Dando bolo

Doce faz bem

Foto: Getty Images

Fazer bolos e biscoitos pode ser mais que uma mania deliciosa, quem ama a arte de se dedicar ao forno para criar belezas sabe bem que além de aquecer a barriga essa atividade também é para lá de terapêutica.

Sim, doce faz bem à alma. Como se sensação não bastasse, psicológicos afirmam que assar bolos, tortas e biscoitos é uma forma produtiva de autoexpressão e comunicação, além de uma forma de espalhar afeto. Fazer sobremesas para outros pode aumentar a sensação de bem-estar, ajudar na redução do estresse e fazer você sentir que fez algo de bom para o mundo, trazendo um sentimento de empatia.

Além do ato simpático e amoroso, cozinhar também é uma forma poderosa de meditação, diz Julie Ohana, terapeuta de artes culinárias, para o HuffingtonPost.

Doce faz bem

Foto: Getty Images

“Assar pães, bolos ou bolachas requer pensar passo a passo e seguir as etapas específicas do aqui e agora, mas também exige que se pense nas receitas como um todo, no que você vai fazer com elas, em quem vai consumir aquele prato, o momento em que você vai compartilhá-lo com alguém. Por isso, preparar bolos é uma maneira muito boa de desenvolver aquela consciência equilibrada do momento e do contexto mais amplo”, garante.

Que tal dar um bolo? Faz bem para o corpo e para a alma!

Um brinde ao amor

Drink

Fotos: www.thesefourwallsblog.com

E para fechar nosso menu de Dia dos Namorados com chave de ouro, hora do grand finale, o drink. Nada mais refrescante que uma bebida que voltou com tudo para um brinde infalível.

A mistura afinada de gin e água tônica, que é a queridinha da Inglaterra, vem se popularizando pelos trópicos e tem tudo a ver com um clima mais caliente.

Se o casal é adepto de ar refrescante, a dica é acrescentar à dose de gin um raminho de alecrim ou tomilho, além de umas rodelinhas de limão siciliano, complete com a água tônica de sua preferência.

Drink

Foto: craftginclub.co.uk

Para uma noite mais tranquila e romântica, a sugestão é exótica mais deliciosa, combine à dose de gin meio limão espremido, complete com água com gás. Para arrematar, coloque uma florzinha de lavanda que vai liberar um gostinho bem suave, hummm.

Já para apimentar a gin tônica e a noite, sim, pimenta! Corte um chilli ao meio sem dividi-lo, jutne ao copo com a dose de gin, água tônica e meio limão espremido.

Escolha o seu preferido… e aproveite, tim-tim!

Menu do amor

Receita de sobremesa de chocolate | Dia dos Namorados

Receita e imagem: houseandgarden.co.uk

Continuando o esquenta gastronômico do Dia dos Namorados, com mais uma receita para fisgar o amor (ou ser fisgada por um jantar delícia). E depois da sugestão de massa simples e sofisticada, hoje vamos ensinar uma sobremesa que promete.

Há quem diga que não vale se não for de chocolate, mas vale fugir do óbvio e arriscar com uma receita que tem um ingrediente inusitado, o azeite de oliva. Vamos lá, anote o que você precisa:

  • 200g de chocolate amargo, de preferência com 70% de cacau
  • 125ml de azeite de oliva extra-virgem bem saboroso
  • 200g açúcar refinado
  • 2 colheres de sopa de avelã ou amêndoa
  • 5 ovos
  • manteiga
  • flor de sal

E para incrementar, tenha açúcar de confeiteiro e creme de leite fresco.

Pré-aqueça o forno a 160°C e unte uma forma de alumínio ou forre com papel manteiga e separe. Derreta o chocolate em banho maria e depois de totalmente derretido e cremoso, misture com o azeite num fluxo constante. Adicione 2/3 do açúcar e continue mexendo até que se torne uma mistura homogênea. Retire do fogo, acrescente as amêndoas picadas, uma pitada de flor de sal, as 5 gemas de ovo e misture.

