O blog da Maria Filó

Elemento fogo: intensidade e determinação

Quer hipnotizar um bebê? Pergunte-me como!

Esquece a bola de pilates, o móbile de figuras geométricas, ou a playlist com 27 tipos diferentes de barulhos de chuva: a maneira mais rápida e eficiente de fazer um neném parar de chorar é riscar um fósforo. Afinal, não preciso dizer que esse fósforo necessariamente deve estar a metros de distância da criança, né? Bom, por desencargo, reforço: a ideia obviamente não é apavorar um pequeno ser humano que já está frustrado.

Mas criar uma distração tão imediatamente hipnótica que permita que ele volte ao estado seu natural de tranquilidade ou alegria de viver).
O fogo tem essa mágica: parece um efeito especial a olho vivo, ao alcance dos dedos. Um fenômeno deslumbrante em qualquer escala – seja na ponta de um isqueiro, seja num incêndio visto de longe.

Tem signo que é fogo

 

Para a astrologia, o fogo simboliza ação, motivação e criatividade. Rege os signos de Áries, Leão e Sagitário – uma turminha de reputação forte. Mas até quem não tem muita milhagem zodiacal, sabe que esses são signos que adoram causar. Ou, para explorarmos o campo semântico do elemento fogo, uma galera “calorosa e de pavio curto”.

Dentro e fora da astrologia, o fogo carrega um monte de significados: representa expansão, luz, coragem e vontade de conquistar. E, junto com a água, é para diferentes culturas, símbolo de purificação da alma e renovação de ciclos.

Bruxas, góticas e todas as good vibes: uni-vos

 

 

Se você curte uma vibe meio mistério, meio bruxa, ou, quem sabe, se foi uma adolescente potencialmente gótica, provavelmente escreveu cartinhas com as bordas da folha de papel queimadas. Levanta a mão quem passou perrengue tentando controlar um caderno em chamas no fogão de casa.

E se você já é mais iniciada no tema, sabe que as pequenas rotinas astralizantes envolvendo fogo são muitas: defumar a casa com um incenso, chamar proteção acendendo uma vela, ou queimar os hábitos que você quer abandonar numa pequena fogueira. Até porque, mesmo sem evidências científicas, é no mínimo prazeroso poder se engajar em atividades que envolvem fogo e fumaça. Pergunte a um cristão, hindu, wiccano ou xamânico. No terreno do sagrado, o botafogo é líder absoluto.

Entre a pira e o quentão

 

 

Mas digamos que você é uma pessoa super cética, e que leva uma vida prática e sem rituais. Faça um teste rápido: nos seus aniversários (pré-Covid, é claro), tinha bolo com vela? E no seu Ano Novo, teve queima de fogos? Olha aí a mística presente. Então, independente da sua fé (ou falta dela), de tempo histórico e localização geográfica, o fogo é provavelmente o artifício natural mais usado pela humanidade para eternizar seus momentos mais solenes. Seja na pira que determina a abertura da Olimpíadas, seja na fogueira da festa junina do seu bairro.

A gente fala muito da invenção da roda e de tudo o que pôde ser criado depois dela, mas imagina o que foi, milhares de anos antes, conseguir produzir e dominar o fogo – um só elemento que, além de disponível e potencialmente abundante, produzia calor, luz e proteção e ainda ajudava na caça e no preparo das comidas.

Não sei de vocês, mas, pra mim, a cena mais bonita do filme O Náufrago é quando o Tom Hanks finalmente consegue, depois de muita
angústia, silêncio e dedos machucados produzir sua própria fogueira e bater no peito gritando “eu sou um homem que faz fogo”. Sério, me abraça.

This girl is on fire

 

 

Bom, e aproveitando que eu concluí o parágrafo anterior numa pegada mais corporal e íntima, como não lembrar (e amar) do fogo como sinônimo de paixão? Afinal, dizer que alguém é “fogoso” é talvez a descrição mais leve possível dentro da família de associações. É prudente que eu pare por aí para não precisar subir a classificação etária desse texto.

Então, de qualquer maneira, fica aqui meu serviço público aos casais cuja chama do amor esteja meio trêmula. Por isso, não precisa fazer a clássica cena romântica de um encontro aos pés de uma lareira. Muito menos produzir um fondue em meio às nossas temperaturas tropicais.

Por fim, tenha fé no calor humano que pode ser produzido por uma boa playlist de temática pirotécnica – a lista é grande e eclética. Vai de Light my Fire, dos The Doors, até o Fogo e Paixão de Wando (passando pelo Meteoro da Paixão do Luan Santana, que traz logo fogo e corpos celestes numa só tacada). Se joga. O fogo no parquinho é livre.

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