O blog da Maria Filó

Clássica em nova versão

Maria Prata
Foto: instagram @mariaprata

Foi o jornalismo que escolheu Maria Prata, há 20 anos. Após eleger a moda como objeto de estudo da sua carreira, ela recebeu o convite para trabalhar em uma revista e agarrou a oportunidade de fundir essas duas especialidades em um só caminho. Dona de um estilo clássico e chique, ela desde então trilhou seus passos profissionais como jornalista de moda, flertando com diversos veículos, de impressos até produções audiovisuais.

E como Maria sabe bem que a reinvenção anda de mãos dadas com a comunicação, atualmente ela migrou do universo da indumentária para o empreendedorismo. “O melhor de ser jornalista é aprender coisas novas todos os dias”, conta a apresentadora do programa Mundo S/A, da Globo News. “Mais do que nunca, é preciso ser único, ter voz própria”, reflete a jornalista sobre as mudanças midiáticas dos novos tempos.

Por aqui tivemos a honra de ter uma conversa afinadíssima com essa grande profissional, que hoje mergulha no mundo dos negócios e traz seu olhar esperto para iniciativas inovadoras. Que nossa xará esteja sempre se renovando e dando as boas-vindas às mil versões de si.

Maria Prata
Foto: instagram @mariaprata

Confira a entrevista:

Você contou em uma entrevista que, inicialmente, não pensava em ser jornalista. Como a vida te levou para essa carreira?
Meus pais são jornalistas, então eu conhecia muitas pessoas da área. Meu primeiro emprego foi como produtora de moda da Capricho, onde a Brenda Fucuta, com quem minha mãe já havia trabalhado, era diretora de redação. Ela queria alguém que nunca tivesse trabalhado em revistas. A partir daí, fui naturalmente entrando no mercado.

Como você resume sua trajetória profissional?
Formada pelo London College of Fashion e pela Faculdade Santa Marcelina, ingressei no mercado de moda aos 19 anos, como produtora de moda. Em seguida, passei pela Luminosidade, empresa de Paulo Borges, onde atuei na área de comunicação, quando lançamos a primeira versão do site spfw.com.br. Em 2005, aos 25 anos, assumi a editoria de moda da revista Vogue. Atuei também como colunista das revistas Casa Vogue e Iguatemi e lancei, em 2007, o blog Prataporter.com.br. No endereço eletrônico, escrevi sobre moda e comandei o PraTV, programa pioneiro em vídeo para a internet. Em 2009, assumi o cargo de editora-chefe da Fashion TV Brasil, cuidando de toda a programação, além de apresentar os especiais Semanas de Moda, com a cobertura das temporadas nacionais e internacionais de desfiles. Dois anos depois, de volta à Carta Editorial, lançamos a versão brasileira da revista Harper‘s Bazaar Brasil, um dos maiores sucessos editoriais recentes de moda e estilo de vida.

Maria Prata
Foto: instagram @mariaprata

Quanto tempo você trabalhou com moda? Qual foi seu maior aprendizado nessa fase?
Trabalho com moda há 20 anos. É toda minha vida profissional. Trabalhei em veículos bastante diferentes, com propostas muito particulares. Talvez o maior ganho tenha sido justamente perceber que podemos, sempre, nos adaptar e aprender algo novo.

O que a moda representa para você? Qual é o lugar dela na sua vida?
Ocupa um lugar central. Foi o que escolhi estudar na faculdade e é a área em que trabalho há 20 anos.

Como você avalia o atual cenário da moda brasileira?
Globalmente, passamos por uma grande crise no mercado da moda e do luxo. O universo digital trouxe novas regras, ditadas por novas gerações de consumidores, e as grandes empresas ainda estão se adaptando a elas. Mas é justamente em momentos de crise que a criatividade nasce. Vai ser interessante observar no que isso vai dar.

Maria Prata

Quais são suas principais influências e referências estéticas?
Tudo na moda é material para o trabalho de um jornalista. A cada estação, somos impactados por novas imagens, construídas a partir das mais diferentes referências. Essa é a riqueza da minha profissão: observar, entender e analisar olhares distintos. Mas o resultado do meu trabalho não é estético, portanto, faria mais sentido eu falar de referências e influências jornalísticas. Nomes como Suzy Menkes e Cathy Horyn me fizeram ter vontade de escrever sobre moda. Atualmente, que passei a olhar muito para o mercado, diria que Imran Amed, fundador do The Business of Fashion, é um jornalista que respeito muito. Ele criou um veículo novo, inédito, e é hoje um dos mais relevantes do mundo.

Como você passou da moda para o mundo dos negócios?
Fui convidada para apresentar o Mundo SA pela Eugênia Moreyra, que na época era diretora da Globo News.

Maria Prata
Foto: instagram @mariaprata

Conta um pouco sobre essa experiência apresentando o MUNDO S/A.
Foi uma surpresa muito gratificante. Não tinha ideia de que poderia me interessar pelo mundo dos negócios, muito menos que poderia levar minha antena de tendências para ele. Aprendo muito, diariamente.

Quais dicas você daria para jovens jornalistas que te admiram?
O jornalismo, como conhecíamos, está morrendo. Agora, mais do que nunca, é preciso ser único, ter voz própria. E trabalhar, trabalhar, trabalhar. Parece óbvio, mas pouca gente leva isso a sério mesmo.

Maria Prata
Foto: instagram @mariaprata

Pingue-pongue:

Uma jornalista que você admira… Imran Amed.
Top 3 entrevistas da sua carreira… Nicolas Ghesquiere, Stella McCartney, Karl Lagerfeld.
O melhor de ser jornalista é… Aprender coisas novas todos os dias.
Música do momento… Theozin, meu enteado, no Spotify.
Último filme que te marcou… Vale série? Handmaid’s Tale.
Livro que está lendo… Into the Woods: How Stories Work and Why We Tell Them, de Jonh Yorke.
Instagram do momento… @vaniagoy, para ver as melhores dicas de beleza dadas pela pessoa mais chique que há.
Um(a) estilista... Phoebe Philo.

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