influências culturais, familiares, os ensinamentos de pessoas que passam pela nossa vida. E sim, acredito que há uma sensibilidade. Para mim, a conexão com a alma das pessoas e do mundo é algo natural. E acho que isso ajuda na minha forma de ler os mapas das pessoas.

O que é mais emocionante na sua profissão?
Lidar com pessoas e perceber a magia do universo e a nossa conexão com o todo.

Como desvendar outras pessoas e vê-las além do plano concreto modifica você por dentro?
Certamente me modifica, porque tudo modifica a gente o tempo inteiro. Mas vou te dizer que é meio casa de ferreiro espeto de pau, porque me vejo explicando e lidando com questões de várias pessoas que eu mesma tenho dificuldade de lidar. O fato de fazer o que faço não minimiza minhas questões.

Por que o céu influencia tanto na nossa personalidade?
A astrologia é um conhecimento milenar que nasceu da observação do céu e na percepção de que havia um padrão que se repetia quando certos movimentos se davam no cosmos. As leis que regem o universo também regem a gente. Isso é física. Tudo se repete, no micro e no macro. Quando a gente vê a imagem dos rios e seus afluentes percebemos a semelhança com nossas veias. Quando vemos as árvores, percebemos a semelhança com nossos pulmões e por aí vai. Nós somos espelhos do universo e da natureza e vice-versa. Há um céu que a gente observa de fora e um céu que está dentro da gente. Eu amo a frase da minha mestra Claudia Lisboa: “Não é o saturno do céu que nos preocupa e sim o saturno de dentro da gente”.

Você aplica a astrologia em todas as decisões que toma na sua vida?
Claro que a astrologia me guia, mas não baseio todas as minhas decisões no mapa ou no cosmos. Eu conheço meu mapa de cor e sempre sei os trânsitos que estou vivendo. Mas procuro não ficar obcecada. A astrologia me ajuda muito a entender os meus processos. Mais importante do que saber o que vai acontecer, para mim é importante entender os processos. O que vale é isso, o aprendizado. Mas respondendo a pergunta: eu não tomo minhas decisões baseadas nos astros, mas recorro aos astros para entender os momentos que estou passando. E aí vejo o que vou fazer.

Saiba mais sobre as próximas previsões da Isabella para o signo de Sagitário em 2019.

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