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Mulheres na moda

A presença das mulheres no mundo da moda cresce cada vez mais. Elas assumem mais postos de direção criativa e outros cargos de relevância. Antes tais postos eram ocupados principalmente por homens, mas agora o protagonismo feminino assume o topo, aos poucos.

Para falar mais sobre esse tema, convidamos Silvana Holzmeister, jornalista e professora do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Mas não é de hoje que as mulheres são responsáveis por grandes feitos na moda. Suas inovações apareceram lá trás e até agora fazem parte do closet.

É sempre interessante dar luz ao trabalho e as ideias destas pioneiras. Por isso, Silvana selecionou 13 mulheres que revolucionaram a cena fashion e o nosso jeito de se vestir.

Elizabeth Smith Miller

No século XIX, a advogada foi a responsável por uma das mais famosas repaginadas do vestuário feminino. As reformistas da época adotaram as calças bufantes em seu dia a dia. A chamada calça bloomer tinha um shape justo nos tornozelos, com laços ou babados. Ela era usada com túnica de saia ampla e seu comprimento ia até abaixo dos joelhos.

O nome da peça é uma homenagem à feminista Amelia Bloomer. A norte-americana não inventou o estilo, mas aderiu a ele de imediato. Em 1848, criou seu próprio jornal e escreveu sobre a peça com muito entusiasmo. Por isso, se tornou a inspiração oficial para nomear a calça.

Louise Chéruit

A francesa Louise Chéruit é considerada a primeira mulher a comandar uma grife. Seu primeiro trabalho na moda foi em uma maison de Paris. Logo ela se destacou por seu talento e ele foi o responsável por levá-la a um cargo de liderança.

Pouco depois, a marca mudou seu nome para Chéruit. Durante a Primeira Guerra Mundial, em 1906, muitos negócios fecharam, mas Louise manteve seu ateliê aberto. Ela era conhecida por ser à frente de seu tempo e muitos dizem que foi uma das mentoras do estilista Paul Poiret. Por fim, sua marca deixou de existir no ano de 1935.

Jeanne Lanvin

Jeanne Lanvin é uma das grandes empreendedoras fashion da história. Iniciou no mercado com uma loja de chapéus. Mas foi como aprendiz de costureira que suas criações se destacaram. Inicialmente desenvolvia peças para a filha, mas outras mães começaram a encomendar as peças de Jeanne para suas pequenas e para elas mesmas.

O sucesso de Lanvin foi coroado em 1909, ano de criação da grife que leva seu sobrenome e até hoje segue com sua trajetória na moda.

Gabrielle Coco Chanel

Quando falamos em mulheres na moda, o nome de Coco Chanel sempre é um dos primeiros a ser mencionado. Suas criações tiveram grande influência no cenário cultural após a Primeira Guerra Mundial. O estilo da mulher ganhava, então, seus primeiros detalhes de emancipação.

A estética da estilista deixava de lado o glamour dos modelos mais trabalhados, por uma verve mais simples e prática de se vestir. Blazers, calças e o clássico vestido preto eram os highlights da moda de Chanel.

Elsa Schiaparelli

A estilista italiana uniu moda, arte e se tornou conhecida por suas criações surrealistas. Um marco na história dessa união foi a parceria com o artista Salvador Dalí.

Elsa é uma das contemporâneas de Coco Chanel, mas seu mood passava longe das peças easy going da francesa. As criações surpreendentes marcam sua trajetória, como a bolsa em formato de telefone e o chapéu em forma de sapato. Em 1934, Schiaparelli foi a primeira estilista a estampar a capa da revista Time.

Mary Quant

Mary Quant é a estilista a ser citada quando o assunto é minissaia. A britânica criou a peça na década de 1960 e popularizou assim o estilo que traduzia bem a Londres da época.

O contraste de cores vibrantes com formas geométricas e materiais como PVC eram os destaques das criações de Mary. Por seu trabalho, Quant teve grande influência no pensamento feminista do período.

Sonia Rykiel

Sonia foi uma pioneira no mundo fashion. Ela foi a primeira estilista a adicionar mensagens escritas em blusas. Hoje, vemos muitas t-shirts e outras peças com palavras ou frases, mas isso não é novidade, vem do tempo de Rykiel.

Uma das marcas de suas coleções eram as malhas e tricôs, ganhando o título de ‘Rainha do tricô’.

Vivienne Westwood

Estilista reconhecida como a ‘mãe da moda punk’, Vivienne Westwood leva seu ativismo para as passarelas. Afinal, as causas que defende vão de motivos sociais até ações ligadas ao meio ambiente.

Aos 79 anos, Westwood mostra que sua moda está cada vez mais viva e reforça o discurso do momento ageless. Realmente, estilo não tem idade!

Diane Von Furstenberg

O estilo dos anos 1970 e 1980 tem como destaques criações de Diane Von Furstenberg. O power ring, anéis com pedras grandes, e o famoso vestido-envelope, wrap dress, foram as peças que a consagraram.

Seu vestido icônico não recebeu esse status à toa. Em idos de 1976, Diane Von Furstenberg vendia quase 25 mil unidades da peça por semana.

Rei Kawakubo

Criadora da marca Comme des Garçons, a japonesa mostra nas peças que cria um verdadeiro desafio estético. Os padrões da indústria da moda e do corpo também são confrontados diretamente por suas criações.

A formação de Rei em artes plásticas influencia claramente o estilo das roupas que faz. A estreia da estilista nas passarelas foi no início dos anos 1980, em mais um marco do movimento conhecido como japonismo.

Miuccia Prada

A italiana com doutorado em ciências políticas é a diretora criativa da Prada desde 1978. Miuccia traz para a sua moda referências acerca de debates que estão em voga na sociedade.

A estilista, além de comandar a grife criada por seu avô, Mario Prada, é a fundadora da Miu Miu, nascida em 1993.

Stella McCartney

Stella é considerada pioneira quando o assunto é moda sustentável. A filha de Paul McCartney exibe em suas coleções peças repletas de informação estética, com o bônus do uso de materiais sem origem animal.

Couro e pele veganos, seda e algodão orgânicos são, por exemplo, alguns dos itens que ela utiliza nas roupas e acessórios que cria.

Confira mais sobre o conteúdo com a Silvana Holzmeister no nosso IGTV.

As mulheres são verdadeiras revolucionárias nas áreas que atuam. Suas criações e ideias marcam época e devem se manter vivas. Por isso, leia mais sobre as histórias femininas, elas são inspiradoras e encorajadoras.

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