Numa batedeira, bata as claras dos ovos e vá aos poucos adicionando o restante do açúcar, até que fiquem com a textura de claras em neve.

Misture cuidadosamente a mistura de chocolate com a clara em neve na forma e asse por aproximadamente 40 minutos no forno pré-aquecido. Não esqueça o truque do palito: fure a massa quando achar que está pronto, se ele sair limpo o bolo está pronto!

Deixe esfriar e depois com muito cuidado retire da forma. Polvilhe com o açúcar de confeiteiro e arremate com um pouco do creme de leite fresco como toque final.

Aliás, para um final feliz, combine o bolo com uma tacinha de vinho do porto, hummm… e hora de namorar!

E que tal dar aquela dica para seu amor acertar no presente? Ou quem sabe já escolher o look desse jantar especial com direito à sobremesa para arrematar? Inspire-se aqui!

Culinária a serviço da biodiversidade

Bel Coelho | Gastronomia sustentável

Fotos: Revista Receber em Casa | Antonio Rodrigues

Às vezes precisamos olhar ao redor para ver além. É com essa receita que Bel Coelho vem mostrando que a culinária pode ser uma arte transformadora. A partir de uma infinita cartela de ingredientes nativos, técnicas culinárias apuradas e muita criatividade, a chef valoriza a cultura local, preserva a biodiversidade e proporciona experiências gastronômicas que percorrem cada canto do país.

À frente do restaurante Clandestino, que abre durante uma semana por mês com um requintado menu degustação atualizado a cada edição, ela subverte o modelo tradicional e desafia-se a criar pratos temáticos interessantes. Com uma proposta mais acessível, também abre mensalmente o Canto da Bel, que aproxima o público em geral da sua inovadora comida-arte.

Apresentadora do programa “Receitas de viagem” e mãe de dois pequenos, Bel abre portas regionais, derruba muros, aproxima culturas locais e renova paladares. Aqui, ela conta mais sobre sua paixão.

Fotos: Rubens Kato | Lucas Terribili

Como e quando surgiu seu interesse pela culinária?
Foi na infância, aos 7, 8 anos, em casa. Eu tinha uma relação bem estreita com a cozinheira lá de casa. Ficava bastante tempo na cozinha. Eu também era bem próxima da madrasta do meu pai, que era portuguesa e cozinhava bastante em casa. Mas nessa época eu ainda não pensava que isso poderia se tornar uma profissão.

Conta um pouco da sua trajetória para a gente. Como foi o processo de se tornar chef?
Com 16 anos, eu assinava a Gula, que era a revista de culinária da época. Foi nela que eu vi uma entrevista de um cozinheiro de São José dos Campos que fez uma faculdade fora e estava no Brasil trabalhando como cozinheiro profissional. Eu nunca havia vislumbrado me tornar chef. Não ligava meu hobby a uma possível profissão. Foi aí que me deu um clique e eu falei que queria fazer isso.

Que bacana. Tomara que essa entrevista inspire futuros chefs.
Tomara (risos).

A proposta do Clandestino é bastante diferente e única. Por que você decidiu proporcionar aos clientes uma experiência mais lenta e palatável?
O Clandestino funciona uma semana por mês, de segunda a sábado. Antes dele, eu fazia jantares na minha casa, para amigos, com o que tinha de mais interessante e novo na culinária. As pessoas vinham e só pagavam o valor de custo. Era um momento de criação, de teste, mais pessoal, de confraternização. Eu transferi um pouco desse conceito para o Dui (antigo restaurante de Bel). Depois que ele fechou, levei para a cozinha que tenho agora. É um menu degustação que eu não informo antes, as pessoas fazem a reserva e pagam com antecedência. Não tem cardápio, é um menu que dura 2h30. São em torno de 15 pratos.

