O blog da Maria Filó

Mulher de garra

Especial Outubro Rosa

De sexo frágil não temos nada. É o que provam grandes mulheres como a Vanessa Salles, verdadeira guerreira que não foge à luta. Há quase 5 anos, nossa vendedora descobriu que estava com câncer de mama e, desde então, sua vida se transformou. Reinventou a forma com a qual lidava consigo mesma e começou a se olhar com mais carinho e cuidado.

Mudou-se para o interior, reeducou a alimentação, aprendeu técnicas artesanais, incorporou novas filosofias ao dia a dia e, principalmente, passou a se concentrar no que realmente importa: o aqui e o agora. Hoje, a batalha continua, mas no lugar de armas, ela usa a capacidade de valorizar as pequenas coisas e viver cada momento sem se cobrar tanto como antes.

Para a Vanessa, fica aqui nosso imenso orgulho e desejo de serenidade para superar todas as dificuldades.

Confira a entrevista:

Quando e como descobriu a doença?
Em dezembro de 2013, em meio a loucura de Natal, senti, na mama direita, o que eu pensava ser um nódulo.
A ultrassonografia acusou um cisto, nada preocupante. Apenas um “cistinho” de 2cm, disse a médica. Em janeiro, viajei de férias, mas sentia que algo estava errado, fiquei com isso na cabeça.
Ao voltar de viagem, procurei um mastologista que fez uma pulsão e mandou analisar. Dias depois saiu o resultado da análise. Câncer de mama! Em fevereiro de 2014 iniciei a quimioterapia.

Qual foi sua reação?
Eu não esperava, tanto que fui sozinha pegar o resultado. Só conseguia chorar. A ideia de que eu perderia os cabelos devido a quimioterapia e passaria por uma mastectomia me deixou apavorada. Mas a parte mais difícil foi dar a notícia à minha mãe.

O que mudou na sua forma de lidar com o câncer de lá para cá?
Parei de encarar esse diagnóstico como uma sentença de morte. Hoje vivo um dia de cada vez e já me sinto vitoriosa por ter chegado até aqui.

Conta sobre cuidados que você incorporou na sua vida, tanto físicos quanto psicológicos.
Mudei radicalmente minha alimentação. Parei de comer carne, acrescentei vegetais orgânicos à dieta e reduzi bastante o consumo de industrializados. Incorporei exercícios como yoga e pilates à minha rotina, que, além de contribuírem para a manutenção da minha saúde, me ajudam a suportar os efeitos colaterais do tratamento, sejam eles físicos ou psicológicos.

Quais são seus maiores desafios nessa jornada?
Manter a serenidade nos momentos difíceis e entender que agora tenho uma rotina de exames e cuidados fundamentais para que eu tenha uma qualidade de vida satisfatória.

E o maior aprendizado?
Aprendi a focar no que realmente importa e a valorizar as pequenas coisas. Me tornei menos exigente com os que me cercam e principalmente comigo mesma.

Se a Vanessa de hoje pudesse dizer algo para a Vanessa de anos atrás, antes de descobrir a doença, o que seria?
Não se cobre tanto.

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