Do fundo do mar

Do fundo do mar

Foto: BBC

 Como já contamos para vocês aqui, a dieta mediterrânea faz da Itália um dos países mais saudáveis do mundo quando o assunto é gastronomia e nutrição. E o peixe é um dos principais responsáveis por isso. Sua carne é uma excelente fonte de proteínas, ômega 3, vitamina D, cálcio, ferro, iodo, fósforo, potássio, vitamina B12, entre outros nutrientes importantes para a saúde do coração, tireoide, ossos, cérebro, músculos e células sanguíneas por exemplo.

Do fundo do mar

Foto: Health.com

Os peixes, além de nutritivos, são leves, saudáveis e no geral magros. O pescado de carne branca contém baixo teor de gordura e são de fácil digestão, por isto indico seu consumo regular, de preferência de 3 a 4 vezes por semana.  Já os peixes coloridos como atum, salmão e bacalhau são ricos em ácido graxo ômega 3, que é um tipo de gordura essencial com ação anti-inflamatória e extremamente saudável para o coração mas que agrega em calorias e pode pesar na digestão de pessoas com o estômago sensível.

Do fundo do mar

Foto: Health.com

 Os frutos do mar (camarão, ostra, lagosta, siri, mexilhão, lula e polvo) também são magros e excelentes fontes de proteínas, ômega 3, minerais (fósforo, potássio, zinco, iodo, selênio) e vitaminas, principalmente as do complexo B, C e D. Porém entre 3 e 5% da população brasileira apresenta algum tipo de alergia aos frutos do mar e, nesses casos, seu consumo deve ser evitado. Para os não alérgicos, o cuidado se limita à questão do colesterol, já que esse grupo possui um elevado teor. Outro aspecto negativo é a presença de purina, principalmente no camarão, que pode levar a um aumento do ácido úrico (metabólito tóxico) no organismo. Ou seja, o consumo dos frutos do mar, dentro de uma dieta equilibrada, sem excessos na quantidade e na frequência, não trará riscos para a saúde. Eu recomendo limitar o consumo de camarão, lagosta, siri, ostra e mexilhão para 2 vezes ao mês. Já a lula e o polvo podem ser consumidos até 2 vezes por semana.

Do fundo do mar

Foto: Simply Recipes | Cafe Delites

A  preparação dos peixes e frutos do mar é fundamental para garantir seus benefícios. Por exemplo, se o peixe for à milanesa, vai ficar menos saudável porque o peixe frito contém gorduras prejudiciais ao organismo. Deve-se dar preferência portanto, às versões grelhadas, assadas, ensopadas, cozidas ou vinagrete.

Do fundo do mar

Foto: SBS

Um alerta importante  é sobre  a contaminação dos nossos mares por metais pesados, principalmente o mercúrio, que é prejudicial para a nossa saúde por sobrecarregar o fígado e atrapalhar o funcionamento equilibrado do organismo. Os peixes predadores (como os tubarões) comem outros organismos e absorvem os elementos contaminados que estavam em seu alimento. Por isto, peixes grandes costumam ter mais mercúrio, porque já se alimentaram de muitos peixes pequenos que, por sua vez, absorveram o mercúrio que estava no plâncton.  Ou seja, os peixes que têm maior concentração de mercúrio são os que estão no final da cadeia alimentar, portanto, é importante evitar peixes como panga, cação, anchova, tubarão, cavala, garoupa, tainha, tucunaré, robalo, peixe espada e camarão. Dar preferência aos peixes menores e de águas frias e profundas como sardinha, arenque, truta, linguado, pintado, pescada, tilápia, abadejo e salmão.