Como tem sido a aceitação dos clientes diante dessa proposta?
Tem sido maravilhoso. O restaurante está sempre cheio, é gratificante. Nunca imaginava que um menu degustação fosse sempre estar cheio. Tanto é que no início eu abria uma vez por semana só. É uma experiência diferente de um restaurante normal. É um lugar pequeno, parece minha casa. São meus móveis, meus livros. A ideia é a pessoa se sentir em casa, com uma proposta moderna, com o que eu tenho de mais novo criado com minhas pesquisas atuais.

Impossível citar Bel Coelho sem falar de amor pela comida brasileira. É uma paixão antiga? Como e quando ela nasceu e aflorou?
É uma paixão antiga, mas minha comida foi ficando cada vez mais brasileira. Nossa formação como cozinheiros é muito francesa. Pelos locais onde eu passei, essas técnicas ainda prevalecem. Mas trabalhei com alguns chefs que valorizaram a comida brasileira, como o Laurent Suaudeau e o Alex Atala. Eu ainda não tinha feito uma viagem pelo Brasil inteiro como eu gostaria, para conhecer os ingredientes, para entender as técnicas indígenas. Há 15 anos eu trabalho com produtos brasileiros, mas criei um estilo mais brasileiro depois da minha viagem para Berlim, em 2005, experiência fundamental para a minha carreira. Viajei com o Paulo Martins, um chef que me mostrou todos os produtos da Amazônia. O outro “turning point”. Foi em 2012 quando viajei pelo Brasil inteiro para gravar o programa. Abriu-se um leque de possibilidades e inspirações.

Foto: Antonio Rodrigues

Foto: Antonio Rodrigues

Como é o processo de criar novos pratos temáticos?
Um prato temático pode ser inspirado num regional. Normalmente parto dos ingredientes. Uma moqueca, por exemplo, leva leite de coco, gengibre, tomate, pimentão. Então eu aplico técnicas diferentes das originais. Mas na verdade já criei muitos menus temáticos sem prévia intenção de fazê-los. É o caso do menu do Candomblé, dos Orixás e dos Biomas Brasileiros. Agora vou ter um inspirado na herança portuguesa. Eles vão contando um pouco das minhas pesquisas. O dos Orixás eu criei conversando com minha irmã, que é do Candomblé. Ela me contou que cada orixá comia uma coisa diferente. Achei muito interessante, é uma religião muito importante na nossa cultura. Não só na culinária, mas na dança, na música, em tudo. A gente se veste de branco no Réveillon e jogamos flores no mar por causa dela. A farofa, o acarajé, o caruru vieram por causa do Candomblé. Tem os preconceitos que a elite acabou imprimindo desde os primórdios, quando os escravos vieram para cá. Quero mostrar essa importância dessa cultura. O menu dos Biomas é relacionado à biodiversidade, cada prato se inspira em um bioma brasileiro. Faço uma homenagem à Mata Atlântica, outra ao Sertão, ao Cerrado, à Amazônia, aos Pampas, e ao Pantanal. Em cada prato desse uso pelo menos dois ingredientes nativos daquele bioma. São coisas que pessoas nunca comeram. Jatobá, tarumã, frutas que nunca comeram. A ideia é trazer luz a isso, fazer as pessoas se interessarem e entenderem o Brasil como um todo

Você incorpora novos sabores e experiências à sua comida. Para você, o que significa trazer à culinária alimentos pouco conhecidos para algumas pessoas?
É interessante do ponto de vista do paladar, da criação de novos pratos. Mas acima de tudo eu quero que as pessoas consumam mais produtos nativos. Por uma questão socioambiental de manutenção das matas. Culturalmente é importante e para a biodiversidade é fundamental. A gente foi transformando nossas terras em monocultura, com poucos ingredientes, alimentos que muitas vezes não são nem nativos. Isso em demasia, como é o caso, acaba deixando a mata cada vez mais pobre. É muito interessante que a gente volte a consumir frutas como grumixama e pitanga, sementes, plantas comestíveis como taioba e ora-pro-nóbis. Algumas estão entrando em extinção porque as pessoas não as consomem mais. Em algum momento vamos precisar delas de volta para reconstituir as matas. Tem um motivo mais importante que fazer um menu.

