Viva la vida

Frida Kahlo

Imagem: divulgação

Na última quarta Frida Kahlo faria aniversário. Não que nos falte razão para sempre lembrar da grande artista mexicana, mas a data nos fez rever os motivos pelos quais ela é uma das maiores pintoras e grandes mulheres de todos os tempos.

Frida Kahlo

Imagens: reprodução

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón nasceu em seis de julho de 1907, na Cidade do México, em plena revolução mexicana, o que talvez tenha feito dela uma grande revolucionária durante toda vida. Sua paixão pela própria cultura pode ser percebida nos seus tradicionais vestidos floridos e na natureza sempre presente em sua pintura.

Frida Kahlo

Imagens: divulgação/reprodução

 

Em viagem aos EUA, Frida não se encantou nem um pouco pelo padrão de beleza de Hollywood, que vivia seu auge de ouro entre divas que admiramos até hoje. Pelo contrário, a musa mexicana contestou o padrão vigente e seguiu com seu estilo característico, com o buço marcado e as sobrancelhas fortes, que se tornaram sua marca registrada.

Frida Kahlo

Imagem: reprodução

Seu pai e seu avô eram fotógrafos, o que talvez tenha influenciado muito seu estilo de pintura mais consagrado, os autorretratos. Nos quadros criados por Frida estavam expostas suas dores e fragilidades, como um diário aberto de sua vida, mas também de seu amor pela criação. “Ao pintar a si mesma sangrando, chorando, aberta ao meio, ela transmutou sua dor em arte com extraordinária franqueza, temperada com humor e fantasia”, diz sua biógrafa, a historiadora Hayden Herrera.

Seu último quadro antes de falecer, aos 47 anos, mostra imagens de frutas tropicais e coloridas, e se chama “Viva la vida”. E que vida ela viveu!

Todas as cores da Itália

As cores da Itália

No clima da nova coleção inspirada no perfume italiano, hoje vamos ficar de pés para cima e imaginação lá longe com essas imagens que nos deixaram ainda mais apaixonadas pelo país onde cabem tantas cores, sabores e paisagens. Se já é difícil escolher um roteiro na Itália, ficou ainda mais depois de conhecer o trabalho do designer Andrea Antoni.

O artista saiu pelo seu país, que não podia ser mais lindo, catalogando horizontes coloridos, e depois escolhendo uma escala pantone de acordo com cada lugar. A tarefa nada difícil é rodar a Itália percorrendo cidades, bairros e ruas, depois descobrindo o colorido que torna cada lugar único e especial.

As cores da Itália

Do céu rosado de Veneza aos seus milhares de canais, da arquitetura pastelada de Trieste aos tons terrosos de Verona, passando pela neve de Modena e pelas praias do Grado, Andrea não só fotografou e coloriu, mas também teve a sorte de viver cada um desses lugares.

Nós continuamos sonhando… e achando para lá de difícil escolher só um lugar pra visitar na bela Itália!

Para seguir

Na correria do dia a dia, nada como uma doses de inspiração para deixar a vida mais leve, dar um respiro e recarregar as energias. Referências são sempre bem-vindas, fazem florescer nossa criatividade e ajudam a desenvolvermos um olhar estético mais apurado.

Somos uma mistura deliciosa de tudo que vivemos, vemos e sentimos, por isso é tão bacana nos cercarmos de boas ideias, novas formas, cores e pontos de vista. Hoje vamos dar algumas dicas de perfis para lá de inspiradores, num convite para embarcarmos juntos em novos mundos e propostas visuais. Vamos lá?

Instagram para seguir

Dona de uma poesia doce e ao mesmo tempo forte, marcante, a conta da alemã Ezgi Polat é puro deleite aos olhos. Com uma identidade bem definida e coloração que remete a um ar de magia, a fotógrafa profissional compartilha belas imagens que envolvem décor, retratos, pratos deliciosos, flores e gatos.

Outro belo perfil é da artista americana Alexandra Valenti, que mistura fotografia e aquarela, num resultado incrível, com perfume folk e lúdico. Ela incorpora e brinca com novos tons às paisagens de tirar o fôlego, muitas vezes em P&B, e personagens mulheres como protagonistas. Natureza e experimentos estéticos, tem como ficar melhor?

Se você é fã de ilustração e estamparia, não pode deixar de seguir o Atelier Bingo. Com uma infinita cartela cromática, a marca francesa é especializada em criar desenhos abstratos, chapados, sem relevos, com ar de recorte e colagem e muita sobreposição, num efeito visual muito interessante.

Instagram para seguir

Às vezes vemos um filme ou seriado e uma cena específica nos marca, ou assistimos a algo sem perceber como um frame específico era repleto de um significado que ia além do que um primeiro olhar poderia perceber. Por isso a conta Cinamanic é um mundo incrível a ser explorado pelos amantes da sétima arte, sempre capturando belas cenas, aquele minuto fugaz que ganha um outro significado quando visto mais de perto.