Do fundo do mar

Foto: Bon Appetit

Apesar de a contaminação dos mares ser uma realidade, ainda é mais seguro consumir os peixes selvagens, ou seja, criados em seu habitat natural do que os criados em cativeiros como salmão e tilápia vendidos no Brasil. Isto porque os criadores de peixes costumam abarrotar os tanques com peixes em condições de higiene duvidosas, e os alimentam com farinhas, corantes, gorduras  e antibióticos para crescerem rápido e gerar mais lucro. Esses peixes podem causar problemas de visão e alergias como também câncer e toxicidade segundo estudos recentes.

Resumindo: sabendo escolher, peixe é tudo de bom para a saúde!

Dando o bolo

Dando bolo

Foto: Adventures in cooking

Branco, com mil camadas e bonequinhos representando os noivos no topo, recheado de chocolate ou baba de moça, frutas ou doce de leite. Seja como for, o bolo de noiva tradicional tem que ser lindo além de uma delícia.

Fotos: Petite Sweets | Misty Mornings | Stone Fox Bride

Mas a verdade é que, na onda de casamentos cada vez menos formais e grandiosos, o clássico bolo de noiva se viu ameaçado pelo Naked Cake e suas vertentes cada vez mais coloridas com inspiração mais boho e clima mais leve. 

E se a sua onda é uma festa mais simples com clima mais descontraído e alegre, mas sem abrir mão do charme, que tal também inovar na hora de partir o bolo? Nossa inspiração é uma sobremesa que enche os olhos, tem nome bonito e uma história curiosa por trás.

Dando bolo

Fotos: Food to love | Cooks with cocktails

 O bolo Pavlova tem nome russo, mas duvidamos que você adivinhe que ele nasceu foi na Oceania. Austrália e Nova Zelândia até hoje “disputam” a autoria do belíssimo doce, inspirado na bailarina Anna Pavlova, que levou seu incrível ballet pra passear do lado de lá em 1926.

A ideia de um bolo que remeta à leveza da saia de Tutu encantou o mundo, não só pela beleza, mas também pelo sabor. Nas versões contemporâneas, o Pavlova contrasta o branco das claras em neve com o colorido de frutas, de preferência as vermelhas, mas vale investir em mil versões.

Dando bolo

Fotos: El Ciervo

Ao invés de um grande bolo, vale rechear a mesa de doces com Pavlovas de tamanhos variados, ou servir em versão mini, que também é uma graça. Uma ideia surpreendente e deliciosa pra inovar no grande dia. Apostamos que ninguém vai dar bolo!

Mão na massa

Gastronomia italiana

Foto: Eataly

Pegando um gancho no post anterior sobre dieta italiana, vamos explorar um dos pratos mais típicos da Itália: as massas! Quais podem, quantas vezes na semana, com que molhos, existem opções menos calóricas? Quais as mais indicadas? Integral, sem glúten, tradicional, com ovos, sem ovos? São tantas opções que as pessoas tendem a generalizar: “massa engorda e ponto final”, mas não é bem assim. Reparem, os italianos costumam ser esbeltos e saudáveis. Então como incluir as massas em nossas vidas sem comprometer a saúde e a estética?

Gastronomia italiana

Foto: Italian Feelings

Primeiro precisamos identificar se você possui algum tipo de intolerância às proteínas do trigo e como dito anteriormente mais de 80% da população possui algum nível de sensibilidade ao glúten e se sentem muito melhores quando cortam o trigo de suas vidas. Se você faz parte desse grupo vai se animar em saber que existem diversas opções gostosas para o trigo como as massas feitas de arroz, milho, quinoa, grão de bico, trigo sarraceno (apesar de conter trigo no nome é livre de glúten) e até massas feitas de feijão. São muitas marcas oferecendo as mais variadas opções e a grande maioria muito agradável ao paladar. As massas de milho e arroz por exemplo, podem ser facilmente confundidas com as massas tradicionais por sua textura e sabor.