Cozinha Bel Coelho

Foto: Lucas Terribili

Conta um pouco sobre a proposta mais acessível do Canto da Bel.
A ideia era acessar mais gente. Faço uma entrada, um prato principal e uma sobremesa. O preço gira em torno de R$ 15 a R$ 30. É aberto para a rua. Às vezes busco inspiração no menu do Clandestino, já reinterpretei o dos Orixás e o dos Biomas, mas a ideia é que pessoa se alimente com 2 ou 3 pratos no máximo.

Fazer comida é um ato transformador. De que forma um chef pode contribuir para um mundo melhor?
Eu acho que é fazendo as pessoas consumirem pratos que elas não estão acostumadas e que são importantes para a biodiversidade, ela é fundamental para a manutenção das matas.

Quais são seus pratos preferidos?
Atualmente é um prato do menu atual, um arroz de lagostins com manduirana e farofa de baru. Tem uma sobremesa que eu gosto bastante com as frutas da estação: caqui, abacate, maracujá, cambuci e castanha-do-pará.

Bel Coelho e filhos

Foto: Henrique Peron

Quais são seus 5 ingredientes indispensáveis na hora de cozinhar?
Que difícil! Cebola, azeite, alho, gengibre e limão.

Para terminar, queremos saber mais sobre você. O que gosta de fazer nas horas vagas?
Não tenho hora vaga ultimamente (risos), mas gosto muito de ler, de cinema, música, viajar, praia, exercício físico. Adorava fazer ioga. Agora todo meu tempo livre é com meus filhos.

Como tem sido conciliar os seus projetos culinários com a criação dos seus 2 pequenos?
É caótico, mas tem sido muito prazeroso. O Francisco já tem 3 anos, tenho o iniciado nesse mundo da alimentação. Incluo na cozinha e em programas como ir à feira e à peixaria. Um dia de cada vez. Trabalho bastante no resto do mês quando o Clandestino não está aberto. Faço eventos corporativos, privados, na casa de clientes. Também estou tocando outros projetos, como livro e audiovisual. A ideia era ter mais tempo com meus filhos, mas é uma vida caótica.

 

Para aquecer

Café

Imagem: www.honestlyyum.com

Quentinho, revigorante e cheio de energia. Hummm… Só de falar, já é possível sentir o perfume do café para deixar qualquer manhã mais gostosa, não é mesmo? Desde o século IX (sabia que ele começou a ser plantado na Etiópia?), todos os dias são dele, mas hoje a bebida merece um carinho especial. Muita gente não sabe, mas 24 de maio é Dia Nacional do Café. Por isso, nada melhor que fazer uma surpresa para celebrar.

Bateu curiosidade? Já adiantamos aqui: em breve teremos um promo que vai aquecer seu Dia dos Namorados. Em parceria com a Moccato, estamos criando lindas canecas para você curtir seu café a dois. Afinal, a bebida tem tudo a ver com afeto. Por isso, o clube de assinatura mantém uma relação próxima com os produtores e torram os grãos logo antes de enviar para você, garantindo um produto fresco e delicioso.

Enquanto as canecas não chegam, adiantamos aqui receitas com doses de inspiração e de ingredientes inusitados para você surpreender seu amor.

Espresso Moccato

Espresso Moccato

Imagem: www.roseandivyjournal.com

Cáspula de café especial extraída na máquina Nespresso com 40ml de água.

Espresso Tonic

Espresso Tonic

Imagem: www.tastingtable.com


Espresso Moccato + 2 pedras de gelo + 150ml de água tônica + 1 ramo de alecrim

Espresso Gin Tonic

Espresso Gin Tonic

Imagem: www.barniescoffee.com


Espresso Moccato + 2 pedras de gelo + 150ml de água tônica + 1 ramo de alecrim + 1 dose de gin