Num misto de décor e botânica, o perfil West and Wild debruça suas lentes sobre espaços repletos de design. Os contornos da natureza somam-se aos da arquitetura com maestria, imprimindo um aroma urbano e ao mesmo tempo natural ao feed, enquanto os tons neutros emprestam elegância cool.

Instagram para seguir

Os apaixonados por crianças fofas têm um novo Instagram para seguir. Mãe de gêmeos, a Sunshine Lily flagra momentos deliciosos dos dois pequenos estilosos, arrancando sorrisos do nosso rosto. A amizade deles e as descobertas da infância ganham lindas fotos, sempre rodeadas de uma atmosfera espontânea e cheia de amor.

Quais são seus perfis favoritos? Os nossos são todos!

Sensibilidade estética em prol da criatividade

Marina Ribas | Arquitetura Emocional

Foto: Leo Martins

Quando você pensa em arquitetura e décor, vem à sua cabeça aquelas reformas que botam tudo abaixo e substituem os objetos antigos por novos? Há 4 anos, a criativa Marina Ribas criou dois conceitos inovadores e sustentáveis que subvertem esse lugar comum: a Arquitetura Emocional e o Non D’ecor, que reinventam os espaços de maneira afetiva, recuperando o valor de peças abandonadas.

Aqui na Maria Filó, Marina usou essas vertentes criativas para desenvolver um lindo projeto que humanizou nosso escritório. A partir de objetos aparentemente sem significado, ela trouxe uma nova atmosfera ao espaço, que respeita nossa história e aguça nossas memórias emocionais.

Essa sensibilidade estética vai além. “Acredito que a criatividade e a funcionalidade das coisas podem se aterrissar em vários mundos”, conta ela, que hoje também abraça projetos de cenografia, Visual Merchandising, direção de arte, identidade visual, branding de estilo de vida (quando uma pessoa de apresenta como marca) e ainda dá aula no IED (Instituto Europeo di Design). Ufa!

Quer dizer, não para por aí. Marina tem cada vez mais flertado com o universo das artes plásticas. Ao lado do Fred Gelli, seu marido, acabou de participar do processo lúdico de co-criação da marca do Parquinho Lage, nova escola de arte para crianças que homenageia o artista Palatnik e deve inaugurar mês que vem.

Que ela continue nos encantando com sua sensibilidade, originalidade e criatividade!

Marina Ribas | Arquitetura Emocional

Foto: arquivo pessoal

Para começar, queremos um pouco saber sobre você. Conta um pouco sobre sua trajetória profissional.
Minha formação foi em Design, com habilitação em Design de Produtos e Comunicação Visual. Durante a faculdade, eu trabalhava no escritório de arquitetura do Hélio Pellegrino, que usava material de demolição e revia a função dos objetos, hoje prática bem comum no universo da arquitetura. Na época era inovador, então foi uma experiência maravilhosa, aprendi muito. Depois montei um ateliê com uma amiga, fizemos vários objetos de acrílico, como luminárias e painéis, para vender. A criação sempre fez parte do meu universo. Depois me tornei freelancer, segui meu caminho sozinha no Design de Produtos. Foi então que me juntei com uma amiga, a Lola Lustosa, em 2006, e criamos uma marca de roupas fitness superfashion. Queríamos tirar o fitness desse lugar esportivo, para sair de casa toda linda sem precisar estar de legging. Depois dessa fase inicial, me tornei coordenadora de VM, juntei os ambientes da arquitetura, do design e da moda num lugar só. Estava em crise, eu queria ser designer gráfica, trabalhar com decoração e moda. Descobri o VM como oportunidade de juntar esses 3 universos. Trabalhei em outras marcas, paralelo a isso tinha meu projeto de artes plásticas. Depois parti de novo para a carreira solo.

Como você define o conceito de Arquitetura Emocional?
É um conceito que ressignifica os espaços, traz a capacidade de reinventar um ambiente com o que tem nele, recupera o valor de peças que antes estavam abandonadas. O trabalho de arquitetura emocional fala muito desse reaproveitamento, desse olhar.

E o de Non D’ecor?
Não acredito num trabalho de decoração que não leve em conta a verdade de quem mora no lugar. Gosto muito de pensar num espaço com a verdade e as memórias afetivas daquela pessoa impressas nele. Objetos importantes que construíram uma base para ela se desenvolver. Às vezes um objeto parece não ter significado, mas conversando com o morador, você descobre uma história por trás. Às vezes, decoradores ignoram a vida da pessoa. O conceito do non d’ecor não acredita numa decoração fria, mas humana. A capacidade de olhar para o lugar e ver as potências que ele tem, entender como as pessoas desfrutam do espaço, depois o que tem valor para ser mantido e o que pode ser descartado.

Como foi o processo de aplicar a Arquitetura Emocional aqui na Filó?
No trabalho que fiz para a Maria Filó, olhei para o acervo do VM, da equipe que tinha o material de vitrine. Em vez de fazer um novo projeto, reformular a empresa, meu desafio foi de captação e imersão de valor humano a partir do recurso interno. Eu fiquei durante 3 meses trabalhando dentro do escritório, entrevistando as pessoas, tive uma visão muito global. Fiz uma catalogação do que eu achava ser interessante de reaproveitar e como aquelas peças abandonadas poderiam ganhar outro valor. Pegamos sobra de tecido do estoque e desenvolvemos as luminárias junto às costureiras, resgatamos peças e usamos no décor das paredes. Foi um trabalho de resgate, reorganizamos o espaço, revestimos as peças, reformamos o mobiliário com material interno.