Gastronomia Italiana

Foto: Italian Feelings

Outro alimento conhecido pelo seu poder alergênico é o ovo. Apesar de saudável, pessoas alérgicas devem evitar massas que contenham ovos. Já a versão integral geralmente contém glúten e apesar de ser rica em fibras (o que aumenta a saciedade e o funcionamento intestinal), só é indicada para aqueles 20% restantes da população (que não apresentam intolerância ao trigo).

No geral, diabéticos devem evitar seu consumo, afinal quase todas as massas contêm muito carboidrato, nutriente de difícil metabolização pelos diabéticos. Nesse caso sugiro as versões feitas com palmito, cenoura e abobrinha. Basta cortar os vegetais em formato de macarrão, para agradar o visual e adicionar uma das opções de molho sugeridas a seguir.

Gastronomia italiana

Foto: Italian Feelings

Por mais que a praticidade seja sedutora, os molhos industrializados (light ou não) devem ser evitados. Os melhores molhos sempre serão aqueles feitos com ingredientes naturais, como verduras, carnes magras, ervas, especiarias e azeite de oliva. Não é novidade que o molho de tomate é a opção mais magra e saudável pois além de nutritivo é extremamente magro. Boas variações são:

1) Molho ao sugo (com tomate, alho, cebola, azeite e manjericão);

2) Bolonhesa (molho de tomate caseiro acrescido de carne moída e vinho tinto seco – para uma versão mais magra basta fazer sem vinho);

3) Alho e azeite (no lugar do óleo);

4) Frutos do mar (feito com tomate, alho, lula, camarão, mexilhão e vôngoli. É uma opção magra e nutritiva – pessoas com alergia a frutos do mar devem evitar, claro);

5) Pesto (feito com manjericão, alho, azeite e pinoli, que pode ser substituído por amêndoas, castanhas ou nozes – para diminuir calorias, colocar menos quantidade da oleaginosa escolhida);

6) A siciliana (feito com tomate, berinjela, alho, manjericão e ricota. É saudável e magro);

7) Funghi (feito com cogumelos secos e molho branco. É um molho calórico e deve ser evitado);

8) Os típicos molhos Branco e Quatro Queijos também devem ser evitados pois além de muito calóricos são menos saudáveis – para deixá-los mais magros podemos utilizar leite desnatado e ricota na hora de cozinhar o molho e, no final, ralar pouco parmesão para um sabor final, mas sem exageros, claro).

O último cuidado que recomendo para quem aprecia uma boa massa é consumi-la entre 1 e 2 vezes por semana. Desta forma o prazer à mesa estará alinhado à saúde e sem comprometer a estética. Buon appetito!

 

 

 

Quem tem boca….

Gastronomia Italiana

Imagem: VinePair

Vai à Itália! Além das praias, da história, da cultura e da beleza, nenhum outro país no mundo romantiza e conecta uma experiência prazerosa um bom vinho e uma deliciosa refeição. Dizem por aí que não existe comida ruim na Itália e é impossível discordar, em qualquer esquina uma maravilha culinária é capaz de enlouquecer qualquer um.

A massa fresca, os peixes, o risoto, o sorvete, a pizza… Não dá para descrever a infinidade de delícias e possibilidades de todos os cantos da Itália. Mas é possível facilitar um pouco o jogo para os amantes de uma boa mesa.

Gastronomia Italiana

Foto: VinePair

Como o que fez o site Vinepair, dando uma mãozinha e criando um mapa gastronômico da Itália, região por região, mostrando o vinho característico e o prato mais típico de cada lugar. Claro que se come maravilhosamente bem em todos os lugares, mas é legal ver como os sabores se alteram em cada parte do país.

Só de olhar já ficamos com água na boca. E você? Vamos então passar o fim de semana de pés para cima imaginando e sonhando com a nossa próxima viagem!

 

Um mergulho na culinária italiana

Culinária mediterrânea

Fotos: http://bit.ly/Pinterest_Itália

Os italianos têm como cultura valorizar o prazer à mesa e apreciar o momento. O clima familiar está sempre presente nesta culinária que apresentou ao mundo pratos especiais que sobrevivem e evoluem através do tempo como massas, pizzas, risotos, bruschettas, carpaccios, polenta, calzones, pão ciabatta, panettone, cappuccino, sorvetes, etc.