O design é sua maior paixão?
A minha paixão é a existência. Minha verdadeira paixão é todo esse processo criativo de sensibilidade estética. Por isso ficava em crise quando era mais nova e não tinha tanta experiência. Acredito que a criatividade e a funcionalidade das coisas podem se aterrissar em vários mundos. Tanto do Design de Interiores quanto no Design Gráfico. Abraço muitas frentes. Sou uma figura criativa e sensível. Pensar um espaço físico demanda uma energia criativa igual a eu fazer um trabalho de arte ou design. O que muda são a materialização de trabalho, que usam técnicas diferentes, e relacionamentos profissionais que criamos, eles trazem muito aprendizado.

Marina Ribas | Arquitetura Emocional

Foto: arquivo pessoal

Quais são suas principais referências estéticas e criativas?
Gosto muito do período neoconcreto, do modernismo. A arte é minha maior fonte de inspiração. Cada movimento artístico teve um valor extremamente importante. Claro que tem alguns artistas que amo. Ontem, ao encontrar o Palatnik, eu dei uma “choradinha” de emoção. Inevitável estar diante de uma figura tão importante e não se emocionar. E viajar, a vivência em outros lugares, ver novas arquiteturas, formas de se relacionar, outros espaços, a luz do sol… Tudo isso também me inspira muito.

Dá para perceber que sua relação com a moda é forte. O que ela representa para você?
Eu sou uma figura romântica nos conceitos. O romance com a moda está também nesse lugar da arte, de comportamento. A primeira casa, primeiro invólucro do ser humano é a roupa que ele veste. Depois do ambiente, depois o espaço arquitetônico, depois a cidade, o país… Numa escada de contato com o ser humano, acredito que a moda tenha esse lugar de abrigar o ser humano e oferecer a ele comportamentos estéticos e sociais de posicionamento. Ela é mais uma forma de expressão.

Marina Ribas | Arquitetura Emocional

Foto: arquivo pessoal

Olhando seu Instagram, vimos que você é rodeada por objetos que remetem à natureza.
Moro no meio da floresta, um apartamento que parece uma casa. Eu acordo e vejo três tipos de macaco. Um com uma mão amarela, um rostinho branco e uma cauda gigantesca superfashion. Ele pega o rabinho e bota em volta do pescoço como se fosse uma echarpe. (risos). Tem o macaco prego, inteligentíssimo, besouros, borboletas… Eu coleciono numa cristaleira insetos exóticos que encontro mortos na minha casa. Uns 50. Fui criada em meio à natureza, é vital, é saúde. Minha casa tem uma quantidade plantas incomum para um apartamento. A natureza humaniza o espaço, traz a gente para um lugar mais ancestral.

Marina Ribas | Arquitetura Emocional

Fotos: André Nazareth

Quais são os 5 objetos mais afetivos do décor da sua casa?
Minhas instalações, as camas que eu e meu marido usamos no lugar dos sofás, a coleção de cadeiras de design, os objetos que vieram de herança da minha vó e os objetos da cozinha que eram da mãe do meu marido, como o caderninho de anotação e as panelas.

Vimos também que seu marido tem um belo piano. Qual música que ele toca mais te emociona?
Eu e me marido compusemos uma música juntos para o convite do nosso casamento. Nós dois nos emocionamos. O convite é um vídeo que com nossos nomes aparecendo na tinta dourada, botamos a música no vídeo e mandamos para as pessoas. Era muito diferente. Meu marido também é designer, nossa casa é pura natureza e arte, ela respeita nossa natureza criativa. Chamamos de “Casa da Floresta”.

Quais características da sua personalidade mais te ajudam na sua profissão?
Sensibilidade, criatividade, olhar humanista, flexibilidade, intuição e amorosidade.

 

Encaixe perfeito

Estampas de cartema

Imagens: Prêmio Estampa Brasil | Maria Filó

Arte, design ou moda? A técnica Cartema foi criada por Aloísio Magalhães – considerado o pai do design gráfico brasileiro moderno – ao combinar a imagem de um cartão postal de forma coordenada, criando assim uma padronagem única.

Estampas de cartema

Imagens: Prêmio Estampa Brasil | Maria Filó

E a moda, esperta que só, pegou emprestada a ideia que já gerava trabalhos de arte e design interessantes para desenvolver estampas de cartema superespeciais criadas a partir da repetição de um ou mais desenhos.

Estampas de cartema

Imagens: Prêmio Estampa Brasil | Maria Filó

Por aqui adoramos a textura exclusiva das estampas cartemas, que se encaixam e se multiplicam criando um efeito ótico para lá de bonito, que se combinam entre si e também casam muito bem com peças básicas e lisas.

Arte, moda e design, não conseguimos imaginar mistura mais perfeita!