Fotos: pratos-e-travessas.blogspot.pt | damndelicious.net

No geral, as refeições são práticas porque utilizam ingredientes encontrados facilmente. Ao mesmo tempo, existe uma sofisticação devido ao padrão seguido para servir. No cardápio, os primeiros pratos que fazem parte da mesa são chamados de antipasti, que significa “antes da comida”. São compostos por sopas, saladas, alimentos leves. Após a entrada, os pratos principais podem ser massas, arroz ou polenta acompanhados de alguma carne. Por fim, frutas e/ou sobremesas típicas (nosso pudim de leite lá é chamado de crème caramel, já uma espécie de manjar tem o nome de panna cota, os clássicos sorvetes gelatos, o delicioso tiramissu, etc).

Culinária mediterrânea

Foto: Liz @ Floating Kitchen

Tendo uma grande tradição culinária, a realidade gastronômica na Itália varia muito entre cada região. Próximo a costa por exemplo, a alimentação mediterrânea predomina com temperos e ervas aromáticas, vegetais, peixes e frutos do mar. Já no sul os pratos têm temperos fortes, com carnes de caça, legumes, queijos variados e polenta. Na região central imperam as massas frescas com recheios e tomates, enquanto mais ao norte do país a culinária é mais requintada, à base de trufas, queijos tipo parmesão, presunto, linguiças, salames,  molhos, etc. Importante ressaltar que nenhuma refeição italiana dispensa os pães.

Fotos: Receitas sem Fronteiras | kibe-cozinhandocomamigos.blogspot.com.br

Praticamente em todo o país a sopa está presente no cardápio: das mais leves como os caldos até as mais densas e cremosas as variações são infinitas. Existe também uma grande variedade de massas (fettuccine, ravióli, fusilli, capelletti, spaguetti, lasanha, talharim, canelone, nhoque), recheadas ou não, com ou sem molhos, queijos e temperos. Por falar em queijo, come-se muito queijo na Itália, geralmente antes ou depois das refeições, acompanhados ou não de um bom vinho.

Culinária italiana

Foto: http://bit.ly/Pinterest_Pão

Cerca de 1% da população mundial é portadora da doença celíaca, uma doença autoimune que causa a total incapacidade do intestino digerir o glúten. Recentemente, os médicos reconheceram que mais de 80% da população possui algum nível de sensibilidade ao glúten e se sentem muito melhores quando cortam o trigo de suas dietas.

O glúten é uma fração proteica presente no trigo e os sintomas mais comuns da intolerância são inchaço, distensão abdominal, dor de cabeça, gases, desarranjo intestinal, refluxo, azia, dores articulares, hipotireoidismo, dermatites, confusão mental, hiperatividade em crianças, piora dos quadros de autismo e demais doenças neurológicas.

http://bit.ly/MF_Pão_Itália | The Daily Meal

Você pode imaginar a dificuldade que seria uma pessoa com tamanha sensibilidade ao glúten pensar em visitar a Itália, né? Pois bem, parece que a grande quantidade de trigo na culinária italiana tornou as pessoas mais conscientes do seu impacto na saúde e, por incrível que pareça, a Itália é um dos melhores destinos para quem busca evitar o trigo na Europa. A doença celíaca foi reconhecida lá como uma doença grave bem antes dos EUA e outros países europeus.

De uma forma geral, o italiano é saudável e magro, apesar da boa mesa. O segredo para comer pratos calóricos e se manter saudável parece ser o velho e conhecido equilíbrio. Comer e beber de tudo um pouco, praticar exercícios físicos regulares, controlar o estresse e priorizar os momentos em família. Uma bela inspiração, não é mesmo?